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Viana do Castelo

Tribunal Marítimo julga dívida reclamada pela VianaCom à Mistyc Cruisers de Mário Ferreira

2,747 milhões de euros

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MS World Explorer. Foto: Nicko-Cruises

O Tribunal Marítimo de Lisboa procedeu, em dezembro, ao julgamento da providência cautelar interposta pelo empresário Mário Ferreira, do grupo Mistyc Cruisers, SA (que gere a empresa Douro Azul, do Porto), contra o arresto do paquete de cruzeiros oceânicos MS World Explorer, pedido pela empresa VianaDecom, de Viana do Castelo.


O Tribunal ouviu as alegações das partes, estando agora a preparar a decisão sobre o arresto. De qualquer modo, e qualquer que ela seja, haverá sempre o julgamento da ação principal, a ação executiva, no montante, 2,747 milhões de euros, reivindicados pela VianaDecom, uma das empresas que participou no consórcio que construiu a embarcação em Viana do Castelo.

Esta dívida, que Mário Ferreira não aceita, prende-se com trabalhos extras realizados a pedido da Mistyc Cruisers, bem como o custo da mão de obra empregue. Em outubro, a embarcação esteve, e durante algumas horas, arrestada pela empresa vianense, pondo-se a hipótese de não largar amarras, mas o gestor nortenho apresentou uma garantia bancária de 2,747 milhões de euros evitando, assim, o apresamento do navio.

O arresto foi e seguiu-se a uma decisão judicial tomada quinta-feira por aquele tribunal, autorizando o arresto. A Capitania de Lisboa foi informada e o barco ficou parado à ordem do processo. A embarcação tinha a partida marcada para as 18:00 horas, pelo que a garantia bancária permitiu que a âncora fosse levantada, levando assim para o Brasil as várias dezenas de passageiros que já estavam a bordo.

Guerra jurídica

As duas empresas estavam já em guerra jurídica devido ao atraso na entrega do navio, que apenas aconteceu este verão, quando o prazo contratual – diz a firma de Mário Ferreira – era em novembro de 2018.

A VianaDecom alega, por seu turno, que o armador alterou algumas das especificações do navio, o que motivou o aumento dos custos e a alteração da data de entrega.

A Mistyc havia já pedido, enquanto credora, 19 milhões de euros à Vianadecom, no quadro de um PER-Processo de Revitalização desta empresa. Mas o Tribunal vianense não lhe reconheceu o crédito.

O World Explorer, que custou 70 milhões de euros (feito em três navios), inaugura um ciclo de investimento nas viagens de cruzeiro de longo curso da firma com raízes no Porto.

Tem um casco com proteção especial para navegar em zonas com gelo até um metro de espessura e todos os equipamentos eletrónicos necessários a uma navegação segura.

O advogado da VianaDecom, Miguel Lages, de Braga, escusou-se a prestar declarações.

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Viana do Castelo

Nova coreografia da vianense Olga Roriz “Seis Meses Depois” estreia hoje em Lisboa

Dança

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Foto: DR / Arquivo

A nova coreografia de Olga Roriz, intitulada “Seis Meses Depois”, uma ficção futurista, estreia-se hoje, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e será incluída na digressão da companhia este ano e em 2021, com “Autópsia”.

Depois da reflexão expressa em “Autópsia”, estreada em novembro do ano passado, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis meses depois” parte para a essência da Humanidade, e decorre num futuro próximo, com as personagens a procurarem o passado.

Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat, as personagens da nova coreografia, habitam a cidade de Tannhauser, no ano de 2307, no planeta Terra 3, segundo a sinopse da peça.

A peça de dança estreia-se hoje e será retomada sábado e domingo, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com o qual tem coprodução, a par da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e do Município de Loulé.

Concluída depois de ter surgido a pandemia, a nova coreografia de Olga Roriz, “Seis meses depois”, subirá ao palco na sua versão “mais leve, tranquila e feliz”, por opção da criadora, que decidiu “iluminá-la e elevá-la”.

“Esta ansiedade que nos abalou a todos acompanhou a criação do espetáculo, mas em vez de nos deprimir, teve o efeito contrário. Eu optei pela luz”, comentou, em declarações à agência Lusa, uma semana antes da estreia.

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano.

A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assistência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

A Companhia Olga Roriz irá em digressão a 26 de setembro, apresentando “Autópsia” na Figueira da Foz, a 03 de outubro, “Seis meses depois”, em Famalicão, a 31 de outubro, em Loulé, a 27 de novembro no Centro Cultural de Ílhavo, e em 2021, a 23 e 24 de janeiro, será a vez de “Autópsia” subir ao palco no Teatro Nacional de São João, no Porto, e a 13 de fevereiro no Teatro Municipal de Bragança.

