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Valença

Um javali e um salmão a partir de hoje no Mosteiro de Sanfins em Valença

Projeto Desencaminharte coloca penúltima obra de arte no Alto Minho

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Foto: DR

A obra Porta-caça do Mosteiro de Sanfins do atelier Barão-Hutter é inaugurada, hoje, às 10:30, em Valença. Esta será a nona e penúltima obra do conjunto de dez projetos desenvolvidos no âmbito do “Desencaminharte”. O projeto, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e programado pelo coletivo HODOS, visa fomentar a criação artística na região.

Duas presas, um javali e um salmão por ano voltam ao Mosteiro de Sanfins por forma de “reconhecença”. A reposição do ritual anual, por intervenção teatral, tem por base a disposição de uma série de artefactos para encenar, preparar e confecionar as duas presas.

Dois porta-caça e um fogareiro com os seus apetrechos em aço-inox e granito serão disponibilizados para a área do convento para este uso e para futuro usufruto da população. A obra é a materialização de um facto lendário, tornando-se num “estandarte” e um ponto de paragem, observação e reflexão no lugar.

A edição de 2018 do DESENCAMINHARTE ficará concluída com a inauguração de Sulco, obra da autoria dos arquitetos depA, em Melgaço (data a definir) e com a realização do evento de encerramento no dia 7 de abril, às 16:00, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.

Este evento consistirá na exibição de um filme de Miguel C. Tavares sobre as obras realizadas, seguida de um debate com os autores dos projetos e a apresentação do livro Desencaminharte 2018 — Arte aplicada ao lugar.

Dez autores relevantes no panorama artístico e arquitetónico contemporâneo foram desafiados a intervir na paisagem singular de cada um dos dez municípios no Alto Minho.

A partir de uma leitura sensível e afetiva do lugar, estas obras vão proporcionar um diálogo aberto entre território, arte, cultura e população.

HODOS é um coletivo constituído pelas equipas FAHR 021.3, depA e Still Urban Design, com o objetivo de valorizar os percursos pedestres em Portugal, afirmando-os como elementos de integração ou dissociação na paisagem.

Através da identificação e tratamento de pontos de interesse nesses percursos, HODOS pretende reformular a experiência da caminhada com recurso à criação de peças de arte e arquitetura.

À semelhança do ano anterior, o DESENCAMINHARTE é cofinanciado pelo programa Norte 2020 – Programa Operacional Regional do Norte.

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