Seguir o O MINHO

Ave

Um dos mais importantes violoncelistas contemporâneo dá concerto grátis em Cabeceiras de Basto

Nomeado para um Grammy

em

Foto: Divulgação / Luís Belo

O violoncelista russo Pavel Gomziakov vai juntar-se à Orquestra XXI para interpretar o primeiro concerto para violoncelo e orquestra de Dmitri Chostakovitch em quatro concertos, o primeiro deles quinta-feira na Casa da Música, Porto.

Depois de tocar na Sala Suggia da Casa da Música, pelas 21:00, o agrupamento formado em 2013 continua a homenagear um dos fundadores, o oboísta Samuel Bastos, com um concerto na sexta-feira no Mosteiro de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto, com entrada livre.

Segue-se, no sábado, o Quartel das Artes Dr. Alípio Sol, em Oliveira do Bairro, terminando a digressão em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, pelas 17:00.

Com direção musical de Dinis Sousa, a Orquestra XXI arranca o programa com uma peça portuguesa, “Tua Lágrima em Mim”, que Ana Seara, Jovem Compositora Residente da Casa da Música em 2014, compôs em 2009, antes do Concerto de Chostakovitch.

De 1959, o primeiro de dois concertos para violoncelo do russo é considerado um dos mais exigentes para este instrumento, tendo sido escrito para o violoncelista e amigo do compositor Mstislav Rostropovich, que a estreou com a Filarmónica de Leninegrado quatro dias depois de o receber.

O programa encerra com a Quarta Sinfonia, a última, de Johannes Brahms, estreada em 1885 e uma das peças mais reconhecidas deste período, tendo sido escrita um ano após terminar a Terceira.

Ao lado da Orquestra XXI, um grupo formado “fruto da vontade de reunir o crescente número de músicos portugueses residentes no estrangeiro”, estará Gomziakov, que desde 2010 tem atuado com orquestras de vários países, da Orquestra de Avignon à Nova Filarmónica do Japão, Orquestra de Câmara de Londres ou a Orquestra Nacional Russa.

Em 2009, foi nomeado para um Grammy por disco sobre Chopin em que colaborou com a pianista portuguesa Maria João Pires, que deu origem a uma digressão que passou por vários países.

Em 2016, gravou Concertos para violoncelo de Haydn com a Orquestra Gulbenkian, em que tocou o Violoncelo Stradivarius-Chevillard–Rei de Portugal (1725), classificado como tesouro nacional.

Em 2018, dirigiu a Orquestra Metropolitana de Lisboa num concerto em que interpretou Haydn, Boccherini e Rossini, tocando um violoncelo de 1703, construído antes de Bach e que classificou como “uma peça fantástica com um som extraordinário”.

Anúncio

Famalicão

Leica apresenta primeiro produto totalmente desenvolvido e construído em Famalicão

Na unidade sediada em Lousado

em

Foto: Divulgação/CM Famalicão

A Câmara Municipal de Famalicão anunciou esta quarta-feira que, pela primeira vez, a Leica, mítica marca de máquinas fotográficas, vai apresentar o primeiro produto totalmente desenvolvido e construído na unidade sediada em Lousado.

Durante muitos anos a unidade portuguesa da Leica foi exclusivamente um centro produtivo, mas recentemente a administração portuguesa da empresa reuniu argumentos para convencer a casa-mãe alemã a fazer a evolução da unidade sediada em Lousado para um Centro de Competências e Serviços, que representa uma aposta de confiança da administração da Leica no “made In Portugal”.

Este reconhecimento pelo conhecimento e saber-fazer adquirido em Famalicão está também visível na decisão da transferência para Portugal do Centro de Reparação Leica de Produtos da área SPORTOPTICS que, pela primeira vez em 171 anos de existência, sai de território alemão.

Os novos desafios da Leica em Portugal e a apresentação do primeiro produto Leica totalmente desenvolvido e construído em Famalicão são o foco do Roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão decorrem esta sexta-feira.

Continuar a ler

Guimarães

Tribunal da Relação de Guimarães reduz pena aplicada a homem que matou jovem em Valpaços

De 25 para 22 anos

em

Foto: DR/Arquivo

O Tribunal da Relação de Guimarães reduziu de 25 para 22 anos de cadeia a pena aplicada a um homem condenado por matar um jovem, em Valpaços, e por mais três tentativas de homicídio.

O tribunal de primeira instância de Vila Real condenou, em maio de 2019, o arguido a 25 anos de cadeia, em cúmulo jurídico, por ter disparado mortalmente contra um estudante de 22 anos, a 15 de abril de 2018, e ainda por mais três crimes de homicídio na forma tentada, detenção de arma proibida e dano.

Após recurso, o Tribunal da Relação de Guimarães julgou “parcialmente procedente o recurso interposto pelo arguido e alterou a qualificação jurídica dos factos de crimes de homicídio qualificado (um na forma consumada e três na forma tentada) para crimes de homicídio simples”.

Segundo nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, em consequência “dessa alteração da qualificação jurídica, as penas concretas aplicadas aos crimes foram diminuídas”.

Assim, em cúmulo jurídico o Tribunal da Relação condenou o arguido a uma pena única de 22 anos de prisão.

O homem não apresentou recurso pelas penas aplicadas pela prática de um crime de detenção de arma proibida e dois crimes de dano.