Em 2015, Olga Roriz assinalou 20 anos da companhia em nome próprio e 40 anos de carreira, com a revisitação da peça “Propriedade Privada” (1996), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

O seu repertório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 90 obras.

Criou e remontou peças para o Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo, Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet, American Reportory Ballet e Alla Scala de Milão (Itália).

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, atualmente instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

O seu repertório conta, entre outras, com as peças “Pedro e Inês”, “Inferno”, “Start and Stop Again”, “Propriedade Privada”, “Electra”, “Os Olhos de Gulay Cabbar”, “Nortada”, “Jump-Up-And-Kiss-Me”, “Pets”, “A Sagração da Primavera”, “Antes que Matem os Elefantes” e “Síndrome”.

Foi distinguida com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique (2004), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (2008) e o Prémio da Latinidade (2012), entre outros prémios.

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Viana do Castelo

Jovem resgatado com vida do rio Lima em Viana

Darque

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Foto: DR

Um jovem, com cerca de 20 anos, foi resgatado com vida depois de ter ficado preso no rio Lima, esta noite de quinta-feira, na freguesia de Darque, em Viana do Castelo.

Pelo que foi possível apurar, o jovem terá entrado no rio junto ao antigo posto de secagem de bacalhau, perto da Ponte Eiffel, acabando por ficar preso no lodo. Desconhecem-se as razões que levaram o jovem a entrar no rio.

Para o local foram rapidamente acionados vários meios dos Bombeiros Sapadores e dos Voluntários de Viana do Castelo, assim como da Polícia Marítima.

A vítima foi resgatada pelos operacionais dos Sapadores e estabilizada na ambulância dos Voluntários, sendo posteriormente transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, não correndo perigo.

O alerta foi dado às 21:30.

A Polícia Marítima registou a ocorrência.

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Viana do Castelo

Autarcas de três freguesias de Viana repudiam embargo de moradores do Cabedelo

Obras públicas

em

Foto: O MINHO

Os autarcas de três freguesias de Viana do Castelo que serão servidas pelos novos acessos ao porto de mar repudiaram hoje o embargo da obra por moradores que contestam o abate de 20 árvores previsto no projeto.

“As juntas de freguesia de Viana do Castelo cujas populações serão servidas diretamente pelos novos acessos ao porto de mar vêm publicamente repudiar a iniciativa de alguns moradores do lugar do Cabedelo, em Darque, em interromper aquela que é a última fase de construção daquela via fundamental para Viana do Castelo”, referem, em comunicado, os três presidentes das freguesias de São Romão do Neiva, Chafé e Vila Nova de Anha.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada na segunda-feira, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de duas dezenas das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.

Os moradores daquele lugar da freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima, acionaram um embargo extrajudicial para travar os trabalhos, suspensos desde então.

Os autarcas de São Romão do Neiva, Manuel Salgueiro (Independente), de Chafé, António Lima (Independente), e de Vila Nova de Anha, Filipe Silva (PS), “consideram que o traçado, inclusivamente a sua ligação final à estrada nacional, hoje municipalizada, foi devidamente aprovada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo e pelas respetivas Assembleias de Freguesia e discutida em sede própria”.

“Esta obra, fundamental para o desenvolvimento da região e em especial para a mobilidade dos habitantes da margem sul do rio Lima, não pode estar refém da vontade de alguns moradores da freguesia de Darque que, aliás, é uma das mais beneficiadas com esta importante obra de elevado interesse público”, sustentam.

Os três autarcas acrescentam que “o tempo de discussão desta matéria já correu” e consideram que “esta paragem prejudica as populações, porque o projeto foi devidamente aprovado e discutido em tempo útil”.

“Esta é uma obra de todos os vianenses e não de alguns, não podem as Juntas de Freguesia ficar indiferentes, apelando para que a empreitada de construção dos acessos ao porto de mar seja retomada com a máxima urgência”, defendem.

Na terça-feira, os vereadores do PSD e da CDU no executivo municipal, de maioria socialista, requereram a realização de uma reunião extraordinária do executivo com o objetivo de verem “esclarecidos” aspetos do projeto que disseram desconhecer, referindo-se ao abate das 20 árvores.

No mesmo dia, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, convocou aquela sessão para sexta-feira, às 15:00, nos antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

Além de esclarecimentos sobre o abate de 20 plátanos na alameda do Cabedelo, na freguesia de Darque, a ordem de trabalhos inclui um primeiro ponto relativo à criação da área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga.

No âmbito da prevenção e controlo da pandemia de covid-19, a sessão camarária está limitada à participação de 10 munícipes que se deverão inscrever previamente.

Em causa está a construção, iniciada em fevereiro de 2019, de uma rodovia com 8,8 quilómetros que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar os veículos pesados do interior de vias urbanas.

Os novos acessos, reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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