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Guimarães

Tribunal declara insolvência de têxtil de Guimarães com 185 trabalhadores

António Almeida & Filhos

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Foto: Google Maps

O Juízo de Comércio de Guimarães, do Tribunal de Braga, declarou a insolvência da António Almeida & Filhos – Texteis SA, requerida pela empresa, com 185 trabalhadores, que assumiu ter um passivo superior a 23 milhões de euros e 414 credores.

A declaração de insolvência foi assinada na terça-feira pelo juiz de círculo Eduardo Neves, que aceitou o nome proposto pela empresa, localizada em Moreira de Cónegos, e nomeou Bruno da Costa Pereira como administrador da insolvência.

O juiz determinou que a empresa entregue imediatamente ao administrador de insolvência os documentos que ainda não estão juntos aos autos, e decretou a apreensão, para entrega ao mesmo administrador, dos elementos de contabilidade e todos os bens da devedora, mesmo os arrestados.

Decretou ainda a suspensão de todas as ações instauradas contra a insolvente e fixou em 30 dias o prazo para “reclamação de créditos”, que deve ser feita através de requerimento endereçado ao administrador de insolvência nomeado.

Esta fábrica de tecelagem, tinturaria e confeção foi fundada em 1956, tornando-se numa das maiores do segmento de roupa de cama.

Em 2011, através da fusão com a JMA, criou o grupo MoreTextile, a que pertencia também a Coelima, cuja venda foi aprovada a 25 de junho, após um processo de insolvência.

Segundo requerimento de insolvência, a maioria dos credores são fornecedores da empresa e o Novo Banco é o maior credor, com 39% da dívida.

À data dos dados apresentados pela empresa, 30 de abril, não existiam salários em atraso.​​​

A quebra de vendas na sequência da pandemia da covid-19 foi o principal argumento apresentado ​para o pedido de insolvência.​

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