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Braga

Tribunal dita hoje sentença do homem que estrangulou mulher até à morte em Vieira do Minho

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O Tribunal coletivo de Braga procede, esta sexta-feira à tarde, à leitura do acórdão do homem que, em 2019, terá matado a mulher, por estrangulamento, em Salamonde, Vieira do Minho.


A ‘sentença’ esteve marcada para dia 16, mas foi adiada já que o Tribunal entregou aos advogados um documento com “alterações não-substanciais aos factos da acusação”, nomeadamente os dados que constavam da autópsia ao cadáver.

Em resposta escrita, o advogado de defesa João Magalhães rejeitou as alterações dizendo que os juízes tentam, assim, “suprimir a nulidade” que tinha invocado, a de que, como o relatório da autópsia não constava da acusação, não podia ser considerado em julgamento. “É uma iniquidade inultrapassável”, sustenta.

Homem que terá estrangulado mulher em Vieira do Minho mantém-se em prisão preventiva

Conforme O MINHO noticiou, nas alegações finais, a magistrada do Ministério Público pediu a pena de 18 anos de prisão para o arguido, por homicídio qualificado.

O MP solicitou, também, que seja declarada a “indignidade sucessória” do arguido, ou seja, que, aquando da divisão da herança dos bens da falecida mulher ele não seja tido como herdeiro.

De seguida, a defesa defendeu a absolvição do seu constituinte, invocando o princípio jurídico do in dubio pro reu, “por não haver provas”. Alegou que o inquérito criminal foi mal feito, nomeadamente pelo facto de, na acusação, não constar o relatório da autópsia da vítima. Ou seja, – argumentou – o inquérito e a fase de instrução
“violaram princípios constitucionais de defesa do arguido, bem assim como os princípios basilares do processo penal”.

Homicídio em Vieira do Minho. Defesa diz que juízes tentam “salvar nulidade da acusação”

Já a advogada da família, Arminda Melo, pediu a condenação à pena máxima, 25 anos, bem como a indignidade sucessória, e o pagamento de uma indemnização aos dois filhos que ultrapassa os 500 mil euros

Apertou-lhe o pescoço

A acusação diz que o arguido, António Manuel Fidalgo, em prisão preventiva, motorista de profissão, terá “apertado o pescoço” da mulher, “com o que lhe causou a morte por asfixia”. O alegado crime ocorreu, supostamente por razões amorosas, no dia 7 de março de 2019, pelas 21 horas, na lavandaria da residencial que ambos exploravam.

A morte da mulher ocorreu um dia antes de o casal assinar escrituras sobre bens que possuíam em conjunto, um ato preparatório do divórcio.

O Ministério Público especifica que, ao fim da tarde, o arguido chegou ao restaurante e encontrou, atrás do balcão, um homem de nome Jorge, que pensava ser amante da mulher, e que foi testemunha no processo.

Pelas 20:00, numa discussão – na lavandaria – sobre as desavenças que mantinham por causa dele, o arguido, desagradado, e com ciúmes, “colocou-lhe as mãos no pescoço, e apertou-o com força, impedindo-a de respirar. Até lhe tirar a vida”.

O alegado homicida casou com a vítima em agosto de 1998, e dela teve dois filhos.

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Braga

Condenado por matar mulher em Vieira do Minho recorre para o Tribunal da Relação

19 anos de cadeia

em

Foto: DR / Arquivo

O homem que, em junho, foi condenado pelo Tribunal de Braga a 19 anos de prisão por homicídio qualificado, por, em 2019, ter estrangulado a mulher no restaurante que possuíam em Salamonde, Vieira do Minho, recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães.

O recurso, subscrito pelo advogado João Magalhães, alega uma nulidade que “resulta da insuficiência do inquérito do Ministério Público”, por este ter produzido a acusação sem que nele constasse o relatório da autópsia ao cadáver.

“Só após o encerramento do inquérito é que se deu a conclusão da realização da autópsia médico-legal”, sublinha o jurista em declarações ao Jornal de Notícias, contestando, por isso, que o coletivo de juízes que julgou o arguido tenha considerado legal a anexação ao processo do relatório médico-legal, após a redação da acusação.

