Tribunal manda deter suspeito de incendiar escritório de advogado

O Tribunal de Braga julgou à revelia um homem que faltou ao julgamento em que está acusado de incendiar o antigo escritório do advogado João Magalhães, na Rua Bernardo Sequeira. Na audiência, o jurista, na qualidade de assitente no caso, disse ao Tribunal que o crime deveria ter sido investigado pela PJ/Braga e não pela PSP, criticando a acusação por esse facto. A sentença ficou marcada para janeiro. 

Inicialmente, o Ministério Público acusara Stanislau Alexandrovich Ermakov, de 31 anos, de nacionalidade russa e o português Vítor Gomes Castro, de 43 anos, natural do Porto, e residente em Vila do Conde. O primeiro foi assassinado na cadeia de Viana do Castelo, um crime nunca explicado, mas que o jurista suspeita possa ter sido praticado para que não denunciasse o mandante do fogo posto.

Os dois, em 2013, tentaram, por duas vezes, incendiar o escritório do advogado João Magalhães, em Braga.

“Nem compreendo porque é que um crime destes não foi investigado pela PJ que, certamente, tentaria saber quem foi que lhes pagou para me destruírem o escritório”, disse o advogado.

O caso deu-se a 2 de julho de 2013: os dois homens dirigiram-se, às 00:53, para a porta do causídico, no nr.º 201, rés-do-chão, da Rua Bernardo Sequeira. Onde já tinham estado no dia anterior a estudar o local. Levavam uma garrafa com material inflamante, a que deitaram fogo, quebrando o vidro.

“A explosão só não causou mais estragos ou pegou fogo ao interior por razões alheias à vontade dos arguidos”, diz o Ministério Público.

Na noite do dia seguinte, a dupla voltou ao local do crime, com o intuito de acabar o “servicinho”. Só que, o jurista tinha ficado no interior do espaço, e chamou a Polícia, que os deteve, com a ajuda da vítima.

O crime em causa é susceptível de uma pena superior a cinco anos, mas o MP, ao abrigo da lei, considerou que o único arguido, como não tem antecedentes criminais, será julgado por um Tribunal singular e não por um coletivo, ou seja, nunca será condenado a mais de cinco anos de cadeia.

 
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