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Braga

Internamento psiquiátrio para homem que baleou vizinhos em Braga

Caso remonta a 2017

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O autor dos disparos foi detidopela PSP de Braga. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

O Tribunal Judicial de Braga aplicou a medida de segurança de internamento em estabelecimento psiquiátrico a um homem que em outubro de 2017 disparou sobre dois vizinhos, naquela cidade.

Por acórdão de 11 de março, a que Lusa hoje teve acesso, o tribunal fixa o período de internamento em pelo menos três anos, mas admite que o mesmo possa subir até aos 10 anos e oito meses.

O tribunal deu como provado que o arguido é inimputável, por sofrer de psicose esquizofrénica permanente, e relevou a sua “perigosidade criminal”, considerando haver um “sério risco” de praticar atos da mesma espécie.

Segundo o acórdão, os atos praticados pelo arguido integram os elementos objetivos de dois crimes de homicídio na forma tentada e de um crime de dano.

Os factos remontam a 26 de outubro de 2017, quando o arguido efetuou pelo menos nove disparos de caçadeira na direção de dois vizinhos, na sequência de alegados desentendimentos.

No julgamento, o arguido, de 50 anos, disse que, nesse dia, foi agredido a murro e pontapé e que foi a casa buscar uma caçadeira e disparou, mas apenas para assustar os vizinhos.

Disse ainda que já não falava há uns seis anos com os vizinhos, irmãos, que estes “faziam pouco” dele e que uns dias antes dos disparos tinham tido novos desentendimentos, por causa do retrovisor de um carro.

Sublinhou que escolheu “os cartuchos mais fraquinhos” de entre os cerca de 350 que tinha em casa e que apontou para o chão e para o portão e não para os vizinhos.

“Tinha em casa zagalotes e balas, mas carreguei a arma com os cartuchos mais fraquinhos. Aquilo não mata, eu nunca quis matar ninguém, apenas queria dar-lhes uma lição”, referiu.

Lembrou que é “caçador desde pequeno”, conseguindo até acertar “nos fios da eletricidade ou nas asas das borboletas”.

“Se os quisesse matar, matava-os. Mas essa nunca foi a minha intenção”, reiterou.

As vítimas contaram outra versão sobre as circunstâncias que antecederam os disparos, negando quaisquer agressões ou provocações ao arguido.

Um dos vizinhos foi atingido e ficou ferido numa perna.

Segundo o tribunal, ficou com “sequelas definitivas, que se traduzem em cicatrizes circulares de pequenas dimensões e presença de fragmentos metálicos no corpo”.

O tribunal deu ainda como provado que as vítimas viveram “momentos de verdadeiro terror” e que “temeram pela vida”.

Os disparos provocaram ainda danos no portão e numa viatura que estava estacionada dentro da garagem.

O arguido vai ter de pagar indemnizações de 29 mil euros por danos não patrimoniais e de perto de 2.500 por danos patrimoniais.

O advogado das vítimas disse à Lusa que “a medida de segurança aplicada constituiu, no caso, a única forma, no âmbito do sistema processual penal português, de assegurar a realização de justiça e a defesa da paz social, atenta a inimputabilidade perigosa com que o arguido foi diagnosticado”.

Pedro Feio Gonçalves sublinhou ainda que, “não obstante o temor, pessoal e social, causado pelo sucedido e o receio pela própria vida que os assistentes sentiram, os mesmos desejam que o arguido possa ter condições para, um dia, poder voltar à vida em sociedade, desde que tal seja clinicamente possível, e tenha o devido acompanhamento das instituições competentes”.

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Braga

Alunos de Braga vencem concurso nacional ‘Vamos Contar Uma História’

História vencedora vai resultar em livro cujas vendas revertem para o Colégio de S. Caetano

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Foto: CM Braga

Os alunos da EB de Gualtar, do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, venceram o Concurso Nacional “Vamos Contar Uma História”, uma iniciativa integrada no projecto ‘Plataforma + Cidadania’, promovido pelo Município de Braga em parceria com a CIM Cávado.

O prémio consiste na edição em livro das duas histórias vencedoras, idealizadas por estes jovens e promissores escritores, revertendo as receitas, no caso de Braga, para o Colégio de São Caetano, segundo decisão da turma.

Além da edição em livro, os vencedores poderão ver as suas histórias transformadas através de uma animação multimédia que, mais tarde, ficará disponível na Plataforma +Cidadania.

O desafio contou com a participação das autoras convidadas Margarida Fonseca Santos e Rosário Alçada Araújo, tendo os alunos Bracarenses conquistado o primeiro prémio juntamente com uma turma de Gavião, Portalegre.

Durante a cerimónia de entrega de prémios, que decorreu no Colégio EFANOR, em Matosinhos, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, Lídia Brás Dias, lembrou que o acto de escrever e/ou contar histórias desempenha um papel extremamente relevante nas aprendizagens realizadas pelos alunos dos diferentes níveis de educação e ensino quer na aquisição de conhecimentos, quer no desenvolvimento de competências e valores.

“Encaramos esta iniciativa como um meio valoroso de incentivo à comunidade educativa a desenvolverem trabalhos relacionados com o acto de escrever e contar histórias, colocando os alunos em situações educativas desafiantes, recorrendo à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação”, referiu Lídia Dias, em comunicado.

A responsável sublinhou, ainda, que “as nossas Bibliotecas Escolares estão em sintonia com a concepção educacional das Tecnologias de Informação e Comunicação, permitindo, assim, um trabalho integral entre professores e alunos no contexto biblioteca”.

