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Braga

Três escolas de Braga entre as que mais inflacionam as notas dos alunos no país

No Minho, há outras duas escolas na lista: em Fafe e Monção

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Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga. Foto: Wikipedia

As escolas que inflacionam as notas dos alunos do secundário aumentaram no ano passado para 18, segundo uma lista elaborada pela Lusa a partir de dados oficiais, onde se encontram três colégios no ‘top 10’ do ‘ranking’ geral.

Desde o ano letivo de 2013/2014, 18 escolas secundárias dão sempre notas mais altas do que deviam, revelam dados do Ministério da Educação (ME) numa análise às notas que os alunos têm pelo trabalho realizado ao longo do ano na escola e os resultados que obtêm nos exames nacionais.

Por comparação com os dados divulgados em 2018, que identificavam 16 casos, desaparecem duas escolas que constavam na listagem do ano anterior e surgem quatro novas.

O Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, que este ano volta a liderar o ‘ranking’ elaborado pela Lusa com base na média das notas dos alunos nos exames nacionais, é uma das escolas que volta também a aparecer na lista dos estabelecimentos de ensino que inflacionaram as notas nos últimos cinco anos.

Por exemplo, no ano passado, os alunos daquele colégio tiveram uma média de 17,39 valores nas notas atribuídas pelos seus professores, mas quando chegaram a exame a média desceu para 15,5 valores.

Mas este não é caso único. A escola privada que aparece em 7.º lugar da lista da Lusa, o Colégio D. Diogo de Sousa, também está identificada pelo ME como um dos estabelecimentos de ensino que desde 2013 atribuiu consecutivamente notas muito acima do que deveria.

A média das notas atribuídas pela escola bracarense no ano passado foi de 16,8 valores e a média nos exames de 14,5, segundo uma análise aos dados feita pela Lusa.

O Colégio Rainha Santa Isabel, em Coimbra, também faz parte deste grupo, ao aparecer na lista das dez escolas mais bem classificadas nos exames nacionais.

Os alunos da escola privada de Coimbra tiveram uma média de 14,39 valores nos exames, que valeu um 8.º lugar no ‘ranking’ de 2018, mas pelo trabalho realizado ao longo do ano a média subiu mais de dois valores (16,6 valores).

O Colégio Luso-Francês, no Porto, é o outro caso, surgindo em 9.º lugar do ranking geral porque os seus alunos tiveram uma média de 14,2 valores nos exames, mas, depois, na nota interna a média aumentou para os 16,5 valores.

Comparando com os dados do ano anterior, verifica-se que a maioria das escolas se mantém, tendo apenas desaparecido dois estabelecimentos de ensino: a Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Vila Nova de Gaia, e o Colégio do Minho, em Viana do Castelo.

Na lista deste ano há quatro novidades: a Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, o Colégio da Rainha Stª Isabel, em Coimbra, e os colégios “Casa Mãe” e Amorim.

À exceção do Colégio Rainha Santa Isabel, em Coimbra, todas as outras escolas privadas situam-se a norte do país.

Os colégios continuam a ser os que mais inflacionam as notas: das 18 escolas, apenas três são públicas, um procedimento que pode permitir a um aluno passar à frente no acesso ao Ensino Superior.

A Lusa elaborou ainda uma lista das escolas que dão notas abaixo do que seria expectável: são 16 e ao contrário do que acontece com a inflação há apenas três são privadas.

– Lista das escolas que inflacionam e deflacionam as notas dos alunos:

