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País

UE só sairá mais forte da crise com reforço da coesão e solidariedade, diz Merkel

Covid-19

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Angela Merkel. Foto: DR / Arquivo

A chanceler alemã defendeu hoje, em Bruxelas, que a Europa só sairá mais forte da crise da covid-19 se reforçar a coesão e solidariedade, e apelou ao sentido de compromisso dos 27 para um acordo célere sobre o plano de recuperação.


Num debate no Parlamento Europeu sobre as prioridades da presidência semestral alemã do Conselho da União Europeia, Angela Merkel insistiu que “a Europa enfrenta o maior desafio da sua história” e defendeu que “uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE”, exige uma resposta extraordinária.

A chanceler disse esperar, por isso, que ainda este mês os 27 cheguem a acordo sobre as propostas de um Fundo de Recuperação e do orçamento plurianual para 2021-2027.

“A Europa só superará com êxito a crise se conseguir ultrapassar as suas diferenças e identificar soluções comuns. A Europa sairá da crise mais forte do que nunca se reforçarmos a coesão e a solidariedade. Ninguém vai ultrapassar a crise sozinho, estamos todos vulneráveis”, advertiu.

Costa defende que países da União Europeia devem sair da crise “todos juntos”

Segundo a chanceler, “a solidariedade europeia não é apenas um gesto humanitário, é um investimento sustentado”.

Lembrando a proposta de um Fundo de Recuperação de 500 mil milhões de euros que apresentou em conjunto com o Presidente francês, Emmanuel Macron, Angela Merkel congratulou-se por a proposta colocada sobre a mesa pela Comissão Europeia refletir muitas das medidas da proposta franco-alemã, e, a pouco mais de uma semana de uma cimeira na qual os 27 vão tentar chegar a um compromisso, sublinhou a urgência de um acordo.

“Queremos alcançar um acordo rapidamente, antes do verão. Não podemos desperdiçar mais tempo. Os mais fracos e vulneráveis é que sofreriam. Mas para isso precisamos de compromisso por parte de todos. Esta é uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE. E em tempos extraordinárias, a Alemanha está disposta a defender uma soma extraordinária de 500 mil milhões”, disse.

Afirmando que a resposta à crise não pode ser pensada apenas no curto prazo, pois a Europa deve apostar em sair da crise “mais forte, inovadora e sustentável”, a chanceler alemã sublinhou também a necessidade de acautelar “a dimensão social”.

“Acredito firmemente que a dimensão social é tão importante quanto a dimensão económica. Precisamos de uma Europa justa em termos económicos e sociais”, declarou.

Von der Leyen pede que não se negligencie orçamento plurianual da UE

Precisamente uma semana após ter assumido a presidência do Conselho da União Europeia – no que constitui o arranque do trio de presidências do qual Portugal faz parte (no primeiro semestre de 2021) -, e numa altura em que o levantamento das restrições devido à covid-19 começa a permitir que sejam retomados eventos presenciais em Bruxelas, Merkel participa na sessão plenária do Parlamento Europeu e em seguida terá uma reunião com os presidentes das instituições, para preparar o Conselho Europeu da próxima semana.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, convidou os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e do Parlamento, David Sassoli, assim como a presidência rotativa do Conselho da UE, para um encontro que visa desbravar caminho para um acordo rápido sobre o pacote de recuperação.

Na cimeira de 17 e 18 de julho, os chefes de Estado e de Governo vão tentar chegar a um compromisso em torno da proposta apresentada no final de maio pela Comissão – com muitos traços comuns com uma proposta franco-alemã avançada pouco antes -, de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros (dois terços dos quais a serem canalizados para os Estados-membros através de subvenções), associado a um Quadro Financeiro Plurianual para os próximos sete anos num montante de 1,1 biliões de euros.

O Conselho Europeu da próxima semana constitui de resto o tema de um outro debate que terá lugar também hoje à tarde no Parlamento Europeu, com a participação de Charles Michel, que ainda esta semana deverá apresentar aos 27 uma proposta revista com base na da Comissão Europeia, que será o ponto de partida para as negociações.

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País

Covid-19: Marcelo aconselha “sentido nacional” a Governo e oposição’

Política

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República aconselhou hoje ao governo e aos partidos da oposição “sentido nacional” na gestão da atual crise pandémica de covid-19 e consequente crise económica, admitindo um novo modelo de sessões com epidemiologistas.

“A epidemia exige escrutínio público e político e é natural que os partidos, nomeadamente a oposição, queiram fazer esse escrutínio, mas exige também muito sentido nacional. Eles que pensem um bocadinho que, se fossem Governo, teriam de enfrentar muitos fatores imprevisíveis”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado respondia a perguntas da comunicação social após visitas a três unidades hoteleiras lisboetas para avaliar o setor do turismo, a convite da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

“O Governo que pense também um bocadinho em como é importante informar a oposição acerca dos seus pontos de vista sobre matérias tão importantes como a abertura do próximo ano letivo, os dados dos exames serológicos sobre a imunidade da sociedade portuguesa e a própria antevisão, que é difícil, daquilo que se pode passar lá fora e cá dentro”, disse.

Sobre o eventual regresso das sessões com epidemiologistas no Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “cabe ao governo no momento que entender adequado”, depois de “terminado o mês de agosto que é o mês mais morto” repensar um modelo de informação ao país.

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País

Covid-19: Mais 6 mortos, 325 infetados e 237 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: DR / Arquivo

Portugal regista hoje mais 6 mortes e 325 novos casos de infeção por covid-19, dos quais 204 na região de Lisboa e Vale do Tejo, em relação a quarta-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 53.548 casos de infeção confirmados e 1.770 mortes.

Há 39.177  casos recuperados, mais 237.

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País

Portugal principal produtor de bicicletas na União Europeia em 2019

Eurostat

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Foto: DR / Arquivo

Portugal foi o principal produtor de bicicletas na União Europeia em 2019, ao fabricar 2,7 milhões de unidades, praticamente um quarto de toda a produção dos 27 Estados-membros, divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, no ano passado foram produzidas na UE mais de 11,4 milhões de bicicletas, o que representa um aumento de 5% face ao ano anterior, mas ainda assim aquém do ‘pico’ registado em 2015, de 13,7 milhões.

O Eurostat aponta que cinco Estados-membros foram responsáveis em 2019 por 70% da produção total de velocípedes na UE, surgindo Portugal destacado à cabeça, com 2,7 milhões de bicicletas, à frente do ‘campeão’ de produção em 2018, Itália (2,1 milhões), da Alemanha (1,5 milhões), Polónia (900 mil) e Holanda (700 mil).

Os dados do Eurostat revelam que Portugal registou uma acentuada subida entre 2018 e 2019, com mais 736 mil bicicletas produzidas (em 2018 fabricara 1,9 milhões), o que lhe permitiu suceder a Itália no primeiro posto da tabela.

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