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Braga

Tribunal deu autorização para a venda da Confiança mas Câmara não o irá fazer para já

Em causa os dois procedimentos de classificação do imóvel que estão a decorrer

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Foto: DR

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga considerou improcedente a providência cautelar interposta pelo Ministério Público para “travar” a venda da saboaria Confiança, pelo que o município de Braga pode já vender o edifício, “mas não o irá fazer”.

“(…) Julga-se improcedente o presente processo cautelar, com a consequente absolvição da entidade requerida [município de Braga] dos pedidos formulados”, lê-se na sentença a que a agência Lusa teve hoje acesso.

A Câmara de Braga comprou, por expropriação, o complexo de edifícios da antiga saboaria Confiança, em 2012, ainda no mandato de Mesquita Machado, por 3,4 milhões de euros, “pelo valor que representa a memória do passado industrial de Braga”, justificou na ocasião a autarquia.

O município chegou a promover um concurso de ideias, aberto à população, que recebeu 77 propostas, mas a falta de fundos para desenvolver o projeto levou a atual maioria PSD/CDS-PP/PPM a decidir alienar o complexo.

A primeira alienação foi suspensa por uma providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos, sendo que igual desfecho teve a segunda alienação, em 30 de abril, mas agora por um ato cautelar do Ministério Público (MP).

O MP invocava “a ilegalidade formal decorrente de as deliberações que determinaram a venda do imóvel em causa, seguidas da marcação da data de hasta pública, terem sido produzidas sem o consentimento da secretária de Estado da Cultura, o que determina a sua nulidade”, lê-se na decisão.

Para o MP devia proceder-se à “suspensão da eficácia da deliberação da Câmara Municipal de Braga, quer da aprovação da Assembleia Municipal de Braga, datadas de 19 de setembro de 2018 e de 04 de outubro de 2019, que determinaram a venda, em hasta pública, da fábrica Confiança, quer do ato que agendou tal venda (…) até que esteja concluído o procedimento de classificação”.

À Lusa, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou que, com esta decisão, a autarquia pode prosseguir com a venda do complexo, uma vez que está “ultrapassada” esta questão jurídica”.

Há, no entanto, uma outra questão que leva o autarca a adiar a tentativa de vender a antiga fábrica: “Neste momento estão a decorrer dois procedimentos de classificação do imóvel, um iniciado por um grupo de cidadãos e um segundo pelo MP na providência cautelar agora indeferida”, explicou Ricardo Rio.

Sobre esta questão, o MP alega que “a Direção-Geral do Património Cultural iniciou o procedimento de classificação do conjunto industrial que constitui a ‘Fábrica Confiança’ (…), para eventual atribuição de uma categoria nacional de proteção [como imóvel de interesse público, seja até mesmo como monumento nacional], e, não se encontrando o procedimento concluído, o requerido [câmara] anunciou na comunicação social a hasta pública de venda”.

Ricardo Rio garantiu hoje que, enquanto estes procedimentos decorrerem, “não é de interesse público” voltar a marcar nova hasta pública para a venda das instalações da antiga saboaria.

“A verdade é que queremos atrair o maior número de interessados no imóvel e todo o ruído feito à volta desta questão faz o oposto. Podíamos marcar já nova hasta pública, mas não o faremos para que quando tudo estiver sanado o negócio seja o mais atrativo possível para o município e para quem quiser adquirir o complexo”, disse.

A Saboaria e Perfumaria Confiança foi fundada na cidade de Braga, em 1894, tendo funcionado até 2005.

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Braga

Tribunal volta a obrigar António Salvador a pagar mais meio milhão a ex-sócio de Braga

Guerra do ‘camião do fraque’

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Domingos Correia e António Salvador. Fotos: DR / Arquivo

Guerra do camião do fraque. É a segunda sentença desfavorável a António Salvador no Tribunal de Famalicão. E a fatura a pagar ao seu ex-sócio, Domingos Correia, já vai em perto de 800 mil euros. Mas o conhecido empresário, dono da Britalar, de Braga, diz que vai recorrer.

Conforme O MINHO então noticiou, em abril, o Tribunal de Comércio de Famalicão condenou António Salvador a pagar 261 mil euros ao dono das Construções Ar-Lindo. Há dias, e numa segunda sentença, o mesmo Tribunal voltou a rejeitar o embargo apresentado pelo empresário da Britalar, à execução de 438 mil euros ( 500 mil com juros) que lhe foi movida por Domingos Correia, a título pessoal, por uma causa de uma dívida resultante da cessão da quota de 49,5 por cento na firma BritalarMoz, que ambos possuíam em Moçambique. Cessão acordada em 1,1 milhões.

Salvador, que se havia oposto às duas penhoras, apresentando cauções, argumentou que já tinha pago, em 2013, através de transferências bancárias. Tese a que o Tribunal não atribuiu “credibilidade”.

Documentos

Domingos Correia apresentara, na acção, um documento intitulado “Declaração Confissória de Dívida e Acordo de Pagamento”, de 2012, no qual a Britalar Ar-Lindo Moz, SA, assumia uma dívida de 500 mil dólares americanos (438 mil euros) que recebeu a título de empréstimos não remunerados, para necessidades de tesouraria.

