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Viana do Castelo

Três companhias luso-espanholas em festival de teatro amador de Viana do Castelo

No teatro Sá de Miranda

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Foto: Divulgação

Três companhias, duas espanholas e uma portuguesa, marcaram presença na segunda edição do festival transfronteiriço de teatro amador que decorre nos dias 20 a 22 deste mês no teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, informou esta segunda-feira a organização.

Segundo o Teatro do Noroeste-CDV, companhia profissional de Viana do Castelo, no primeiro dia, a programação do PLATTA, com companhias do Alto Minho, da Galiza e de Castela Leão, inclui a apresentação de Get Back, pelo Porta Aberta Teatro, de Vigo, pelas 21:30.

No sábado, dia 21, também às 21:30, o Teatro Cachivache, de Palencia, sobe a palco com a peça “Meditaciones para una emergencia”.

No último dia do festival, pelas 12:00, são apresentadas as leituras encenadas em três línguas, do texto vencedor do Prémio PLATTA do Teatro Breve, a obra “A Importância de se Chamar António”, de Xacobe García.

Às 15:00, a encenadora Luísa Pinto dará uma palestra, no salão cobre do Teatro Municipal, com o tema “Teatro e Inclusão”.

Às 17:00, o Grupo de Teatro do Vez apresentará “Os 10 Cobrimentos”, espetáculo que encerrará o evento.

Com três edições por cada região membro, o Festival Transfronteiriço é promovido pela PLATTA – Plataforma Transfronteiriça de Teatro Amador, criada há mais de oito anos para “fomentar o diálogo do teatro amador transregional e transnacional como uma realidade dentro do espaço cultural nacional e europeu”.

A primeira edição decorreu, em março de 2018, em Castela e Leão, em junho, na Galiza e, em setembro em Viana do Castelo, organizado, pela primeira vez, na capital do Alto Minho, através da TEIA – Teatro Em Iniciativa Associativa.

A TEIA é uma rede cultural dinamizada pelo projeto Comunidade do Teatro do Noroeste – CDV composta por 23 entidades culturais da região.

Em dezembro de 2017, a TEIA formalizou a adesão à PLATTA, juntando-se à FEGATEA – Federação Galega de Teatro Amador, pela Erregueté – Revista Galega de Teatro, pela Federação de Grupos Amadores de Teatro Castela e Leão.

Viana do Castelo

Hospital particular de Viana recebe até 8 doentes não-covid para aliviar SNS

Unidade já acolheu quatro utentes

Foto: Google Maps

O hospital particular de Viana do Castelo vai receber até oito doentes sem infeção por SARS-CoV-2 para permitir ao hospital público aumentar o número de camas disponíveis para combater a pandemia de covid-19, foi hoje divulgado.

“Na terça-feira, o hospital de Santa Luzia reencaminhou os primeiros dois doentes, na quarta-feira outros dois. No total, temos já quatro doentes com diversas patologias, não associadas à covid-19. Nesta fase, disponibilizamos um total de oito camas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, disse hoje à agência Lusa o diretor clínico do Hospital Particular de Viana do Castelo.

Segundo Domingos Oliveira, “o acordo foi estabelecido, na semana passada com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte”.

“Fomos contactados no sentido de ajudar a aliviar o hospital público neste momento crítico. Não foi nossa uma preocupação com o valor do pagamento do serviço, mas responder à fase crítica que o país está a atravessar. Temos todos de fazer o que é preciso para tentarmos ajudar o SNS que está sob muita pressão, porque há muitos doentes com covid-19 que desgastam muito os recursos humanos que estão a chegar ao limite”, sustentou.

Com sete pisos, três dos quais para internamento, com capacidade total de 48 camas, o hospital particular entrou em funcionamento em abril 2004. Tem 150 funcionários nos quadros, a que acrescem 150 colaboradores.

“É o nosso papel no âmbito da responsabilidade social e que assumimos dentro das nossas capacidades. É um hospital pequeno, temos os nossos doentes e temos de ir ajustando a resposta. Se a situação piorar teremos de limitar as nossas atividades, como fizemos na primeira vaga, para termos mais capacidade para receber mais doentes”, adiantou.

Segundo Domingos Oliveira, na primeira vaga da pandemia de covid-19, o hospital particular “cedeu um dos dois ventiladores de que dispõe ao hospital de São João, no Porto, e três enfermeiros à Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que acabaram por ser integrados nos quadros do hospital de Santa Luzia”.