Quadro das escolas que mais inflacionam as notas

Nome da Escola | Concelho

Colégio das Terras de Santa Maria, Santa Maria da Feira

Colégio “D. Diogo de Sousa”, Braga

Externato “Carvalho Araújo”, Braga

Escola Secundária Alberto Sampaio, Braga

Escola Secundária de Fafe, Fafe

Colégio da Rainha Stª Isabel, Coimbra

Externato “Camões”, Gondomar

Colégio Paulo VI de Gondomar, Gondomar

Colégio Novo da Maia, Maia

Colégio “Casa Mãe”, Paredes

Colégio D. Duarte, Porto

Colégio “Luso Francês” Porto

Colégio “Nossa Senhora do Rosário” Porto

Externato “Ribadouro” Porto

Colégio de Amorim, Póvoa de Varzim

Colégio da Trofa, Trofa

Escola Secundária de Monção, Monção

Colégio de Lamego, Lamego

Quadro das escolas que mais deflacionam as notas

Nome da Escola | Concelho

Escola Secundária de Estarreja, Estarreja

Escola Secundária de Arganil, Arganil

Salesianos do Estoril – Escola, Cascais

Escola Secundária do Restelo, Lisboa

Escola Secundária Rainha Dona Amélia, Lisboa

Escola Secundária D. Pedro V, Lisboa

Colégio Bartolomeu Dias, Loures

Escola Secundária da Ramada, Odivelas

Escola Secundária Dr. António Carvalho Figueiredo, Loures

Escola Secundária José Saramago, Mafra

Colégio Santo André, Mafra

Escola Secundária Stuart Carvalhais, Massamá – Sintra

Escola Secundária de Mem Martins, Sintra

Escola Secundária Gago Coutinho, Alverca do Ribatejo – Vila Franca de Xira

Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, Almada

Escola Secundária Dr.ª Felismina Alcântara, Mangualde

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Braga

Homem condenado por chamar vigarista, ladrão e Bourbon a advogado de Braga

Antigo empresário

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Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação de um antigo empresário da construção civil por difamação ao seu advogado, por o ter apelidado de “grande vigarista”, “puro ladrão”, “desadvogado” e “mais um Bourbon”.

Segundo acórdão hoje consultado pela Lusa, o arguido fica, assim, condenado a 1.200 euros de multa e ao pagamento de uma indemnização de 2.000 euros ao advogado.

As expressões alegadamente difamatórias constam num requerimento que o arguido enviou à Ordem dos Advogados relativo a um pedido de laudo de honorários intentado pelo seu advogado, com escritório em Braga.

Um requerimento enviado por considerar que a atuação do advogado enquanto seu mandatário em vários processos foi incorreta.

A Relação diz ser admissível que alguém que se sente prejudicado por outra pessoa, ou descontente com a sua forma de atuação, possa manifestar o seu desagrado “com palavras mais acintosas, cruéis e agressivas”.

No entanto, considera que o arguido “manifestamente se excedeu”, ao usar expressões como “grande vigarista”, “puro ladrão”, “desadvogado” e “mais um Bourbon”.

Lembra que Bourbon é o apelido de dois advogados de Braga condenados a 25 anos pelo homicídio de um empresário de Braga, conjuntamente com mais quatro arguidos.

Para a Relação, o arguido ultrapassou “todos os limites do direito ao protesto e à reclamação, pondo em causa o direito à dignidade” do advogado, bem como a reputação social e profissional.

“São, aliás, por demais evidentes os reflexos negativos que uma tal atuação é suscetível de originar quando está em causa uma atividade profissional liberal, cujo sucesso depende também da imagem que os clientes que recorrem aos respetivos serviços fazem desse profissional, pelo que o mínimo belisque na sua honra, consideração e bom nome poderá, sem dúvida, pôr em causa o exercício efetivo dessa mesma atividade”, refere ainda o acórdão da Relação.

Após a condenação no Tribunal de Braga, o arguido recorreu, pedindo a absolvição do crime de difamação do crime ou, em última circunstância, a redução da pena e do valor a pagar a título de indemnização.

Alegou que as referidas expressões, no contexto em que foram utilizadas, não revestem cariz difamatório nem são objetivamente ofensivas.

Considerou ainda que o tribunal não teve em consideração o que ele disse em sede de audiência de discussão e julgamento, no qual “demonstrou arrependimento e mostrou interesse em pedir desculpa ao assistente pelo sucedido”.

A Relação, no entanto, manteve a decisão da primeira instância.

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Braga

Atenção, Braga. Trânsito condicionado na Variante Sul na segunda-feira (a partir das 09:15)

Circulação através da alternância de faixas, a partir das 09:15 da manhã

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Imagem: CM Braga

Condicionamentos à normal circulação de trânsito – Informação Municipal

O Município de Braga informa que, devido a trabalhos de conservação na Variante Sul, haverá constrangimentos do trânsito automóvel a partir da próxima segunda-feira, 25 de março. Os limites da intervenção compreendem-se a Sul, entre a Av. Miguel Torga (UF Nogueira, Lamaçães, Fraião) e a Norte pela intercepção da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires com a Av. Padre Júlio Fragata (excluindo-se a passagem inferior de intersecção com a Av. João Paulo II).

