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Um morto e dois feridos em acidente com empilhador na Trofa

Acidente de trabalho

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Foto: DR / Arquivo

Um acidente de trabalho com um empilhador numa empresa do ramo alimentar localizada na Trofa causou hoje um morto e dois feridos ligeiros, indicou fonte do INEM.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou à agência Lusa que a vítima mortal tinha 60 anos e o óbito foi declarado no local.

Dois outros homens, com 65 e 56 anos, ficaram feridos e foram transportados ao Hospital de Famalicão.

Já o Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto indicou que a ocorrência foi registada às 09:15 e que as vítimas transportadas ao hospital apresentavam ferimentos leves.

O acidente ocorreu na Saner, empresa do ramo alimentar localizada na Rua da Goncinha, União de Freguesias de São Martinho e Santiago, concelho da Trofa, no distrito do Porto.

No local estive uma equipa de psicólogos, uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Santo Tirso, duas ambulâncias dos Bombeiros Voluntários da Trofa e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de São João.

Para além da sede na Trofa, a empresa também tem armazéns em Frossos, Braga, e Felgueiras.

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Número de infetados em lar da Misericórdia de Santo Tirso subiu para 20

Covid-19

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O número de infetados com a covid-19 no lar Dra. Leonor Beleza, em Santo Tirso, subiu para 20, sendo nove utentes e 11 colaboradores, após serem conhecidos os testes feitos na sexta-feira, disse hoje à Lusa a porta-voz.

“Todos os utentes que testaram positivo estavam em isolamento profilático desde 24 de março, encontrando-se estáveis. As famílias foram contactadas e mantêm o apoio e a confiança nos nossos profissionais”, lê-se na publicação na página da Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, dona do lar, no Facebook.

Com 93 utentes e 61 colaboradores o lar debate-se, agora, com “a falta de material para continuar com os testes”, disse à Lusa Sara Almeida e Sousa.

“Os testes efetuados ao longo do fim de semana foram feitos com material [zaragatoas] de que já dispúnhamos na Unidade de Cuidados Continuados e na Clínica de Gastroenterologia e depois levados por nós para laboratório, mas acabaram e hoje, apesar dos múltiplos contactos feitos, para privados e para o Serviço Nacional de Saúde, não conseguimos nada”, lamentou.

Perante isto, Sara Almeida e Sousa contabilizou, entre utentes e colaboradores, “99 pessoas à espera de ser testadas”, vincando que “a maior parte dos utentes não apresenta sintomas, e as que os apresentam não estão associados à covid-19”, admitindo, contudo, “que alguns venham a testar positivo”.

Segundo o balanço oficial de hoje, Portugal regista 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas da doença.

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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Porto não reconhece autoridade à DGS e rejeita cerco sanitário

Covid-19

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Foto: Wikipedia / DR

A Câmara do Porto disse hoje que não aceita o cerco sanitário “absurdo” e “inútil” que está a ser equacionado pelas autoridades de saúde e anunciou que deixa de reconhecer autoridade à diretora geral da Saúde, Graça Freitas.

“Tal medida, absurda num momento em que a epidemia de Covid-19 se encontra generalizada na comunidade em toda a região e país, não foi pedida pela Câmara do Porto, não foi pedida pela Proteção Civil do Porto e não foi pedida pela Proteção Civil Distrital. Nenhuma destas instituições e nenhum dos seus responsáveis, incluindo o presidente da Câmara do Porto foi contactado, avisado ou consultado pela Direção Geral da Saúde [DGS]”, afirma a autarquia em comunicado.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou hoje que a medida está a ser equacionada entre as autoridades de saúde regionais, as autoridades de saúde nacionais e o Ministério da Saúde “e provavelmente hoje será tomada uma decisão nesse sentido”.

Na conferência de imprensa diária para fazer o ponto da situação da pandemia de Covid-19 em Portugal, Graça Freitas assegurou a articulação entre as autoridades de saúde e as autoridades municipais, desde logo, com a Câmara Municipal, com a Segurança Social e com a Comissão Municipal de Proteção Civil.

O município garante, contudo, ter sido surpreendido com o anúncio da diretora-geral da Saúde, e acrescenta que “caso a medida, inútil e extemporânea, fosse tomada, tornaria impossível o funcionamento de serviços básicos da cidade, como a limpeza urbana (cuja maior parte dos trabalhadores não reside na cidade), como a recolha de resíduos (cuja LIPOR fica fora da cidade), como o abastecimento e acessos a dois hospitais centrais (Santo António e São João) estariam postos em causa”.

A Câmara do Porto não pode, por isso, “concordar com uma medida dessa natureza, baseada em estatísticas sem consistência científica ou fiabilidade, emitidas diariamente pela DGS e cujas variações demonstram a sua falta de credibilidade. Muito menos faz sentido isolar uma cidade quando à sua volta a situação epidemiológica nos concelhos limítrofes é em tudo igual”.

“Assim sendo, a Câmara do Porto deixa de reconhecer autoridade à senhora Diretora Geral da Saúde, entendendo as suas declarações de hoje como um lapso seguramente provocado por cansaço”, declara o município em comunicado.

Portugal regista hoje 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

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Nasceu o segundo bebé de mãe infetada no Hospital de São João no Porto

Covid-19

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Foto: afiliacoe.med.up.pt / DR

Nasceu, esta quinta-feira, no hospital de São João, no Porto, o segundo bebé filho de uma mulher infetada com o vírus da covid-19, disse à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar.

O menino nasceu de cesariana, esta madrugada, e tanto a mãe como o filho “estão bem”, acrescentou a mesma fonte do Centro Hospitalar e Universitário São João (CHUSJ).

O bebé – o segundo de uma mãe infetada com o novo coronavírus a nascer no Hospital de São João, no espaço de quase uma semana – vai agora realizar um teste para se apurar se está infetado.

A 17 de março nasceu o primeiro bebé – uma menina – de uma mulher com o novo coronavírus no país e os dois testes que lhe foram realizados deram negativo para a infeção.

Na sexta-feira, Henrique Soares, neonatologista do CHUSJ, assegurou que aquela unidade hospitalar está “preparada” para casos de grávidas infetadas pelo novo coronavírus que causa a doença covid-19, a qual não coloca as gestantes em grupo de risco.

“As equipas estão preparadas quer as médicas, quer as de enfermagem, quer a de obstetrícia, quer as da neonatologia. Estabeleceram-se circuitos próprios para as grávidas Covid-19 positivas ou suspeitas e para as grávidas normais”, disse o neonatologista.

Em Portugal, de acordo com o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se 43 mortes, mais 10 do que na véspera (+30,3%), e 2.995 infeções confirmadas.

Dos infetados, 276 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

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