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Braga

UMinho distinguida com bolsas de investigação da Fundação ”la Caixa” e FCT

Projetos liderados por Pedro Alpuim, Joana Azeredo e João Filipe Oliveira

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Pedro Alpuim, Joana Azeredo e João Filipe Oliveira. Foto: DR

Tratar infeções bacterianas e compreender melhor a depressão e o cérebro são o foco dos projetos liderados por Joana Azeredo, João Filipe Oliveira e Pedro Alpuim

Três projetos ligados à Universidade do Minho são distinguidos esta quarta-feira no âmbito do “Concurso CaixaResearch de Investigação em Saúde 2021”, com bolsas entre os 500 mil euros e um milhão de euros para os próximos três anos.

João Filipe Oliveira, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), está a entender a origem da depressão para identificar novos alvos terapêuticos. Já Joana Azeredo, do Centro de Engenharia Biológica, em parceria com o ICVS, vai estudar vírus sintéticos para tratar infeções bacterianas. E Pedro Alpuim, professor da Escola de Ciências da UMinho, desenvolve a partir do INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, também em Braga e em parceria com o ICVS e o CSIC Madrid, um nanodispositivo de grafeno para compreender melhor o funcionamento do cérebro.

Promovido pela Fundação ”la Caixa”, o concurso é o único do género a apoiar a investigação biomédica ibérica e tem um financiamento considerável. Este ano distingue 30 projetos, 12 deles em Portugal, sendo 7 cofinanciados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), como sucede com o de Joana Azeredo. A presente edição teve 644 candidaturas. Este concurso anual nasceu em 2018 e já atribuiu 72 milhões de euros a 105 projetos de excelência na investigação básica, clínica e translacional na área das neurociências e das doenças cardiovasculares, infeciosas e oncológicas.

Os projetos premiados ligados à UMinho afirmam a inovação, a qualidade e o impacto desta academia. Em concreto, João Filipe Oliveira investiga sobre depressão, que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Na Escola de Medicina, vai pesquisar o papel dos astrócitos na depressão para identificar possíveis terapias, pois os resultados prévios demonstram que as alterações moleculares e estruturais daquelas células nervosas influenciam o seu aparecimento.

Na Escola de Engenharia, a equipa de Joana Azeredo tem também 500 mil euros para procurar tratamentos baseados em vírus sintéticos, de modo que ataquem as infeções bacterianas sem comprometer a saúde humana. A resistência aos antibióticos é um problema de saúde pública. Na natureza, as bactérias têm os seus próprios inimigos, os bacteriófagos. Estes vírus infetam especificamente bactérias e podem ser utilizados em terapêutica para combater doenças infeciosas. O projeto envolve ainda o ICVS, sob a coordenação de Jorge Pedrosa.

A investigação liderada por Pedro Alpuim, em que também participam Patrícia Monteiro e Luís Jacinto do ICVS, tem o valor de 1 milhão de euros. Utiliza nanotecnologia de grafeno, biologia molecular e neuroengenharia para desenvolver e validar um novo dispositivo que permita monitorizar as mensagens químicas e elétricas dos neurónios e, assim, compreender melhor o funcionamento do cérebro. Os transtornos neurológicos afetam mais de um quarto da população mundial.

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