Seguir o O MINHO

Braga

Tribunal impõe pulseira electrónica a homem suspeito de ameaçar de morte os próprios pais

Já esteve acusado de tentado pegar fogo ao quarto dos pais

em

Foto: CMTV (2017) / Arquivo

Tribunal impõe pulseira eletrónica a homem suspeito de ameaçar, de morte, os próprios pais. Em 2018 foi absolvido num julgamento em que estava acusado de os tentar matar, incendiando o quarto onde dormiam.

O Tribunal de Braga obrigou o homem, detido pelo Núcleo distrital de Braga da GNR para os crimes de violência doméstica, sedeado em Prado, Vila Verde, por suspeita de que terá praticado o crime de violência doméstica, com incidência nos próprios pais a usar pulseira
eletrónica para garantir que não se aproxima deles, nem a 500 metros da casa onde vivem em São Mamede de Este, Braga.

O defensor dos progenitores, o jurista João Ferreira Araújo, com escritório em Braga, disse ao MINHO que Cristiano António Ferreira, de 37 anos, exigia dinheiro, para comprar droga, aos progenitores e, como estes não o davam, ameaçava-os de morte.

O Cristiano, de alcunha o “Branquinho”, foi absolvido em Braga, em dezembro de 2018, num julgamento em que respondeu por os tentar matar, em 2017, deitando fogo ao quarto onde dormiam.

Incendiou a casa

Foi julgado por homicídio qualificado na forma tentada. A acusação dizia que o móbil do crime terá sido o de andar desavindo com os pais porque estes não lhe davam dinheiro para drogas e não lhe cediam o carro. Certa noite, o Cristiano entrou, afável, no quarto dos pais, que já estavam deitados e ligou o aquecedor pois “estava com frio”. Um gesto que visava um eventual álibi, o de que as chamas que viria a atear, seriam culpa do aparelho.

Saiu do quarto, e uma hora depois, entreabriu a porta, regou o chão com álcool etílico e pegou-lhe fogo. Como o quarto não tinha chaves, ficou à porta, a fechá-la, com as mãos.
O pai, de 60 anos, chamou, então, a GNR o que o levou a escapar. Mas não manteve o depoimento em julgamento.

Matou o “Mingoto”

O arguido estava em liberdade condicional, estatuto que lhe foi concedido após ter cumprido metade da pena de 14 anos e seis meses de prisão, a que foi condenado, em 2004, por ter sido um dos autores do homicídio de um homem de alcunha de o “Mingoto”, da Póvoa de Lanhoso.

Em dezembro último o tribunal de execução de penas revogou-lhe a “condicional” já que não cumpriu as imposições do Instituto de Reinserção Social, para que se abstivesse de consumir drogas, procurasse emprego e respondesse às solicitações. Agora, e logo que estejam concluídos os trâmites processuais legais, será conduzido à prisão.

Antes, fora condenado por coautoria do homicídio do Mingoto, uma figura popular na Póvoa de Lanhoso, um crime que criou, ao tempo, grande alarme social. Ele e mais três homens, roubaram e mataram a vítima na véspera da passagem de ano. O grupo atraiu-o para o carro,
oferecendo-lhe boleia, e dando-lhe dois tiros na cabeça.

Populares