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Uber, Cabify, Taxify e Chaffeur Privé, quatro plataformas a operar em Portugal

Uber está também nas cidades de Braga e Guimarães.

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A Uber foi a primeira plataforma eletrónica de passageiros a operar em Portugal, chegou em julho de 2014, juntando assim Lisboa às 24 cidades mundiais onde funcionava, e conta hoje com seis mil motoristas em todo o país.


A plataforma, com origem nos Estados Unidos, apresentava-se como “uma aplicação que liga utilizadores a uma rede de motoristas profissionais, locais e licenciados”. Para tal, tinha de se descarregar a aplicação para o ‘smartphone’ e registar-se com um cartão de crédito válido, pois não há dinheiro ou multibanco envolvido no pagamento do serviço.

Para captar clientes, a Uber ofereceu nos primeiros tempos um código promocional que permitia receber duas viagens gratuitas, até 20 euros cada.

Hoje, está presente nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, na região do Algarve e nas cidades de Braga e Guimarães, contando com cerca de seis mil motoristas.

Nas cidades portuguesas, a Uber disponibiliza opções de viagem com viaturas como o uberX, a solução mais económica, o UberBLACK, o segmento topo de gama e o uberGREEN, de viagens 100% elétricas.

A plataforma dispõe ainda do serviço Uber Eats, de entrega de refeições, que foi lançado em 2017 em Lisboa e, em maio deste ano, no Porto.

Como alternativa à Uber, surgiu em maio de 2016 a Cabify, em tudo muito semelhante à plataforma norte-americana, mas com tarifas que são escolhidas com base na rota mais curta entre a origem e o destino.

A plataforma, com origem em Espanha, em 2011, opera em Lisboa, Porto, Algarve e Funchal.

Os serviços disponíveis pela Cabify variam de país para país e incluem o Lite, o Executive, o Group, o Luxury, o Taxi, o Cabify Fly e o Access. O Lite é o serviço mais barato e apresenta um carro de segmento médio com um motorista com licença, enquanto o Executive é mais caro e envolve um carro de segmento superior.

Em janeiro deste ano surgiu no mercado nacional a Taxify, uma plataforma fundada na Estónia que assumiu a vontade de liderar o segmento das aplicações de transporte privado de passageiros, contando para tal com a colaboração de 600 motoristas, na primeira fase.

Na altura, a Taxify teve como estratégia conquistar o mercado “com preços mais baixos para os clientes e comissões reduzidas para os seus motoristas”, que estão por toda a Área Metropolitana de Lisboa.

Mais recentemente, a 17 de setembro, entrou no mercado nacional a Chauffer Privé, que se assume como uma concorrente direta às restantes plataformas e explica ter escolhido Lisboa por existir uma lei que regula a atividade.

Fundada em 2012 em Paris, a Chauffeur Privé é, segundo os responsáveis nacionais, uma plataforma de transporte e mobilidade urbana que liga motoristas privados e utilizadores, contando com mais de dois milhões de clientes fidelizados e cerca de 18 mil motoristas em França.

Em Lisboa vai começar a operar com 500 motoristas, prevendo duplicar este número até ao final do ano.

A lei que regulamenta as plataformas eletrónicas de transporte vai entrar em vigor em 01 de novembro, depois de longos meses de discussão pública e parlamentar e contestação do setor do táxi, que agendou para quarta-feira um protesto com o objetivo de impedir que a lei que entre em vigor.

Aquela que é conhecida como a ‘lei Uber’ vem, pela primeira vez, estabelecer um regime jurídico aplicável à atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica (TVDE).

O parlamento aprovou a lei em 12 de julho, na especialidade, com os votos a favor do PS, do PSD e do PAN, e com os votos contra do BE, PCP e Verdes, sendo o CDS-PP a única bancada parlamentar a abster-se na votação.

Em 31 de julho, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma, após as alterações feitas pelo parlamento e depois de o ter vetado, em 29 de abril, solicitando aos deputados que o voltassem a apreciar e mostrassem abertura para “ir mais longe do que foi, nomeadamente nas tarifas ou na contribuição”.