A circulação de viaturas será garantida de forma condicionada, através da alternância de faixas, sendo esta acção coordenada por agentes de autoridade destacados para o efeito.

Os trabalhos terão início a partir das 9:15, recomendando-se aos utilizadores a máxima prudência na circulação viária, através da adaptação da condução aos condicionalismos que se verificarão no terreno.

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Braga

Festival Vegan em Braga espera 2 mil pessoas

Evento decorre durante dois dias

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Foto: DR

A primeira edição do Festival Vegan em Braga, que decorre nos dias 30 e 31 de março com entrada livre. Durante o evento, será possível conhecer mais de 15 expositores dedicados ao veganismo, almoçar, jantar, e ouvir desde um workshop de comunicação destinado a ativistas a várias palestras. O festival terá lugar no espaço Toca, nos antigos cinemas do Bragashopping.

Foto: DR

O Festival Vegan é uma iniciativa do movimento cívico independente Braga para Todos que defende uma alimentação vegan e tem vários eventos desde a sua criação em julho de 2017, como o S. João Vegan, Dia Mundial contra o Especismo, Dia Mundial do Veganismo a par de várias ações pelo bem-estar e direitos dos animais e tem na organização a associação de proteção de animais Abandoned Pets e associação Braga Animal Save e apoio logístico do Espaço Toca e da marca Celeiro.

O festival tem como objetivo, segundo Elda Fernandes, mostrar como é simples e urgente adotar o veganismo.

“Numa altura em que há alguma consciência do estado do nosso planeta, é um continuar com carne no prato, quem defende mudanças para salvar o nosso planeta dificilmente terá argumentos bons para não ser vegan, além disso, defendemos os direitos dos animais e não se pode considerar que estes tenham uma vida digna, longe disso, são tratados como objetos onde o seu fim é satisfazer um prazer nosso, mesmo que a nossa posição coloque muitos ativistas revoltados, temos que entender que a indústria agropecuária, além de destruir o planeta é uma ação cruel que uma espécie, a humana, faz sobre outra, é uma consequência de uma tradição do antropocentrismo que não faz sentido na forma como pensamos o todo”.

O Festival Vegan, além de refeições confecionadas pelas associações organizadoras que revertem na totalidade para o bem-estar animal e carecem de inscrição obrigatória, terá ainda a presença de expositores como: Capuchinho Verde, Menu Vegan, Mãe Natureza, Panos da Vera, Respiramor, Vegan Care, Malu ecoshop, Bvegan, Nina Coopstore, Pecado Saudável, Adamasttor, Enchidos Agramonte, Bee Portugal, The vegan Care, Flor da vida, Chanson Portugal, Petiscos Vegan, Hibiscos, Associação Vegetariana Portuguesa.

A nível de ações, o festival começa, no sábado às 15:00 com um workshop destinado a ativistas e a associações, onde serão transmitidas noções básicas de comunicação que visam passar uma mensagem de forma clara, objetiva e transmitir ferramentas para que um ativista consiga criar um comunicado de imprensa, o workshop será dado por Elda Fernandes, uma das fundadoras do movimento Braga para Todos, com formação e experiência na área da comunicação, após as 16:30 inicia-se a palestra do Braga Animal Save e a visualização e discussão do documentário “The end of meat”, no horário do jantar haverá atuação ao vivo da banda Pain is the new cocaine, o fecho, no primeiro dia do festival está previsto pelas 22:00.

No domingo, o festival abre portas pelas 11:00 e haverá uma palestra ao 12:00 com a presença do fundador da Ecoaldea Vegetariana Espiral, Atzar Batlle, segue o brunch servido do 12:30 às 14:00, um brunch e terá em simultâneo uma exibição de dança da Arabesk Troupe.

Após as 15:00, começam as palestras com Rafael Pinto um conhecido youtuber vegan e atleta, que falará do veganismo e exercício físico, segue-se uma palestra sobre a indústria agropecuária e as alterações climatéricas com a Climate Save Portugal, depois pausa de uma hora. No último quadro de palestra será possível ouvir Juliana Ferreira, licenciada em Filosofia pela Universidade do Minho, que falará sobre “Seres sencientes como propriedade ou responsabilidade” Pedro DMaster Gonçalves que falará do Veganismo fora da luta de mercados” e por fim, Andréa Medeiros integrante do Braga para Todos que falará do “Consumismo e sofrimento animal”. O festival fecha as portas no dia 31 de março às 19:00.

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