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Braga

Tribunal suspende pena a homem que agrediu com barra de ferro em Vila Verde

Crime

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O Tribunal da Relação de Guimarães baixou e suspendeu a pena de um homem de Vila Verde que agrediu outro com uma barra de ferro e pontapés e lhe atou uma corda ao pescoço, para lhe extorquir dinheiro.


Por acórdão de 25 de maio, hoje consultado pela Lusa, a Relação refere que “não se percebe” que a tranquilidade da vítima e a reparação do seu sofrimento exijam o encarceramento do arguido.

Assim, considera “mais adequado” que o arguido cumpra a pena em liberdade, com a obrigação de pagar à vítima a indemnização decidida pelo tribunal.

“É que, como se sabe, o dinheiro possui a virtualidade de atenuar e compensar o sofrimento, ao permitir adquirir bens ou usufruir de momentos lúdicos, por exemplo, que ajudem a esquecer ou pelo menos a minorar o sofrimento”, sublinha o acórdão.

Os factos remontam a 18 de fevereiro de 2015, em Vila Verde, no distrito de Braga, e estão relacionados com o negócio de um trator, que a vítima vendera ao arguido.

A vítima foi à casa do arguido e este disse-lhe que o trator tinha problemas, cuja reparação orçava em 3.000 euros, exigindo que lhe desse esta quantia.

Para o efeito, desferiu várias pancadas com uma vara de ferro na vítima, que acabou por cair ao chão, mas que continuou a ser agredida com pontapés “em todo corpo”, incluindo na face e na cabeça.

De seguida, o arguido, com a ajuda do filho, arrastou a vítima até um anexo, após o que lhe atou uma corda ao pescoço, fazendo um laço.

À medida que ia puxando a corda, ia também pedindo o dinheiro à vítima, que acabou por lhe entregar os 180 euros que tinha consigo.

Exigiu também o cartão multibanco e o código, tendo a mulher do arguido ido a uma caixa tentar efetuar um levantamento, o que não foi conseguido por falta de saldo.

A vítima foi depois levada em braços para a sua viatura pelo arguido e pelo filho, que o colocaram ao volante e abandonaram.

Na primeira instância, o arguido tinha sido condenado a três anos e 10 meses de prisão efetiva, pelos crimes de sequestro e extorsão.

O filho foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa.

O tribunal fixou ainda em 15.837 euros o valor da indemnização a pagar à vítima.

Os arguidos recorrem para a Relação, que deu apenas como provado o crime de extorsão, mantendo a pena do arguido filho e baixando a do pai, fixando-a em três anos e suspendendo-a.

A Relação sublinha que resulta da matéria de facto provada que o arguido teve “uma sequência de comportamentos reveladora de vontade de fazer justiça pelas próprias mãos, que é sempre a forma mais primitiva de procurar resolver um conflito”.

“Estamos, portanto, perante um crime grave, cuja punição é reclamada socialmente de forma inequívoca”, acrescenta, vincando que a vítima ficou “completamente aterrorizada”.

No entanto, sublinha que o estabelecimento prisional “deve ser reservado para quem não sabe viver em sociedade, para quem vive em conflito com os valores sociais, para quem constitua um perigo para a própria sociedade”.

“O arguido que trabalha desde a infância, que constituiu família (…), que é visto como pessoa pacata e humilde, não se apresenta como um perigo para a sociedade. Isto é, não se afigura que o percurso de vida pessoal, profissional e familiar do arguido reclame a necessidade de cumprimento da pena em estabelecimento prisional”, diz ainda.

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Braga

Bombeiros Voluntários de Braga resolvem incêndio em 20 minutos

Incêndios

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Foto: Arquivo

Um incêndio que deflagrou em zona de mato, durante esta manhã, em Braga, foi rapidamente resolvido em 20 minutos, não tomando maiores dimensões, disse a O MINHO fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro.

As chamas deflagraram cerca das 10:15 horas em zona rural da freguesia de Sobreposta, na zona Este da cidade, levando à mobilização dos Bombeiros Voluntários de Braga e de um helicóptero da Proteção Civil.

“Os nove operacionais apoiados por duas viaturas resolveram o incêndio em cerca de 20 minutos, não havendo necessidade de intervenção à chegada do helicóptero”, disse a mesma fonte.

A GNR deslocou uma patrulha para o local para tentar apurar as causas do fogo.

