Seguir o O MINHO

Ave

Tribunal de Braga deixa em liberdade suspeitos de lesar o Estado em 15 milhões

em

O juiz de instrução criminal no Tribunal de Braga deixou hoje em liberdade os oito arguidos detidos pela Polícia Judiciária pela alegada participação numa “associação criminosa” que terá lesado o Estado em mais de 15 milhões de euros.


Entre os arguidos estão dois advogados de Famalicão, que ficam obrigados a apresentações diárias em posto policial e a suspender a sua atividade profissional.

Também não podem ausentar-se para o estrangeiro, devendo entregar os respetivos passaportes, ficando ainda proibidos de frequentar o seu escritório profissional, quaisquer empresas, gabinetes de contabilidade ou conservatórias de registo comercial.

Além disso, também não podem contactar entre eles nem com os restantes arguidos no processo e outras pessoas classificadas pelo tribunal como “testas de ferro”.

O juiz de instrução criminal decretou estas medidas de coação para prevenir o perigo de fuga, a continuação da atividade criminosa e a perturbação do decurso do inquérito.

Os dois advogados são irmãos, sendo de que um deles, Fernando Costa Salgado, já foi diretor da delegação de Braga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

Em causa neste processo estão, segundo a Polícia Judiciária (PJ), crimes de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, burla tributária à Segurança Social, burla qualificada, insolvência dolosa, corrupção e branqueamento de capitais.

Até ao momento, a investigação, desenvolvida pela PJ de Braga, já apurou prejuízos para o Estado, em sede de IVA, IRC e contribuições para a Segurança Social, estimados em mais de 15 milhões de euros.

Aqueles dois advogados foram detidos na segunda-feira, conjuntamente com três técnicos oficiais de contas (TOC, dois empresários e um empregado de escritório.

Estes últimos seis arguidos ficam obrigados a apresentações bissemanais em posto policial, sendo as restantes medidas de coação iguais às dos advogados.

Os TOC têm ainda de suspender o exercício da profissão de contabilista certificado.

No mesmo dia, foram constituídos cerca de 20 arguidos, entre pessoas singulares e coletivas.

A investigação da PJ durava há cerca de ano e meio, tendo na segunda-feira sido realizadas cerca de 100 buscas domiciliárias e não domiciliárias e cumpridos os oito mandados de detenção, em várias regiões do continente e ilhas.

Segundo fonte da investigação, os arguidos usavam empresas falidas, sobretudo têxteis, para criar faturação fictícia e forjar carreiras contributivas, burlando o Estado.

A operação da PJ foi batizada de “Trapos Soltos”, o nome de uma empresa de Serzedelo, Guimarães, que estaria associada à atuação dos arguidos.

 

logo Facebook Fique a par das Notícias de Famalicão. Siga O MINHO no Facebook. Clique aqui

Anúncio

Ave

Recuperado carro roubado a mulher que fazia voluntariado em Famalicão

“Sem danos de maior”

em

Foto: Ilustrativa / DR

Já foi recuperado o carro que, na tarde de sábado, tinha sido roubado a uma mulher de Famalicão quando esta fazia uma ação de voluntariado junto à estação de comboios daquela cidade, nas instalações da Refood.

“Queremos agradecer a todos aqueles que partilharam a nossa publicação que fez com que a viatura da nossa querida voluntária regressasse sem danos de maior”, escreveu esta segunda-feira a Refood nas suas redes sociais.

Foi fazer voluntariado e roubaram-lhe o carro em Famalicão. Associação deixa apelo

A instituição de solidariedade tinha deixado um apelo a quem tivesse visto o automóvel para que contactasse aquela associação ou as autoridades, que já tomaram conta da ocorrência.

O carro, um Toyota Starvan de cor vermelha, estaria estacionado em frente ao centro de operações da Refood quando foi levado por desconhecidos.

Continuar a ler

Guimarães

Guimarães cria equipas de apoio aos lares

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães vai disponibilizar aos lares equipas de apoio devidamente formadas para dar resposta à eventual diminuição de pessoal resultante da imposição de isolamento profilático, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município refere que será constituída uma bolsa de 40 a 50 pessoas, que estão a ser formadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional e que terão posteriormente o apoio da Segurança Social e da Cruz Vermelha na resposta que darão às necessidades que forem surgindo nos lares.

“Trata-se de uma bolsa de profissionais contratados, que estarão aptos a substituir, temporariamente, os funcionários que se vejam incapacitados de exercer as suas funções”, sublinha.

Segundo o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, em causa está uma “medida preventiva” para garantir que os utentes dos lares se mantenham no seu local habitual, “evitando assim problemas relacionados com a sua saúde mental ou mesmo com morbilidades que possam ter”.

No lar do Centro Social Irmandade de São Torcato, em Guimarães, registaram-se na última semana 43 casos positivos de covid-19, entre 34 utentes e nove funcionários.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 961.531 mortos e mais de 31,1 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.920 pessoas dos 69.200 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Continuar a ler

Ave

Juiz manda prender homem que insultou, ameaçou e agrediu PSP em Guimarães

Agente teve de receber tratamento hospitalar

em

Foto: DR

O Tribunal de Guimarães aplicou prisão preventiva a um homem de 44 anos por injúrias, ameaças e agressão a um agente da PSP, naquela cidade, anunciou hoje aquela força policial.

Em comunicado, a PSP refere que o agente teve de receber tratamento hospitalar.

Acrescenta que o suspeito “está referenciado por vários ilícitos criminais” e estava em prisão domiciliária, com vigilância eletrónica, tendo desrespeitado essa medida de coação.

Os factos ocorreram na sexta-feira, na sequência de uma “desordem” numa instituição bancária, tendo o agente da PSP encontrado o suspeito “completamente alterado, a gesticular contra um casal”.

Perante a intervenção do agente, o suspeito terá começado a injuriar e ameaçar o polícia, “gesticulando com o punho cerrado, ameaçando-o de que lhe partia a cabeça”, chegando a dar-lhe um empurrão e um soco no pescoço.

Segundo o comunicado, trata-se de uma pessoa “extremamente violenta”, que só foi possível algemar com a ajuda de mais dois polícias e mais dois elementos pertencentes à GNR, “que por coincidência estavam a passar no local”.

Continuar a ler

Populares