Em junho, conforme O MINHO noticiou, o Tribunal de Braga deu como provado que, em março de 2019, na residencial/restaurante que detinham em Salamonde, Vieira do Minho, António Manuel Fidalgo, motorista de profissão, “apertou o pescoço” da mulher, Ana, “causando-lhe a morte por asfixia”.

Concluiu que agiu por não aceitar o divórcio, marcado para o dia seguinte. E que foi motivado por ciúmes, e também por sentir que ia ficar sozinho, enquanto que ela ficaria com os filhos, a casa, o negócio, e também com o alegado amante.

Como prova, e apesar de o arguido não ter falado e de não haver testemunhas oculares, o Tribunal lembrou que, no interrogatório que lhe foi feito pelo juiz de instrução criminal, ele confessou: “Eu fiz o crime, acho que devo pagar por ele”. Disse, ainda, que “ficou cego” após uma discussão entre ambos na lavandaria da pensão, em que ela o terá arranhado na cara.

Os juízes concluíram que o casamento estava em crise, por dificuldades económicas e pelo facto de a vítima se ter envolvido amorosamente com outro homem, um colaborador do restaurante. E que, por isso, as discussões eram constantes, não havendo já coabitação.

Para além da confissão, o Tribunal teve em conta o depoimento dos dois filhos do casal e dos pais da vítima.

Condenou-o, por isso, à indignidade sucessória, ou seja, a não participar na herança dos bens do casal e a pagar 250 mil euros, entre indemnizações aos filhos e aos sogros e pensão de alimentos.

Na acusação, o Ministério Público especifica que, no dia do crime, ao fim da tarde, o arguido chegou ao restaurante e encontrou, atrás do balcão, um homem de nome Jorge, que pensava ser amante da mulher. Pelas 20:00, numa discussão, desagradado, e com ciúmes, “colocou-lhe as mãos no pescoço, impedindo-a de respirar”.

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Braga

Comércio de Braga já perdeu 200 milhões com a pandemia

Economia

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Foto: CM Braga / Arquivo

Entre março de junho, o comércio em Braga faturou menos 200 milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano passado.

Este valor tem por base os dados das transições por multibanco cedidos pela SIBS à Associação Comercial de Braga (ACB) e divulgados esta quinta-feira pelo Jornal de Notícias (JN).

Os dados disponíveis mostram que houve uma quebra geral de 20% nas vendas, entre março e junho, que resultou em menos 200 milhões de euros para os comerciantes do concelho, em relação ao mesmo período do ano passado.

O JN revela ainda que as áreas da tecnologia, farmácia e da alimentação foram exceções e cresceram nos últimos quatro meses.

O setor da moda e acessórios foi dos mais prejudicados com a pandemia, tendo, em abril, registado uma quebra de 99% na faturação e, apesar das melhorias, em junho ainda apresentou perdas de 44% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os negócios ligados à tecnologia atingiram um pico de crescimento em junho, com um aumento de 89% na faturação, em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com os dados revelados por aquele jornal, as farmácias tiveram o melhor mês em março, com um crescimento de 36% nas vendas, e no mesmo mês, as mercearias e minimercados registaram o dobro dos ganhos de 2019.

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Braga

Seis mil euros em brinquedos Lego doados à Pediatria do Hospital de Braga

Solidariedade

em

Foto: Fairy Bricks / Facebook

A Fairy Bricks, uma instituição de solidariedade do Reino Unido, ofereceu ao serviço de Pediatria do Hospital de Braga vários brinquedos Lego, no valor de seis mil euros.

A entrega decorreu, esta quarta-feira, com a presença dos responsáveis das instituições.

“Mais uma doação durante o aumento das medidas de segurança, no Hospital de Braga, em Portugal”, refere a instituição, agradecendo a “boa receção”.

O objetivo do organismo, com representação em Portugal, é proporcionar maior conforto e distração às crianças que se encontram hospitalizadas.

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