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Uber passa a poder ter operadores em todo o país

Transportes

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Foto: Divulgação / Uber

A plataforma de transporte Uber pode a partir de hoje ter operadores em todo o território nacional, considerando ser um passo importante num contexto em que o turismo interno ganha relevância, no âmbito da pandemia da covid-19.

“No mês [julho] em que a Uber celebra seis anos de operação em Portugal, a aplicação vai passar a ter cobertura em todo o país”, pode ler-se num comunicado.

No entender da empresa, motoristas e parceiros de serviços de transporte em veículos ligeiros de passageiros descaracterizados (TVDE) passam a ter acesso a mais oportunidades económicas num ano em que muitos portugueses vão passar as suas férias em Portugal.

Numa resposta enviada à agência Lusa, a Uber clarificou que a operação abrangerá todos concelhos.

“Quando dizemos todo o território nacional referimo-nos a todos os concelhos. Neste momento, a Uber permite que qualquer motorista TVDE possa operar seja qual for a zona do país”, salientou.

Citado no comunicado, o diretor-geral da plataforma em Portugal, Manuel Pina, considerou que a medida é uma forma de os motoristas ajudarem as comunidades locais, referindo que a aplicação pode ser vista como “uma oportunidade económica”.

“Numa altura em que precisamos de flexibilidade e inovação para ultrapassar a crise, queremos que todos possam ter acesso aos nossos serviços, estejam onde estiverem”, realçou, lembrando que a Uber não terá “a mesma rapidez em todas as localizações”.

De acordo com Manuel Pina, fiabilidade de serviço em todas as regiões será aumentada de forma gradual.

“Queremos pôr a nossa tecnologia ao serviço de todo o país, seja para oferecer viagens mais seguras e acessíveis, para enviar encomendas e bens de primeira necessidade ou apoiar a mobilidade de populações que normalmente têm menos acesso a serviços essenciais”, afirmou o dirigente.

Segundo a Uber, fora dos grandes centros urbanos, a aplicação vai permitir o registo de novos parceiros com veículos elétricos e não elétricos, devido a constrangimentos no acesso a carregadores.

Com mais de três milhões de ‘downloads’ desde a chegada a Portugal, a Uber recordou ainda que, a partir de 16 de julho, a plataforma vai aceitar apenas veículos elétricos nas maiores cidades do país.

“A regra é aplicável a novos veículos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, distritos de Braga e de Faro relativamente ao principal serviço UberX, bem como ao Comfort. Os parceiros vão poder continuar a adicionar veículos não elétricos no caso de substituição de um veículo já registado na plataforma ou para os serviços Uber Black ou UberXL”, concluiu a empresa, no comunicado.

País

Vacina da Moderna eficaz contra novas variantes

Covid-19

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

A empresa biotecnológica norte-americana Moderna anunciou hoje que a sua vacina contra a covid-19 mantém a eficácia contra as variantes britânica e sul-africana do novo coronavírus, consideradas mais contagiosas.

Em comunicado, que cita resultados preliminares, a Moderna sustenta que a sua vacina “mantém atividade neutralizadora” para as variantes do SARS-CoV-2 com origem no Reino Unido e na África do Sul, e já detetadas em Portugal.

Segundo a empresa de biotecnologia, “é esperado que o regime de duas doses” da vacina “proteja contra as estirpes emergentes detetadas até à data”.

O comunicado refere que, em relação à variante britânica, não foi verificado “nenhum impacto significativo nos títulos [níveis de anticorpos] neutralizadores”.

Quanto à variante sul-africana, “foi observada uma redução de seis vezes nos títulos neutralizadores”, mas tais níveis “permanecem acima” dos que “se espera que configurem uma proteção”.

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A Moderna adianta, porém, que, “por precaução”, está a desenvolver uma “variante de reforço” da sua vacina contra a estirpe sul-africana e que irá testar “uma dose adicional de reforço” da vacina para avaliar “a capacidade de aumentar ainda mais os títulos neutralizadores contra estirpes emergentes”.

Os resultados hoje divulgados, que carecem ainda de revisão pelos pares para efeitos de publicação científica, foram obtidos a partir de um estudo ‘in vitro’ que analisou, a partir de soro sanguíneo humano e de macacos, a capacidade da vacina de induzir a formação de anticorpos neutralizadores potentes contra as duas variantes.