Depois de ter dado entrada, em janeiro de 2017, no parlamento, a proposta de lei do Governo foi publicada em Diário da República em 10 de agosto e entra em vigor em 01 de novembro, cumprindo os prazos estipulados no diploma.

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Multas até 250 euros para quem atirar beatas para o chão a partir de 03 de setembro

Poluição

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Foto: Dr

A lei que pune quem atirar beatas de cigarro, charutos ou outro tipo de cigarros no meio ambiente entra em vigor a 03 de setembro, depois de passar um ano desde que foi publicada em Diário da República.

A Lei n.º 88/2019, publicada no mesmo dia em 2019, visa a “redução do impacto das pontas de cigarros, charutos ou outros cigarros no meio ambiente”.

Segundo o artigo 11 dessa mesma lei, as consequências dessa ação poluente passam por multas que vão dos 25 aos 250 euros. Já no que diz respeito aos espaços comerciais que não disponibilizaram cinzeiros, as coimas variam entre os 250 e os 1500 euros.

ASAE, GNR, PSP, Polícia Municipal e Polícia Marítima podem executar as coimas.

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Estigma com produtos da China e quebra de turistas deixam restaurantes chineses em crise

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os restaurantes chineses sofrem mais quebras no negócio do que os restaurantes nacionais devido ao estigma associado a produtos da China, país onde o novo coronavírus foi detetado pela primeira vez, e porque o turista asiático deixou de visitar Portugal.

“Muitas pessoas, de forma errada, faziam uma associação, muitas vezes por falta de informação e por receio, mas essencialmente não estão bem informadas, e pensavam que poderiam eventualmente ser infetados num restaurante chinês e isso obviamente não é verdade. São restaurantes seguros como tantos outros desde que cumpram as regras. Mas esse receio veio agudizar um pouco mais os problemas” sentidos pelos empresários chineses da restauração, destacou o presidente da associação nacional de restaurantes PRO.VAR, Daniel Serra.

O presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, que é também dono do restaurante chinês no Porto – King Long – e presidente da Câmara de Comércio Portugal-China PME, avançou à agência Lusa que os empresários estão a registar quebras na ordem dos “50% a 60%” nos restaurantes chineses em Portugal, tanto ao nível da frequência em sala como no serviço de ‘take away’, assumindo também que a crise na restauração é mais severa junto dos restaurantes chineses, porque viviam muito da clientela asiática, que deixou de poder viajar para a Europa.

“Os restaurantes chineses tiveram uma quebra maior [do que os restaurantes portugueses], porque se trabalha muito com o turista asiático. Neste momento, há uma quebra muito grande neste tipo de turistas”, reconheceu Y Ping Chow.

No Porto, o dono do restaurante King Long, aberto há mais de 45 anos no Largo Dr. Tito Fontes, junto à Travessa Alferes Malheiro, acrescenta que a quebra também se fez sentir junto dos clientes portugueses ‘habitués’, que estão também a sentir a crise económica, os cortes nos salários, passando a frequentar menos o espaço.

“Preferem restaurante de preços mais baixos”, conta, salvaguardando que o restaurante chinês “não é caro”, mas não será para “fazer refeições todos os dias”.

Apesar da crise profunda instalada no setor da restauração chinesa, e que Ping Chow acredita que se mantenha mais um “ano e meio”, as iguarias chinesas com mais procura no menu neste época de pandemia têm sido os “pratos de carne”, principalmente de “pato e galinha”, mas também “alguma vaca e porco”, descreveu.

“Pato à Pequim ou pato lacado é muito conhecido e o cliente normalmente gosta”, contou.

Gabriel Torres e a filha, Mafalda, decidiram quebrar o jejum de comida chinesa que fizeram durante a pandemia desde março e regressaram agora em agosto à “tradição familiar” de ir degustar um “shop soey de gambas”, “arroz chao chao” e “pão chinês”.

