Tribunal extradita brasileiro suspeito de homicídio - O MINHO
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Tribunal extradita brasileiro suspeito de homicídio

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Braga

Tribunal extradita brasileiro suspeito de homicídio

O Tribunal da Relação de Guimarães mandou extraditar um jovem brasileiro alvo de um mandado de captura da Interpol, por estar indiciado pelo homicídio num morro do Rio de Janeiro de um iraniano para quem tinha trabalhado na cozinha do seu restaurante e hostel até ser despedido por alegadamente o patrão desconfiar que poderia traficar droga.

Thaylan Padilha Palomanes, de 25 anos, casado com uma cidadã brasileira, foi preso pelo SEF de Braga, na sexta-feira, quando vinha das compras, na freguesia de Real, em Braga, tendo sido conduzido para as Prisões Privativas da PJ do Porto, onde aguarda a extradição.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Após comercializar aditivos alimentares para desportistas, Thaylan Padilha Palomanes, a morar em Braga há mais de um ano, dedicava-se agora a vender frutos secos em especial nas feiras medievais, enquanto a mulher, que continua a morar em Braga, espera um filho.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Em face dos indícios e verificados que estavam preenchidos todos os requisitos legais, o Tribunal da Relação de Guimarães determinou já o repatriamento para Thaylan Padilha Palomanes, que passou a tarde desta segunda-feira nesta instância, no Palácio dos Coutos.

A extradição foi decidida pelo juiz-desembargador Manuel Cruz Bucho, na sequência da proposta nesse mesmo sentido pelo procurador-geral-adjunto Manuel Ribeiro Soares, que é coordenador dos Serviços do Ministério Público, no Tribunal da Relação de Guimarães.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Defesa relativiza situação

A defesa de Thaylan Padilha Palomanes, a cargo do advogado Capitão Vale, da Comarca de Esposende, relativizou a situação em torno da qual o seu cliente é suspeito, no Brasil, começando, desde logo, por salientar que “nesta fase do processo, em Portugal, não se estão a avaliar os factos, isto é, que indícios existem ou não contra ele, pois isso será só no Brasil, mas sim os pressupostos de direito que foram suficientes para a sua extradição”.

“Há mais suspeitos do crime, além do meu cliente – que nunca foi ouvido no processo – e do seu irmão, designadamente uns cidadãos de nacionalidade argentina, o que será mais tarde apurado já no Brasil”, segundo disse a O MINHO o advogado Capitão Vale, à saída do Tribunal da Relação de Guimarães, destacando que “nestes como em todos os outros casos judiciais tem de ser sempre acautelado haver princípio da presunção da inocência”.

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