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Região

Tulipeiro de Braga e Carvalho da Póvoa de Lanhoso entre as árvores do ano para 2021

Árvore do Ano

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Foto: DR

O Tulipeiro da Vírginia (Braga) e o Carvalho de Calvos (Póvoa de Lanhoso) são duas das dez árvores selecionadas para concorrer ao prémio Árvore do Ano 2021. A candidatura de ambas é apresentado pelas respetivas autarquias. A árvore vencedora representa o país num concurso do mesmo género a nível europeu.

O Carvalho de Calvos, com 30 metros de altura e 12 de perímetro no tronco, tem “mais de 500 anos” e é o carvalho mais antigo da Península Ibérica e um dos mais velhos da Europa.

Carvalho de Calvos

Carvalho de Calvos

Já o Tulipeiro da Vírginia, situado nos jardins dos Biscaínhos, com 27 metros de altura e sete de perímetro no tronco, tem cerca de 300 anos e foi plantado durante o reinado de D. João V, vindo do continente americano.

Tulipeiro dos Biscaínhos

Tulipeiro dos Biscaínhos

Este concurso, promovido pela União de Organizações de Produtores Florestais (UNAC) pretende premiar as árvores “mais interessantes”, e decorre desde 2011, inspirado num concurso semelhante que ocorre na República Checa.  Atualmente, existem 16 países europeus envolvidos no concurso.

“O propósito da Árvore Europeia do Ano é destacar a importância das árvores antigas na herança cultural e natural, que merece toda a nossa atenção e proteção”, refere a organização.

“Ao contrário de outros concursos, a Árvore Europeia do Ano não se foca apenas na beleza, no tamanho ou na idade da árvore, mas sim na sua história e relações com as pessoas”, explica.

A UNAC “representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições nacionais e europeias”, pode ler-se no site da associação.

Pode votar neste concurso aqui.

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Braga

Há dez meses que voluntários fornecem duas refeições diárias aos carenciados de Braga

Projeto “Virar a Página”

Foto: Divulgação / VAP

A 16 de janeiro, o projeto Virar a Página (VAP) completa dez meses de refeições solidárias, preparando e distribuindo, a cidadãos carenciados da cidade de Braga, duas refeições diárias.

No momento em que o país inicia o segundo confinamento geral, o projeto VAP confirma que não irá fechar, nem interromper o serviço de emergência alimentar, que dura já desde março de 2020.

“Preparamo-nos, aliás, para uma nova vaga de pedidos de ajuda”, afirma Helena Pina Vaz, da coordenação do projeto.

Para além das necessidades relacionadas com a falta de alimento, situação de carência particularmente agravada com o aparecimento da pandemia, o projeto VAP acompanha de perto os beneficiários, tendo sido possível conhecer a situação particular de cada uma dessas pessoas.

“Neste momento, o VAP, tem vindo também a ajudar a equipar as casas destas famílias, que conhecem agora com grande proximidade, ajudando também na procura de empregos.

“É impossível ignorarmos as necessidades que conhecemos, que vieram ao nosso encontro. Muitas destas pessoas, não têm os bens mais elementares nas suas casas”, explica ainda Helena Pina Vaz,

“As necessidades são estremas e procuramos que as pessoas reequilibrem a sua vida e possam virar a página mesmo. O nosso serviço tem de permitir que as pessoas vivam com dignidade e a promoção da paz social passa, garantidamente, pela correção das injustiças. Por tudo isto, não desistiremos”, assegura.

O VAP insiste no pedido de apoios regulares, como as contribuições dos “Amigos do Virar a Página”. “Podem começar o ano da melhor forma apoiando o nosso projeto com um euro. Euro a euro viramos muitas páginas”, apelam.

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Barcelos

Bloco de Esquerda condena cartazes xenófobos em Barcelos

Política

Foto: Dr / Arquivo

A concelhia do Bloco de Esquerda em Barcelos veio a público condenar o teor da notícia avançada ontem em exclusivo por O MINHO, que dava conta de duas folhas com imagens de cariz xenófobo afixadas numa janela de um restaurante daquela cidade.

Em comunicado, a concelhia refere que “numa sociedade moderna, democrática, plural e civilizada é inconcebível que alguém ou alguma entidade comercial recorra a estas práticas para selecionar os seus clientes”.

“A legislação é explícita – ninguém pode ser alvo de discriminação racial, étnica ou por filiação partidária. A gerência deste restaurante praticou um crime e deve ser devidamente punida pela justiça”, afirma a concelhia.

“Estas imagens não representam mais do que discurso de ódio e xenofobia que não deve ter lugar na nossa sociedade e no nosso concelho”, finaliza a nota enviada ao nosso jornal.

Recorde-se que numa das janelas do salão do restaurante em causa foram encontradas afixadas pelo interior duas folhas a indicar a proibição de entrada, uma com a bandeira chinesa, outra com o símbolo do Partido Comunista.

Mariana Zhu, filha de chineses e residente em Barcelos, expôs a situação através do Twitter, levando à indignação geral.

Entretanto, e segundo disse a gerente do restaurante a O MINHO, as folhas já lá não estavam ontem, embora tenha referido também que desconhecia a situação. O proprietário não quis falar ao jornal.

As redes sociais do restaurante e do proprietário foram entretanto suspensas.

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Guimarães

ASAE fiscalizou incumprimento do confinamento em operação que passou por Guimarães

Confinamento

Foto: DR / Arquivo

A ASAE instaurou hoje um processo-crime por especulação de preços e 19 contraordenações por incumprimento das medidas adotadas para conter a pandemia de covid-19, além de ordenar o encerramento de quatro estabelecimentos de restauração e bebidas.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), diz que “foram fiscalizados 198 operadores económicos, tendo sido instaurado um processo-crime por especulação de preços e 19 processos de contraordenação dos quais se destaca a falta de cumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos locais abertos ao público e a falta de cumprimento das regras relativas a restrição, suspensão ou encerramento de atividades”.

Foi ainda determinada a suspensão da atividade em quatro operadores económicos da restauração e bebidas “pela existência de clientes no seu interior”, indica a ASAE.

A autoridade lembra que, com o estado de emergência, “esta atividade apenas poderá ser exercida para efeitos de confeção destinada ao consumo fora do estabelecimento, seja através de entrega ao domicílio, diretamente ou através de intermediário, ou para disponibilização de refeições ou produtos embalados à porta do estabelecimento ou ao postigo (‘take away’)”.

As ações de fiscalização contaram com cerca de 30 inspetores e decorreram nos concelhos de Guimarães, Lisboa, Porto, Matosinhos, Lamego, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Faro e Évora.

A operação foi direcionada a operadores económicos cuja atividade se encontra sujeita a novas regras de funcionamento, “tendo como principal objetivo a verificação do cumprimento integral das regras de lotação, ocupação, permanência e distanciamento físico em espaços públicos e estabelecimentos comerciais, bem como o cumprimento da determinação de suspensão de determinados tipos de instalações, estabelecimentos e atividades”, lê-se no comunicado.

A ASAE afirma que continuará a desenvolver “ações de fiscalização no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, para garantia do cumprimento das regras de saúde pública determinadas pela presente situação pandémica”.

O decreto do Governo que regulamenta o novo confinamento geral devido à pandemia de covid-19 entrou em vigor às 00:00 de sexta-feira e decorre até 30 de janeiro.

Entre as restrições, o diploma prevê o encerramento do comércio e restauração, com exceção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais.

Os restaurantes e similares podem funcionar apenas em regime de ‘take away’ ou entregas ao domicílio.

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