“É a primeira vez desde que começou a pandemia. Viemos comer o de sempre, que é a nossa tradição”, contou Gabriel Torres, enquanto desinfetava as mãos à entrada do restaurante Chinês, o primeiro a abrir em Portugal há 54 anos e que faz parte programa Porto de Tradição, uma política que a Câmara do Porto implementou para salvaguardar o comércio local e tradicional.

O amante de gastronomia asiática assume que não tem medo de comida chinesa. “Temos de ter confiança nas instituições em Portugal como a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica)”, declarou Gabriel Torres.

De forma envergonhada, por não dominar o idioma português, Chow Feng Ying , dona do Restaurante Chinês da Ponte, junto ao tabuleiro superior da Ponte Luís I, confessa à Lusa que o negócio “está muito mal”, porque os turistas deixaram de ir ali comer.

“Está mesmo crise. Os turistas preferem comer português”, explicou a empresária, referindo que, devido à pandemia, os clientes preferem ficar na esplanada do café português a comer “pão e a beber cerveja”.

O restaurante Chinês, que antes do aparecimento do novo coronavírus fazia parte do roteiro dos turistas orientais que chegavam à cidade do Porto, regista atualmente quebras de 50% a 60% nos clientes.

A barreira cultural e linguística é também um entrave no acesso aos apoios governamentais aos empresários da restauração chinesa para que se consigam readaptar à nova realidade.

Segundo contou Daniel Serra, muitos empresários da restauração chinesa estão a “beneficiar do ‘lay-off’, mas não estão a beneficiar de outros apoios que existem, como por exemplo, o programa Adaptar”, um programa implementado pelo Governo com benefícios a fundo perdido para adaptar o restaurante ao contexto de pandemia e que diz é “do desconhecimento da maioria”.

O programa Adaptar prevê, por exemplo, o apoio à colocação das barreiras de acrílico, máscaras, sistemas de pagamento ‘contactless’ (sem contacto) ou site’ de vendas de produtos, explicou.

A covid-19 é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Porto de Beirute ficou com cratera com 43 metros de profundidade

Líbano

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Foto: DR / Nicolas Tawk

A explosão no porto de Beirute criou uma cratera com 43 metros de profundidade, revelou hoje fonte da segurança libanesa, citando avaliações feitas por especialistas franceses em pirotecnia enviados para o local.

A explosão “causou uma cratera de 43 metros de profundidade”, revelou a fonte, citada pela AFP.

A explosão de terça-feira, que provocou mais de 150 mortos, 6.000 feridos e dezenas de desaparecidos, aconteceu num armazém onde, segundo o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, estavam 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas durante seis anos “sem medidas cautelares”.

França ofereceu apoio logístico ao Líbano, incluindo para a investigação à explosão, e enviou forças de segurança, equipas de busca e ajuda médica.

O American Institute of Geophysics (USGS), com sede na Virgínia, revelou ter registado a explosão como um terramoto 3,3 na escala Richter.

No sábado, milhares de manifestantes libaneses revoltados com a classe política, acusada de corrupção, incompetência e negligência após a explosão, marcharam pelo centro de Beirute e invadiram os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Energia.

Acabaram por ser retirados pelo exército.

Explosivo de Beirute era para empresa da Póvoa de Lanhoso

Guilhotinas em madeira foram instaladas na praça dos Mártires em Beirute, epicentro da contestação iniciada em outubro de 2019, e muitos manifestantes gritaram “vingança, vingança, até à queda do regime”.

Segundo a Cruz Vermelha libanesa, 130 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e os manifestantes, 28 das quais tiveram de ser transportadas para o hospital.

Hoje, realiza-se uma videoconferência de doadores para o Líbano, coorganizada pelas Nações Unidas e pela França.

Ainda no final da tarde de sábado, num discurso difundido pela televisão, o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, afirmou que “apenas eleições antecipadas podem permitir uma saída da crise estrutural” e apelou “a todas as partes políticas que se entendam sobre a próxima etapa”, afirmando estar “disposto a continuar a assumir (…) responsabilidades durante dois meses até que cheguem a acordo”.

O chefe do Governo acrescentou que vai submeter na segunda-feira a sua proposta ao Conselho de Ministros.

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