Ao todo, Correia exige a Salvador, a quantia de 1,3 milhões de euros, resultante da cessão da posição que detinha na Britalar Ar-Lindo Moz, SA.

Uma terceira execução, de 300 mil euros, vai entrar no Tribunal, disse ao JN fonte da Ar-Lindo.

O caso remonta a 2011, quando os dois construtores constituíram uma parceria para o mercado moçambicano. Para tal, foi constituída a sociedade Using Better, Lda., tendo como sócias a Europa Ar-Lindo, SGPS, e a Britalar, SGPS. De seguida, e com dois sócios moçambicanos, formaram a sociedade Britalar AR-Lindo Moz, SA. Só que – concluiu o Tribunal – “desde cedo as relações entre ambos se deterioraram, o que levou a que, em setembro de 2012, se formalizasse a separação”.

O MINHO contactou António Salvador que não se quis pronunciar, embora fonte que lhe é próxima tenha adiantando que vai recorrer da decisão, para a “Relação do Porto”.

Fraque em julgamento

Foto: Facebook / Arquivo

Antes de recorrer a Tribunal, Domingos Correia pôs a circular na cidade, um «camião do fraque» com os dizeres “Caloteiro! Paga o que deves”. Que estacionou à porta do estádio, em dia de jogo do Sporting de Braga, e em frente à casa de Salvador. Uma alegada “intimidação e difamação” e “ofensa à família”, que motivou queixa de Salvador e que vai ser julgada em setembro no Tribunal de Braga.

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Braga

Jovem hospitalizado após agressões à porta de discoteca na Póvoa de Lanhoso

Na Avenida da República.

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Foto: Arquivo

Um jovem na casa dos 25 anos foi transportado para as urgências do Hospital de Braga na sequência de agressões, esta manhã de domingo, em Póvoa de Lanhoso.

Ao que apurou O MINHO junto de fonte envolvida na emergência, o jovem apresentava hematomas e escoriações, depois de estar envolvido em confronto em frente a um espaço de diversão noturna na Avenida da República.

O alerta foi dado pelas 08:34 deste domingo e, ao que O MINHO apurou, a discoteca já se encontrava encerrada há algum tempo.

Ao local acorreram os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, situados a pouco mais de 50 metros do local, transportando a vítima para o Hospital de Braga com ferimentos considerados “ligeiros”.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Bom Jesus é dos locais mais ‘instagramáveis’ da Europa, diz televisão pública belga

Concorda?

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Foto: Blogger "umpinguinho"

A nomeação de Braga como o segundo destino europeu do ano de 2019 está na base da classificação da cidade como uma das mais instagramáveis da Europa, sobretudo graças ao escadório do Bom Jesus, ou assim o diz a estação de televisão pública belga RTBF.

 

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Mas nem tudo é positivo. Esta descrição do monumento religioso parte de um princípio que, hoje em dia, há uma maior procura de destino de férias, não pelas memórias em si, mas sobretudo pelo enquadramento de fotografias para redes sociais.

A RTBF questiona como é que Braga ficou à frente de Florença na lista de melhores destinos europeus. A resposta? Instagram. Os belgas dizem que “Braga é muito fofa” indicando que já realizaram um trabalho na urbe bracarense “há 7 anos, quando o Norte de Portugal não era tão turístico”, mas que isso por si só não deveria chegar para ultrapassar uma cidade como Florença, à qual apelidam de “jóia de cultura, gastronomia e arte italiana”.

Os belgas acreditam que o escadório do Bom Jesus é o monumento que mais força dá a Braga e que existe um desejo na procura pela “escadaria instagramável” que passa no feed de Instagram de utilizadores um pouco por todo o mundo.

 

 

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Sobre o escadório, “nada a dizer”. “É soberbo”, referem, dando também destaque à Sé Catedral e “às poucas ruas comerciais” do centro da cidade. “Mas daí até propor a cidade como segundo melhor destino turístico… Temos as nossas dúvidas”, escrevem.

O texto surge a propósito de uma nova profissão que começa a existir em alguns destinos turísticos mundiais. o “instabutler“, uma espécie de mordomo para o Instagram.

Explica a publicação que quem vai de férias para um lugar exótico e, ao lado do tradicional concierge de hotel que prepara atividades e passeios, já pode contar com quem o leve aos locais “mais instagramáveis” da região.

E para isso, o instabutler vai equipado com uma variedade de acessórios e sabe as horas em que as fotos serão mais bonitas ou os monumentos que melhor se encaixam numa foto de perfil nas redes sociais.

A National Geographic Portugal publicou em julho deste ano a lista das 10 cidades “mais instagramáveis” de Portugal, e Braga não foi incluída.

Lisboa, Porto, Coimbra, Águeda, Aveiro, Obidos, Peniche, Alcácer do Sal, Seia e Faro foram as cidades escolhidas pela publicação.

Se Braga é, ou não, um dos locais favoritos para retratar momentos apelativos para as redes sociais, não sabemos, mas a verdade é que foi eleito o segundo melhor destino turístico europeu em 2019. E isso ainda parece suscitar discussão em alguns países.

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