Desde novembro que funciona no hospital particular um posto de rastreio à covid-19, num contentor instalado no parque de estacionamento, onde já foram realizados “cerca de três mil testes PCR e 4.500 rápidos”.

Aquele posto de rastreio realiza testes prescritos pelo SNS.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, entre eles, cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Hotel, supermercado e restaurante nascem no local da antiga Somartis em Viana

Holandeses investem 18 milhões em empreendimento

Foto: DR / Arquivo

O grupo holandês Ten Brinke vai investir cerca de 18 milhões de euros num empreendimento que inclui um hotel, supermercado e restaurante, nos terrenos de uma empresa de tapetes fundada nos anos 60, entretanto encerrada.

“Contamos iniciar a construção do empreendimento a partir de meados de junho para até final do ano concluir, pelo menos, dois dos três operadores: o supermercado e do restaurante”, disse hoje à agência Lusa, Francisco Coelho, diretor de projetos da Ten Brinke em Portugal.

Segundo aquele responsável, “o projeto de loteamento para instalação de três operadores nos terrenos da antiga Somartis já foi aprovado pela Câmara de Viana do Castelo”.

“Podemos avançar para a aquisição dos terrenos, sendo que ainda falta apresentar o projeto urbanístico do loteamento para obtermos o alvará de construção”, especificou.

Francisco Coelho escusou-se a avançar, nesta fase, as marcas do supermercado, do restaurante de ‘fast-food’ e do hotel que integram o projeto.

O responsável explicou que o empreendimento a instalar em Viana do Castelo “é o segundo investimento do grupo holandês em Portugal”.

“No final de março, contamos abrir um hotel de 3 estrelas, do grupo hoteleiro francês B&B, em Matosinhos, num investimento de 10 milhões de euros”, especificou.

À Lusa, o vereador com os pelouros do Planeamento e Gestão Urbanística, Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Económico, Luís Nobre, disse ter assinado o “despacho de deferimento do projeto de loteamento, faltando a emissão do alvará de construção”.

Em causa estão 13 mil metros quadrados de terreno, situados na entrada norte da cidade, junto à Estrada Nacional (EN), onde está instalado o armazém da empresa Somartis, fundada nos finais dos anos 60 por um engenheiro belga que veio trabalhar como consultor de métodos de trabalho nos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Na altura, a empresa, muito procurada por espanhóis, chegou a ter uma fábrica de tapetes que foi, entretanto, desativada. Atualmente, funcionava apenas como armazém de venda de tapeçaria e artesanato.

Nos anos 80, a aposta do empresário na exposição de animais raros, como tigres, lamas, macacos entre outros, era motivo de verdadeiras romarias à Somartis.

Em janeiro de 2020, contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, admitiu ser “importante revitalizar aquela zona de entrada da cidade”.

“É uma área de terreno considerável que não está rentabilizado, faz todo o sentido que haja um projeto para revitalizar o tecido urbano da zona onde está situada aquela antiga unidade industrial de tapetes. Atualmente já não tem a atividade que de há uns anos”, referiu.

Segundo José Maria Costa, trata-se de uma zona da cidade “com boas acessibilidades” e que o “projeto de requalificação apresentado tem algumas funções que fazem falta numa zona urbana”.

“Estamos a analisar o pedido do ponto de vista urbanístico. É um investimento importante e, nesta fase, em que é preciso reativar a economia, é um investimento que estamos a acompanhar com muito interesse”, referiu na ocasião.

A empresa Somartis foi, em 2001, a última concessionária do elevador de Santa Luzia antes de adquirido, reabilitado e reativado pela Câmara de Viana do Castelo, em 2007.

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Viana do Castelo

Recolhidos 164 votos de pessoas em isolamento em Viana

Eleições presidenciais 2021

Foto: DR

As equipas de recolha de votos de pessoas em confinamento obrigatório recolheram 164 votos antecipados para as eleições presidenciais de domingo em todas as 27 freguesias de Viana do Castelo, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado enviado às redações, explicou que o trabalho de recolha dos boletins de voto destes eleitores foi feito, porta a porta, “por duas equipas, cada uma com três elementos, montadas pelas autarquias, devidamente equipadas e com regras sanitárias estritas”.

“Uma das equipas ficou responsável pela recolha de votos nos lares e a outra recolheu os votos nos domicílios de cidadãos em confinamento obrigatório. Assim, votaram nos lares 80 munícipes, tendo sido também recolhido 84 votos de munícipes em confinamento”, especifica a nota.

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