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UE reabre fronteiras a 15 países, EUA e Brasil ainda excluídos

Covid-19

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Aeroporto do Galeão Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. Foto: DR

Os Estados-membros da União Europeia decidiram hoje reabrir as fronteiras externas a partir de quarta-feira a 15 países cuja situação epidemiológica da covid-19 consideram satisfatória, excluindo desta lista países como Estados Unidos e Brasil.


A lista de países terceiros aos quais será permitido retomar viagens “não indispensáveis” para a Europa integra Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai e China, mas neste último caso sujeito a confirmação de reciprocidade, ou seja, quando o país asiático reabrir as suas fronteiras à UE.

Tal como era previsível, atendendo à situação epidemiológica atual, não receberam ainda ‘luz verde’ para retomar as ligações à Europa países como Estados Unidos, Rússia e Índia e Brasil, permanecendo também de fora da lista todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.

A lista foi discutida ao longo dos últimos dias pelos embaixadores dos 27 em Bruxelas e hoje adotada formalmente por procedimento escrito pelo Conselho da UE.

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Estado de emergência pode durar até ao final da pandemia, admite Costa

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

António Costa afirmou, entrevista à Antena 1, que, “no limite”, o estado de emergência, que é hoje votado no Parlamento, pode durar até final da pandemia.

“O estado de emergência não aplica imediatamente essas medidas, cria a possibilidade de as podermos aplicar”, diz António Costa anunciando que o Governo irá, nas próximas horas, falar com os autarcas dos concelhos em situação mais complexa para, no Concelho de Ministros deste sábado, decidir as medidas a aplicar em cada região.

No dia em que a quarta declaração de Estado de Emergência será votada – com aprovação garantida por PS, PSD, CDS e PAN – e antes de uma declaração, por volta das 20h, de Marcelo Rebelo de Sousa ao país, António Costa deu uma entrevista à Antena 1.

Com o Natal a chegar, o primeiro-ministro diz ser impossível prever que limitações estarão em vigor, mas diz-se convicto que os portugueses já estão mentalizados para que as celebrações terão de ser diferentes. “A minha família não é muito numerosa e já nos organizamos de forma diferente”.

“Estamos todos muito desconfortáveis. Alguém está confortável de máscara? Temos de evitar um confinamento total, mas o que temos tentado é modelar a resposta à evolução da pandemia”, diz o primeiro-ministro evitando prever a duração do estado de emergência. “Segurança jurídica”, diz, é a principal vantagem de um estado de emergência que, garante, “não obriga à aplicação de todas as medidas”. “No limite, dura até ao fim da pandemia, mas isso não quer dizer que as medidas estejam sempre aplicadas”, diz.

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Testes de antigénio começam a ser utilizados nas ARS na próxima semana

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou esta quinta-feira que a utilização dos testes rápidos de antigénio para diagnóstico do novo coronavírus vai arrancar na próxima semana junto das Administrações Regionais de Saúde (ARS).

“Hoje [quinta-feira] e durante o dia de amanhã [sexta-feira] testes de antigénio estarão já a ser distribuídos às nossas Administrações Regionais de Saúde e na segunda-feira ou no início da semana que vem haverá condições para começar a sua utilização nos casos com indicação para tal”, explicou a governante, na audição conjunta da Comissão da Saúde e da Comissão de Orçamento e Finanças, na Assembleia da República.

Ao final da noite, depois de uma audição de quase sete horas e concluída com as respostas às questões de 80 deputados, Marta Temido esclareceu a estratégia de utilização destes testes rápidos no combate à pandemia de covid-19 e salientou que o assunto foi trabalhado pelos serviços partilhados do ministério e pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Precisávamos de garantir que alguns aspetos relacionados com o registo destes casos como casos positivos – sendo que a definição internacional de caso ainda está associada à realização de um teste PCR [a metodologia de referência] – eram respeitados”, acrescentou.

Marta Temido sublinhou ainda o envolvimento da Comissão Europeia nesta matéria, que, pela voz da presidente, Ursula von der Leyen, anunciou há cerca de duas semanas a mobilização de 100 milhões de euros para comprar entre 15 a 22 milhões de testes rápidos para os estados-membros, face ao agravamento da pandemia de covid-19 por todo o continente europeu.

“Há uma aquisição da Comissão Europeia para testes de antigénio. É uma metodologia que envolve vários tipos de testes e aqueles que têm fiabilidade e especificidade adequadas serão aqueles que optaremos por utilizar. Certamente que isso nos permitirá aprofundar este caminho de testar, rastrear e isolar o mais precocemente possível”, frisou.

Horas antes, ainda na fase inicial da audição, a ministra da Saúde tinha enaltecido o reforço da capacidade de testagem em Portugal ao longo dos oito meses da pandemia, que “passou de um único laboratório no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge para uma rede com 111 laboratórios” e viu a média de testes diários subir de 2.500 em março para 26.000 em outubro.

Portugal contabiliza pelo menos 2.740 mortos associados à covid-19 em 161.350 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 48,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Empresas garantiram às farmácias menos 160 mil vacinas da gripe do que em 2019

Saúde

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Foto: Ilustrativa / DR

As farmácias tentaram este ano aumentar a compra de vacinas da gripe, cuja procura subiu 21% a meio de outubro, mas as empresas que as comercializam garantiram apenas 440 mil doses, menos 160 mil do que no ano passado.

Segundo a Associação Nacional de Farmácias (ANF), “os distribuidores grossistas receberam pedidos de fornecimento de vacinas, por parte das farmácias, cinco vezes superiores ao que vão conseguir fornecer este ano”.

Até final de outubro, tinham sido vacinados nas farmácias 234 mil portugueses, menos 64 mil do que em igual período do ano passado.

Além das vacinas da gripe adquiridas diretamente, as farmácias receberam 200 mil vacinas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para administração a cidadãos a partir dos 65 anos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, de 19 de outubro a 01 de novembro foram distribuídas 192.428 vacinas a um total de 2.383 farmácias, localizadas em 267 concelhos do território continental. As restantes serão distribuídas até ao fim da semana.

Os dados disponibilizados à agência Lusa pela ANF indicam que, no ano passado, as farmácias tinham conseguido comprar um total de 600 mil doses da vacina da gripe, satisfazendo a procura de 543 mil portugueses.

Este ano, a rede de farmácias bateu o seu recorde de dispensa de vacinas da gripe no dia 19 de outubro, vacinando 67 mil portugueses.

Segundo dados disponibilizados na quinta-feira pela ministra da Saúde, no parlamento, já foram vacinados um milhão de portugueses e há ainda 800 mil vacinas em ‘stock’.

“À data de 03 de novembro foram entregues ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) 1,8 milhões de vacinas. Estão em entrega 270 mil vacinas na semana 30 de novembro a 06 de dezembro, uma data que poderá ser antecipada”, disse a governante.

Marta Temido lembrou ainda que o Ministério da Saúde “reforçou a aquisição de vacinas este ano em 39%”, para um total de 2,070 milhões de doses, e que avançou com a antecipação do programa de vacinação.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde arrancou em 28 de setembro, com uma primeira fase que incluiu apenas as faixas da população consideradas prioritárias, como residentes em lares de idosos, grávidas e profissionais de saúde e do setor social que prestam cuidados.

Na segunda fase, que arrancou a 19 de outubro, a vacina passou a ser também administrada a pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

Além das vacinas gratuitas para as pessoas incluídas nos grupos de risco, haverá vacinas à venda nas farmácias que podem ser compradas com receita médica e são comparticipadas.

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