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SC Braga

Cinco finais e recordes pessoais são a meta lusa nos Europeus de piscina curta

Em Glasgow

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO/Arquivo

A presença em cinco finais, dez classificações entre os 16 primeiros e o estabelecimento de recordes pessoais são os objetivos traçados pelo Diretor Técnico Nacional para a participação portuguesa nos Europeus de piscina curta, que começam na quarta-feira.

Tamila Holub e José Paulo Lopes, do SC Braga, estão entre os convocados.

“As expectativas são as de que todos consigam estabelecer os seus recordes pessoais. À partida, se isso acontecer, temos a perspetiva de participar em cinco finais e ter dez classificações dentro dos 16 primeiros”, apontou José Machado, em declarações à agência Lusa.

O Diretor Técnico Nacional acredita que, “de uma maneira geral”, seja possível haver representação lusa nas finais das “provas masculinas de estilos, nas provas femininas de 200 metros mariposa, 400 e 800 livres” dos Europeus de piscina curta, que decorrem entre 04 e 08 de dezembro, no centro internacional de natação Tollcross, em Glasgow, Escócia.

“São aquelas que poderão ter a maior perspetiva de participação nas finais. Poderá haver uma ou outra prova que seja, digamos, uma surpresa, mas à partida é mais pensando nessas provas que pensamos nessa possibilidade”, completou.

José Machado notou ainda que se a grande maioria dos nadadores presentes conseguir estabelecer recordes pessoais, essas marcas vão coincidir, “quase por inerência”, com os recordes nacionais, uma vez que a maioria dos convocados são já os detentores dos mínimos dessas mesmas distâncias.

A pouco mais de sete meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o responsável técnico da Federação Portuguesa de Natação considerou os Europeus de Glasgow como o segundo momento mais importante para os nadadores envolvidos na preparação para Tóquio2020.

“Atendendo que o grande objetivo de época são os Jogos Olímpicos, e atendendo ao afastamento entre os dois momentos, acreditamos que é possível que os nadadores portugueses se consigam apresentar num bom momento de forma neste Europeu, sem que isso tenha qualquer implicação com a preparação que têm conduzido para os Jogos”, avaliou.

Segundo José Machado, o mesmo já “não é tão verdade no que refere ao Campeonato da Europa de piscina longa”, devido à sua proximidade com Tóquio2020 – os Europeus são em maio e os Olímpicos em julho.

“Pode acontecer que, para alguns nadadores, o facto de estarem a apontar especificamente para os Jogos Olímpicos possa ter alguma interferência nessa participação [nos Europeus de piscina longa]. Digamos que estes Europeus [de Glasgow] poderão funcionar como uma fase preparatória para Tóquio. Estes aqui não têm qualquer ligação e, por isso, e depois de consultarmos previamente os treinadores dos nadadores que estão nessa situação, foi unânime que iriam fazer o momento de forma normal para esta época de inverno e depois, então, virar as atenções para os Jogos”, detalhou.

Com o momento mais importante da vida de um atleta ao ‘virar da esquina’, o responsável federativo não esconde que a proximidade dos Jogos Olímpicos traz junto “algum acréscimo de ansiedade”, apontando como objetivo primordial conseguir que os nadadores possam focar-se “o mais possível” na preparação e menos “no produto, que neste caso vai ser o resultado” que estes vão obter na capital nipónica.

“A tentativa é que se consiga, na medida do possível, cumprir o processo de preparação desenhado em conjunto com os treinadores dos atletas e, depois, ter esperança que essa preparação decorra dentro da normalidade para que o nadador se consiga apresentar na melhor forma, que esperamos que seja a melhor destes últimos quatro anos. É esse o objetivo até aos Jogos”, pontuou.

Ana Monteiro, Diana Durães, Raquel Gomes Pereira, Tamila Holub, Victoria Kaminskaya, Alexandre Amorim, Aléxis Santos, Diogo Carvalho, Francisco Quintas, José Paulo Lopes e Miguel Nascimento são os nadadores convocados.

