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Tribunal absolve suspeitos de sequestrar homem que lhes foi comprar droga em bairro de Braga

Tribunal absolve suspeitos de sequestrar homem que lhes foi comprar droga em bairro de braga
Santa Tecla. Foto: Bragahabit

O Tribunal de Braga absolveu dois homens que foram julgados pela prática dos crimes de sequestro e de roubo qualificado e que teriam sido praticados contra um outro que lhes foi comprar droga ao bairro de Santa Tecla, em Braga.

O coletivo de juízes condenou, no entanto, um pelo crime de posse de arma proibida a uma multa de 2.040 euros e outro a 1.540 euros pelo crime de falsidade de testemunho.

“Da análise crítica da prova produzida, não foi possível ao tribunal chegar a uma conclusão segura e rigorosa de que os arguidos praticaram (ou não praticaram) os factos atinentes aos crimes de roubo e de sequestro nos termos constantes da acusação pública. Perante tal cenário e sendo certo que em processo penal não merecem relevância palpites ou hipóteses, o tribunal não ousou sair do referido estado de dúvida insuperável”, diz o acórdão do coletivo de juízes.

Em declarações a O MINHO, o advogado Pedro Miguel Carvalho, advogado de um dos arguidos, disse que “o Tribunal decidiu bem não acolhendo a versão da alegada vítima que depôs sempre de forma incoerente imputando ao meu cliente, e a um outro indivíduo,  um crime de sequestro e de roubo que, na realidade não teve lugar. Felizmente este Coletivo de Juízes não se deixou enganar e face à incoerência dos relatos da alegada vítima absolveu o meu cliente””.

O advogado de defesa do outro arguido, Francisco Peixoto, já tinha afirmado nas alegações finais que “foi a vítima que inventou ter sido sequestrada”.

Comprar droga

O caso ocorreu em janeiro de 2020. O consumidor pediu a um amigo que lhe indicasse um sítio para adquirir haxixe. Foi a um bloco do Bairro de Santa Tecla e entrou. Feita a transação, ao prontificar-se para pagar, terá exibido um maço de notas, 700 euros ao todo.

Aí, dizia a acusação do Ministério Público, um dos arguidos pegou numa caçadeira com dois canos e apontou-lha, dizendo “estou a ficar tolo!”. Ao que o ameaçado respondeu: “Tira isso, irmão!”, pedido que não surtiu efeito, já que os dois lhe exigiram a entrega do dinheiro, ao que acedeu por temer pela vida.

De seguida, tiraram-lhe a carteira e um cartão multibanco, obrigando-o a revelar o ‘pin’ de acesso. Um deles foi, então, a uma caixa bancária, numa gasolineira da zona,  levantou 100 euros e ainda tentou retirar mais 20, mas a conta não teve saldo. Entrou, depois, na loja de conveniência e fez compras de 7, 35 euros.

A vítima – sustentava o MP – teria ficado sequestrada no apartamento, sob ameaça de um martelo e de uma faca. A dupla ainda tentou sacar-lhe um outro cartão multibanco, mas este também não tinha saldo. Mais de 24 horas depois, pelas 04:00 da madrugada do dia seguinte, a vítima conseguiu fugir, por ter concluído que os dois estavam distraídos noutra sala.

Seguiu-se uma rusga da PSP que, além da caçadeira, apreendeu uma pistola modificada.

Os dois arguidos ficaram presos preventivamente, um em Braga e outro em Leiria.

A investigação foi da PJ de Braga.

 
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