Tanto as pessoas, oito ao todo, com idades entre os 18 e os 55 anos, como os macacos foram inoculados com duas doses (as recomendadas) da vacina da Moderna contra a covid-19.

O trabalho foi feito pela empresa de biotecnologia em colaboração com o Centro de Investigação de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos.

“Estamos entusiasmados com estes novos dados, que reforçam a nossa confiança de que a vacina da Moderna contra a covid-19 deve trazer proteção contra estas novas variantes detetadas”, disse, citado no comunicado, o patrão da Moderna, Stéphane Bancel.

Covid-19: Quase todos os concelhos do Minho em risco extremo (só escapam dois)

A vacina contra a covid-19 da Moderna foi aprovada, para uso condicionado, na União Europeia no início de janeiro. Portugal recebeu as primeiras 8.400 doses desta vacina em meados do mesmo mês.

A pandemia da covid-19 já provocou pelo menos 2.129.368 mortos resultantes de mais de 99,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.721 pessoas dos 643.113 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

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Portugal nos países com percentagens mais baixas de população alcoolizada

Cada britânico “embebeda-se fortemente” em média 33 vezes por ano

Foto: DR / Arquivo

Portugal preparou-se para a pandemia covid-19 com sobriedade, liderando a tabela de países cujos nacionais afirmaram nunca se terem embriagado em 2019, segundo o estudo sobre o uso de drogas “Global Drug Survey” publicado hoje.

De acordo com o inquérito, feito a 100.000 pessoas em todo o mundo entre novembro e dezembro de 2019, antes do início da pandemia, 54% dos inquiridos em Portugal disseram que não se embriagaram nos 12 meses anteriores, seguidos pela Argentina (48%), muito acima da média de 16% dos 32 países abrangidos.

No fim da tabela, apenas 5% dos australianos e dinamarqueses confessaram não se terem embriagado, menos ainda do que escoceses, ingleses e finlandeses (7%).

Segundo o estudo, o Reino Unido lidera a lista dos países com maior índice de população alcoólica do mundo, com taxas de alcoolismo superiores ao dobro em termos de embriaguez “grave” relativamente a países como Espanha, Itália ou Portugal.

Escoceses e ingleses disseram que ficaram “seriamente” bêbados até que as faculdades físicas e mentais fossem afetadas e que “perderam o equilíbrio e o discurso racional” em média 33 vezes por ano.

O sul da Europa apresenta os dados mais baixos de embriaguez “forte”, liderados por Portugal, Itália e Espanha, com uma média de 14 “bebedeiras graves” por ano por pessoa.

O estudo analisou o consumo internacional de álcool e outras drogas legais e ilegais e concluiu que o álcool liderou, com 94% dos consumidores em 2019, seguido por canábis (64,5%) e só depois o tabaco (60,8%).

O abuso do álcool no Reino Unido deve-se a uma questão cultural, explicou Adam Winstock, fundador do “Global Drug Survey”, pois muitos ingleses e escoceses “vêem o álcool como a única forma de entretenimento e nunca adotaram moderação quando se trata de beber”.

“Muitas outras culturas consideram o álcool como um acompanhamento de um evento social e desaprovam a embriaguez em público, mas nós aceitamo-lo frequentemente como uma identidade cultural”, acrescentou.

Uma pesquisa realizada pela mesma organização no ano passado mostrava que 48% dos entrevistados britânicos afirmaram ter bebido mais desde o início da pandemia covid-19.

O Global Drugs Survey considera que o consumo de álcool representa um problema perigoso no Reino Unido, maior do que o de qualquer outra droga.

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Quase 70% dos concelhos portugueses em risco extremo

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

Quase 70% dos concelhos portugueses estão em risco extremo devido ao número de casos de covid-19, tendo registado uma taxa de incidência acumulada superior a 960 por 100 mil habitantes, entre 05 e 18 de janeiro, segundo dados oficiais.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), estão neste patamar 215 dos 308 concelhos portugueses (69,8%).

Na última análise, divulgada a 18 de janeiro, existiam 155 concelhos nestas condições, número que era quase o triplo do verificado na análise anterior.

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