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Viana do Castelo

Tribunal absolve acusados por fraude numa rádio de Viana do Castelo

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Foto: DR/Arquivo

O Tribunal de Viana do Castelo absolveu hoje os dois arguidos acusados de fraude na obtenção de subsídio do Estado, que envolve a rádio Geice e uma empresa que comercializava equipamentos de radiodifusão.

Hoje, na leitura do acórdão, a juíza considerou “não ter sido feito prova dos factos que foram imputados aos arguidos, nem os crimes de que vinham acusados pelo Ministério Público [MP]”.

No final, aos jornalistas, o advogado da estação emissora, Francisco Morais da Fonte afirmou “ter sido reposta a justiça” e “louvou o elevado nível técnico-jurídico da sentença”, que absolveu o presidente do Grupo de Estudos e Investigação das Ciências Experimentais (GEICE), proprietária de uma rádio com a mesma sigla, e o gerente de uma sociedade de equipamentos de radiodifusão, que tem sede em Viseu.

O caso, que começou a ser julgado em setembro de 2017, remonta a 2010. Teve origem num mandado de busca à empresa de Viseu, ordenado pelo MP de Caminha, no âmbito de outro processo que envolvia uma rádio local daquele concelho do Alto Minho.

Hoje, na leitura da sentença, a juíza declarou a “nulidade” por “imperfeição” no cumprimento daquele procedimento, o que motivou a “nulidade” da prova documental, incluindo ficheiros informáticos apreendidos pela Polícia Judiciária (PJ) no computador da empresa.

De acordo com a acusação, deduzida em julho pelo MP, o presidente da associação de Viana do Castelo decidiu candidatar-se ao Incentivo à Consolidação e ao Desenvolvimento das Empresas de Comunicação Social Regional e Local de 2010.

Esse incentivo consistia numa comparticipação do Estado, a fundo perdido, de montante que não podia exceder 50% do financiamento necessário à execução do projeto aprovado.

No entanto, e segundo o MP, o presidente da associação “conluiou-se” com o arguido gerente de uma sociedade que comercializava equipamento de radiodifusão, “para que lhe vendesse o material a que se reportava a candidatura, sobrefaturando as vendas”.

Deste modo, a associação obteria “um financiamento de 100%”.

Na concretização deste desígnio, e segundo uma nota da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, o presidente da associação, em 29 de março de 2010, candidatou-se àquele incentivo para um investimento de 34.438 euros e um subsídio de 17.219 euros, tendo obtido a aprovação de um incentivo no montante de 16.485 euros.

O MP considerou também indiciado que, “para justificar os gastos que indicara ao Estado na candidatura, a arguida pessoa coletiva simulou vários pagamentos à empresa que lhe vendeu o equipamento”.

Em 2010, e segundo o ‘site’ do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, no concelho de Viana do Castelo a única associação que recebeu Incentivo à Consolidação e ao Desenvolvimento das Empresas de Comunicação Social Regional e Local foi o GEICE.

De acordo com o mesmo ‘site’, o GEICE, proprietário da rádio com o mesmo nome, recebeu um incentivo de 16.845,50 euros.

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Viana do Castelo

Fiéis entregam chave de igreja em “protesto” por nomeação em Viana

“Agora está nas mãos da Diocese”

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Foto: Arquivo

Um grupo de paroquianos de Santa Leocádia de Geraz do Lima, em Viana do Castelo, entregaram, esta quinta-feira, ao vigário-geral da Diocese as chaves da igreja em “protesto” pela nomeação do novo pároco que contestam desde maio de 2019.

“Entregou-se a chaves e o inventário de tudo o que existe na igreja. Agora que façam o que quiserem. Agora está nas mãos da Diocese. Já que o sistema é tão ditatorial, agora a responsabilidade é da diocese”, afirmou à Lusa o porta-voz dos paroquianos, Agostinho Lima.

O impasse na tomada de posse do padre na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes e situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana, arrasta-se desde maio de 2019 na sequência da morte do pároco anterior, João Cunha, e da nomeação, pela diocese, do sucessor, o padre Adão Lima.

Os fiéis da nova paróquia entendem que “o padre Adão Lima é uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade”.

Desde o início do diferendo, tanto o pároco em causa como a diocese recusam fazer comentários sobre o assunto.

Agostinho Lima explicou que a decisão de entregar as chaves do templo “foi tomada no domingo numa reunião que que juntou cerca 300 pessoas”.

Esta quinta-feira, , cerca das 10:00, “um grupo de seis fiéis deslocou-se à Cúria Diocesana para entregar o inventário feito por elementos que antigamente constituem a comissão fabriqueira e as chaves da igreja paroquial”.