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Braga

Bombos e cabeçudos no segundo dia de São João em Braga

Entre exposições, cortejos e concertos

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Foto: Divulgação

Entre exposições, cortejos e concertos, muitas serão as atividades que decorrerão este sábado, segundo dia do programa alargado do São João de Braga.

No fim-de-semana dedicado ao Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, que celebra 30 edições em 2019, cerca de dois mil participantes de toda a Península Ibérica e de vários pontos da Europa a juntam-se na cidade.

O encontro junta também milhares de pessoas nas ruas para assistirem às danças desengonçadas dos gigantones e aos ares fantasmagóricos dos cabeçudos. De forma a integrar as tradições sanjoaninas, desde 2014 uma serpente gigante feita de trapos integra o cortejo.

Pelas 17:00 começará a Black Pig Race, Corrida do Porco Preto, uma recordação de tradições das festas de São João. É uma prova de obstáculos, naturais, artificiais, urbanos e arquitetónicos, com um percurso de 6 quilómetros.

Já durante a noite, pelas 21:30 no Parque da Ponte, é o encontro de tocadores, “Traz a tua concertina”.

Programa

MANHÃ

8:30 – Praça da República – Entrada dos grupos de animação

9:30 – Passeio São João 4×4

10:00 – Igreja São João do Souto – Novena São João Baptista

10:00 – Mercado Municipal Temporário – O São João na Praça

10:00 – “Praça do Artesão” – Concerto pedagógico: Alunos Alberto Sampaio

11:00 – Braga Parque – Abertura do Concurso das Cascatas

11:00 – Parque da Ponte Alameda do Estádio 1º de Maio – XIII Encontro de Mini-Hondas

12:00 – Saída da Praça da República – Rodopiada de Gigantones e Cabeçudos

TARDE

15:00 – Em frente ao Theatro Circo – Passeio do XIII Encontro de Mini-Hondas de Braga

15:00 – Parque da Ponte Junto ao rio – Torneio da Malha São João de Braga

15:00 – Fonte do Idolo – Inauguração da exposição “Rouba Sorrisos”

15:00-19:00 – Centro Histórico – Animação de rua pelos participantes no Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos

16:00 – Museu do Traje Dr.Gonçalo Sampaio – Inauguração da exposição “O imaginario sanjoanino na criatividade popular”

16:00 – Centro Histórico – Arruada dos grupos de percussão do XXX Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos

17:00-19:30 – Parque da Ponte – Black Pig Race

18:00 – Câmara Municipal de Braga – Receção aos grupos participantes do XXX Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos

NOITE

21:30 – Parque da Ponte – “Traz a tua concertina” Encontro de tocantes de concertinas

22:00 – Praça Municipal – Cortejo de Gigantones e Cabeçudos

23:00 – Parque da Ponte – Concerto ZecAdegas

00:00 – Praça República – Baile de Gigantones: espetacular performance dos gigantones participantes do cortejo

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Braga

Reconstrução da sede da Cruz Vermelha de Braga custa 1,2 milhões e conta com donativos

Local tem problemas elétricos, de isolamento, de térmitas, entre outros

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Foto: DR/Arquivo

O edifício da Cruz Vermelha de Braga vai ser reconstruído no âmbito de um projeto orçado em cerca de 1,2 milhões de euros e que vai “permitir a concentração de todos os serviços” naquele local.

O projeto, hoje apresentado à comunicação social, deverá estar concluído em 2020, sendo financiado por donativos e através do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU), com um empréstimo bancário.

Segundo os responsáveis, o atual edifício, uma “moradia familiar adaptada”, tem problemas elétricos, de isolamento, de térmitas, entre outros.

“É um edifico familiar que foi sendo adaptado e que se tem vindo a degradar por causa da térmitas que têm consumido uma parte da madeira, as janelas de vidro são simples, com muita passagem de ar. Está a precisar de obras de reconstrução mais do que requalificação”, apontou o adjunto executivo e responsável pela gestão da delegação de Braga, David Rodrigues.

Além das condições do edifício, o objetivo das obras passa por “permitir também a concentração de todos os serviços da Cruz Vermelha na Avenida 31 de Janeiro, quer seja o apoio à ação social, como emergência e serviços sociais que até ao momento estão a ser realizados em Santa Tecla”, adiantou o presidente da Delegação de Braga da Cruz Vermelha, Armando Osório.

Quanto ao financiamento, o responsável deixou um apelo à população e empresas para que façam parte do projeto, tornando-o “um projeto de Braga”.

“Esperamos contar com aquilo que é certo, os donativos são desejáveis, já tivemos o projeto no valor de 80 mil euros que foi oferecido, temos um mecenas, mas nós só podemos pedir aquilo que podemos pagar. Na hipótese de não termos esse apoio estamos preparados para pagar, mas poderá refletir-se no apoio que damos”, apelou o responsável.

Além disso, referiu, o objetivo passa também por conseguir que o edifício, que conta mais de cem anos, possa ser “amiga do ambiente, contando com painéis solares”, tendo assim custos energéticos perto do “zero”.

“Mas, para nós, o mais importante é podermos ter melhores condições de atendimento aos utentes do espaço e, também, melhores condições de trabalho aos funcionários e voluntários”, disse.

A apresentação do projeto à população está marcada para terça-feira, numa sessão em que será explicado como cada contributo pode ser dado, sendo certo que se o donativo exceder os 50, o nome de quem o fez irá constar numa “parede solidária”.

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