Ao longo desta manhã e durante a madrugada foram registados mais quatro incêndios no distrito de Braga, em Cabeceiras de Basto, Famalicão, Amares e Terras de Bouro, nenhum a atingir grandes dimensões.

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Braga

Restaurantes de Braga criticam Ricardo Rio. Autarca diz que apoios estão a ser cumpridos

URBAC-19

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Foto: DR

A URBAC- União de Restaurantes de Braga de Apoio ao covid-19, que agrega 140 restaurantes,, emitiu um comunicado, no qual critica o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, garantindo que “nunca afirmou que pretendia a aprovação de estacionamento ilegal como fórmula de estímulo”.

“ Propusemos sim, o fim do excesso de zelo por parte das autoridades, no que diz respeito a multas passadas em lugares de estacionamento com parquímetro. Uma medida, que não apoiaria apenas a restauração, mas, sim, todo o comércio e serviços”, sustenta.

E continuando, diz: “Para além disso, a URBAC propôs um projeto que a autarquia apenas utilizou para tirar aproveitamento publicitário, pois, e voltamos a repeti-lo, do anúncio do projeto “Braga de porta aberta” à sua existência vai uma grande diferença”.

Os restaurantes acentuam que, em pleno no mês de julho, “poucos são aqueles que viram as suas propostas de esplanada aprovadas”, e desafiam o autarca a ir a uma das novas esplanadas para “almoçar (ou jantar) connosco”.

E, prosseguindo nas críticas:  “pedimos “encarecidamente, que esclareçam a URBAC e, sobretudo, os bracarenses o porquê de não ser possível colocar estrados, temporários, para esplanadas em ruas com pisos irregulares e com desnível”. Pede, ainda que, “este  esclarecimento não se esconda atrás de falsas questões de circulação ou de segurança que não existem (seguindo o exemplo de outras câmaras)”.

Para além disso, a URBAC desafia a Câmara a que, também, torne público “o valor já reembolsado aos estabelecimentos que requereram as taxas camarárias de ocupação de espaço público”, relembrando que “prometeu, como estímulo, não cobrar taxas de ocupação e reembolsar quem já o  tinha feito”.

“Braga é uma cidade Romana, linda, fantástica de se visitar, mas Braga vazia, não é tão bonita. Senhor Presidente, não a mantenha vazia, simplesmente com lugares vazios pintados de amarelo (motociclos) e vermelhos (trotinetes), encha-a… “, apelam, a concluir.

Rio: esplanadas criadas

Em resposta aos repartos da URBAC, o presidente da Câmara, Ricardo Rio disse a O MINHO que, “quanto às esplanadas, a iniciativa Braga de Portas Abertas já permitiu a extensão ou criação de dezenas de esplanadas, sempre que tal foi tecnicamente possível dentro das regras e salvaguardas estabelecidas pela Câmara desde o seu anúncio”.

E acrescenta: “Ao mesmo tempo, foi assegurada a isenção total de taxas a todos os estabelecimentos comerciais (incluindo os  de restauração) em todo o ano de 2020, o que representou uma perda de receita muito significativa para a autarquia. As entidades que solicitaram o reembolso têm vindo a receber o mesmo à medida que os mesmos são processados, sem qualquer tipo de atrasos”.

O autarca garante, também, que “a Câmara vai corresponder ao anseio dos responsáveis do URBAC de fiscalizar e punir os operadores que instalam de forma ilegal, estrados e esplanadas, assim tenha conhecimento dos mesmos”.

E a concluir, afirma: O Município vai continuar a colaborar com a Associação Comercial de Braga e com todos os agente económicos, na promoção, animação e estímulo à actividade comercial, quer junto dos consumidores locais, quer numa perspectiva de dinamização turística, dentro das regras que as actuais circunstâncias determinam”.

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Braga

Autoridades resgatam vítima ferida após queda em cascata no Gerês

Resgate

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Foto: DR

Mais uma queda em cascatas do Gerês a motivar resgate. Pelas 15:50 horas deste sábado, um homem de 26 anos caiu num dos trilhos das cascatas do rio Arado, na serra do Gerês, sofrendo ferimentos.

A operação de resgate da vítima decorreu com elementos da Cruz Vermelha de Rio Caldo, militares da GNR e bombeiros de Terras de Bouro.

O homem foi estabilizado no local e transportado para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros, depois de ter sofrido uma entorse.

(notícia atualizada às 20h14)

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