Contactada pela agência Lusa, fonte do secretariado diocesano de Viana do Castelo informou que “um grupo de paroquianos foi recebido pelo vigário-geral Sebastião Ferreira”, escusando-se a prestar mais esclarecimentos sobre o assunto.

Agostinho Lima garantiu que pessoas da aldeia “estão revoltadas, cansadas e desanimadas”.

“As pessoas estão desanimadas pela forma como a igreja atua. Não é exemplo para ninguém. Os fiéis mais idosos dizem que andaram a ser enganados pela Igreja toda a vida”, apontou.

Questionado sobre o futuro da paróquia, o porta-voz dos fiéis disse desconhecer.

“Se quiseram mandar o padre Adão que mandem. Se quiserem mandar outro padre que mandem. Quem quiser ir à igreja vai, quem não quiser não vai. Se for o padre Adão, possivelmente as pessoas irão é manifestar-se à porta da igreja. Não haverá violência, mas as pessoas irão protestar”, referiu.

Em janeiro os paroquianos impediram a posse do pároco, desligando as luzes do templo.

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Viana do Castelo

Vianense com suspeitas de coronavírus foi “falso alarme”

ULSAM

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Foto: Ilustrativa / DR

Foi “falso alarme”. O homem que se terá dirigido ontem [quarta-feira] ao Centro de Saúde de Viana depois de suspeitar de sintomas similares ao Covid-19 (coronavírus), está em casa e não foi infetado pela epidemia que já matou 2.118 pessoas na China, apurou O MINHO junto de fonte hospitalar.

O homem, que regressou recentemente de um cruzeiro com sintomas de gripe, terá entrado em contacto com a linha de apoio Saúde 24, que o encaminhou para o centro de saúde de Viana do Castelo.

Segundo disse a O MINHO fonte do gabinete de comunicação da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM,EPE), o homem apresentava “alguma sintomatologia (análise detalhada)” que poderia apontar para coronavírus, mas já os próprios técnicos do Saúde 24 tinham indicado que seria pouco provável.

“Foi percebido que o doente não padecia dos mesmos sintomas [do coronavírus], pelo que foi contactado o gabinete [de crise da Ordem dos Médicos para o Covid-19] e indicaram-nos que os sintomas não seriam os mesmos”, disse a mesma fonte.

A situação acabou por ser divulgada, erradamente, como um caso suspeito que havia sido transferido para o Hospital de São João, no Porto, unidade hospitalar preparada para receber todos os utentes com suspeitas de contágio desta epidemia.

A mesma fonte que divulgou inicialmente as suspeitas, já veio desmentir o anunciado ontem à noite.

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Viana do Castelo

Renúncia quaresmal de Viana apoia construção de igreja em Angola

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Cabinda

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O bispo de Viana, Anacleto Oliveira, anunciou, esta quinta-feira, que parte do resultado da renúncia quaresmal da diocese se destinará à construção da igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Cabinda, Angola, destruída durante a guerra.

Em causa está uma prática realizada durante os 40 dias da Quaresma em que os fiéis abdicam da compra de bens, reservando o dinheiro para projetos definidos pelo bispo da respetiva diocese.

Segundo números da Diocese de Viana, todos os anos, em média, são recolhidos cerca de 20 mil euros durante a Quaresma, que começa na quarta-feira, com a celebração de Cinzas, marcada por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Na habitual mensagem dirigida aos fiéis da Diocese de Viana, a propósito da Quaresma, Anacleto Oliveira refere que o templo será construído “no lugar da que foi destruída durante a guerra que devastou este País irmão”, na aldeia de Tando-Zinze, paróquia de Nossa Senhora das Vitórias do Lucala-Zenze, diocese de Cabinda, em Angola.

“Desta partilha, que está aliada ao jejum e se alimenta da oração, faz parte o nosso contributo penitencial, que, este ano, será canalizado, em partes iguais, para dois fins”, adiantou, referindo que a outra parte da verba apoiará uma instituição de Viana.

Trata-se do Gabinete de Atendimento à Família (GAF), ligado à Ordem dos Carmelitas Descalços “e especialmente vocacionado para o acolhimento de pessoas, vítimas de desprezo e rejeição, violências e carências, e a precisar de apoio solidário”.

As duas finalidades da renúncia quaresmal (que resulta do dinheiro que cada católico juntou graças às renúncias que fez no período da quaresma) foram decididas pelo bispo após auscultação dos conselhos Presbiteral e Episcopal.

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