O arguido, de 28 anos, foi condenado por, na madrugada do dia 15 de abril de 2018, num bar em Valpaços e nas suas imediações, na sequência de uma altercação, ter efetuado disparos com uma pistola na direção de quatro pessoas, atingindo três delas, tendo uma vindo a morrer por causa dos ferimentos sofridos.

O arguido disparou ainda contra um automóvel e montras de estabelecimentos comerciais.

Na primeira sessão do julgamento, no dia 10 de dezembro de 2018, o arguido disse ao coletivo de juízes de Vila Real que os disparos que mataram o jovem “não foram intencionais” e ocorreram durante “uma tentativa de recuperar a arma”.

Na leitura do acórdão, na primeira instância, o presidente do coletivo de juízes considerou que o que se passou foi “arrepiantemente chocante” e que, por isso, o tribunal tem que dar o exemplo.

Na sua opinião, o que o arguido fez naquela noite é “intolerável” e “inaceitável”, porque agiu “sem motivo”.

O magistrado considerou que a atitude da vítima mortal, que ainda chegou a desarmar o arguido, “foi heroica”.

Depois do crime, o arguido pôs-se em fuga e foi detido cerca de um mês depois, na Figueira da Foz, pela Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.

Continuar a ler

Guimarães

Capital Europeia da Cultura 2012 fez de Guimarães um “oásis” em época de crise

Viana do Castelo e Braga já anunciaram que vão apresentar uma candidatura

em

Foto: DR/Arquivo

Guimarães teve em 2012 um dos “maiores desafios” da sua história ao ser Capital Europeia da Cultura, tornando-se “um oásis” em época de crise com um peso de 85 milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A história do “ano de exceção” para a chamada cidade-berço começou em 2006, quando a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que Guimarães era a eleita pelo Governo para ser Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2012.

Começava assim um percurso “por vezes atribulado”, mas que culminaria num “enorme sucesso e exemplo” que colocou “Portugal no mapa da Cultura na Europa”.

Capital Europeia da Cultura levou Guimarães a “assumir-se como polo cultural”

A cidade minhota foi a terceira a hastear a bandeira portuguesa com o titulo de CEC, depois de Lisboa, em 1994, e do Porto em 2001, sendo que o título voltará a Portugal novamente em 2027.

“Depois da classificação do Centro Histórico pela UNESCO como Património da Humanidade, tendo em conta todo o movimento associativo que sabíamos ter e a autoconfiança que construímos, sabíamos que Guimarães 2012 seria um ano de exceção. E assim foi”, lembrou à Lusa a vereadora da Cultura à data, Francisca Abreu.

O caminho “nem sempre foi fácil”, admitiu a responsável, “mas analisando com a devida distância também foram essas dificuldades que levaram a ganhar a capacidade de superar tudo o que era esperado”.

Guimarães 2012 teve dificuldades logo com a equipa e modelo de gestão escolhidos para liderar o projeto.

A opção recaiu sobre a criação de uma Fundação inicialmente liderada por Cristina Azevedo, que acabou por sair em rutura com a estrutura, depois das críticas das associações da cidade, que achavam que estavam a ser postas de lado, pelos atrasos nos fundos comunitários e pela dificuldade em “desenhar uma linha de orientação” que agregasse a cidade e os vimaranenses.

“Tu fazes parte” foi o lema final da CEC 2012 que “uniu” cidade, associações cívicas, instituições e a população em torno do projeto, já sob a égide de João Serra, que substituiu Cristina Azevedo na presidência da Fundação Cidade de Guimarães.

“Da possibilidade de um fracasso passámos ao sucesso inquestionável”, salientou Francisca Abreu.

Para a responsável, “o balanço de 2012 não se pode fazer só por números e indicadores económicos, vai muito além disso e perdura no tempo”.

Ainda assim, o balanço numérico foi feito pela Universidade do Minho, em 2013, e, “contas feitas”, Guimarães 2012 teve um peso no PIB de 85 milhões de euros: ” Valor excelente que reflete o sucesso financeiro, mas que não reflete todo sucesso do evento”, lembrou à data João Serra.

Segundo o referido relatório, em receitas fiscais, a CEC2012 atingiu os 30,8 milhões de euros, mais três milhões de euros do que o que Estado investiu no evento, “pelo que não houve prejuízo” para o erário público.

O turismo e o comércio foram as “duas grandes áreas” beneficiadas pelo evento: “Numa época em que Portugal vivia uma crise económica profunda, sob assistência financeira, Guimarães foi uma espécie de oásis. Cresceram lojas, negócios, aumentou o turismo”, enumerou Francisca Abreu.

Os números corroboram: Em 2012, os turistas em Guimarães gastaram mais 12,38 milhões de euros do que em 2011, as dormidas na cidade aumentaram 43% e houve um aumento do volume de negócios na ordem dos 80%, além de terem sido criados mais de 2.100 empregos.

A inauguração da CEC Guimarães 2012 foi em 21 de janeiro de 2012 e o encerramento em 23 de dezembro do mesmo ano. Pelo meio, foram realizadas mais de mil atividades nas áreas da música, teatro, dança, arquitetura, cinema e fotografia, além de cinco espetáculos “apoteóticos” dos La Fura del Baus.

“A Capital acabou, mas ficou a cultura”, lembrou a ex-vereadora.

Portugal acolhe novamente em 2027, juntamente com uma cidade da Letónia, a Capital Europeia da Cultura.

Aveiro, Leiria, Faro, Viana do Castelo, Coimbra, Évora, Braga, Guarda e Oeiras já anunciaram que vão apresentar uma candidatura.

Continuar a ler

Populares