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SC Braga

Europeus crosse: A hora dos mais novos, com Mariana Machado

Prova que se disputa no domingo, no Parque da Bela Vista, em Lisboa

em

Foto: DR/Arquivo

Mariana Machado, uma jovem bracarense de 19 anos, é o grande destaque a nível de portugueses para os Europeus de corta-mato, que se disputam no domingo, no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

Portugal, que apresenta equipas em seniores, sub-23 e juniores, tanto em masculinos como em femininos, e ainda uma estafeta mista, tem maiores expectativas nas corridas dos mais novos, já que Etson Barros também é candidato às medalhas, mesmo com a presença do norueguês Jakob Ingerbritsen.

Filha da fundista olímpica Albertina Machado e treinada pela experiente Sameiro Araújo, Mariana ‘explodiu’ como atleta este ano, num percurso em que se destaca a ‘prata’ nos 3.000 metros dos Europeus de juniores, no mesmo dia em que foi quarta nos 1.500.

Já no outono, surpreendeu ao aparecer num patamar ainda mais elevado, correndo entre a elite e lutando com as africanas nos exigentes crosses disputados em Espanha, vencendo mesmo em uma dessas provas.

Há dois anos, com 17 anos, foi 24.ª e no ano passado melhorou para 15.ª. Agora, com um apuro de forma notável e confiança ao máximo, é favorita.

Já Etson Barros, ainda com 18 anos – tem mais um ano como júnior -, chega ao nível dos melhores no primeiro ano em que corre pelo Benfica. Antes, competia pelo algarvio Pechão, de Ana Cabecinha, tendo-se iniciado como marchador.

O pupilo de Paulo Murta também evoluiu muito na última época e não parou de mostrar grande potencial na época de crosse, também em Espanha.

Dificilmente será aposta para vencer, dada a presença de Jakob Ingerbritsen, mas poderá chegar ao pódio.

Na Bela Vista, Portugal vai ter 37 em 40 atletas possíveis e só não faz o pleno, como estava delineado, porque o selecionador nacional, António Sousa, decidiu não preencher todas as vagas das selecionadas e pré-selecionadas que declinaram o convite, por lesão ou opção de época.

Uma decisão com alguma polémica e contestação, por parte de atletas que até apareceram numa prova de observação, há duas semanas, de que apenas saiu Susana Francisco, que assim se junta às muito experientes Salomé Rocha e Dulce Félix.

Para pontuar coletivamente não há margem de erro, numa seleção que seria candidata ao pódio, com Jessica Augusto, Inês Monteiro, Sara Moreira e Catarina Ribeiro.

Dulce Félix, medalhada quatro vezes entre 2010 e 2013 (duas pratas e dois bronzes), e Salomé Rocha, a melhor portuguesa em quatro das cinco últimas edições, são nomes incontornáveis do meio-fundo português.

Salomé Rocha vai para a 12.ª presença e Dulce para a nona e mesmo que os seus melhores momentos como especialistas de corta-mato já tenham passado (agora são essencialmente maratonistas), é com alguma expectativa que se aguardam os resultados das suas provas.

A equipa masculina de seniores, também sem vários dos melhores e com o campeão nacional, Rui Teixeira, vindo de uma maratona, tem aspirações naturalmente limitadas.

Há um ano, foi 12.ª entre 16 equipas classificadas, pelo que fazer melhor do que isso é a primeira meta.

Coletivamente, Portugal esteve ‘apagado’ há um ano, com classificações na segunda metade da tabela, em todas as corridas, pelo que se espera um pouco melhor agora, atendendo ao ‘fator casa’.

Por clubes, o Sporting domina, com 14 atletas, à frente do Benfica (nove), do SC Braga (cinco) e nove de outros sete clubes.

As corridas realizam-se todas na manhã de domingo, a partir das 10:00 horas, com entregas de medalhas às 14:00.

– Programa:

09:45 – cerimónia de abertura

10:00 – sub20 (M), 6.225 metros

10:30 – sub20 (F), 4.225

10:55 – sub23 (M), 8.225

11:30 – sub23 (F), 6.225

12:05 – estafeta mista, 4×1.500

12:35 – seniores (M), 10.225

13:20 – seniores (F), 8.225

14:00 – cerimónias protocolares.

— Seleções portuguesas:

– Masculinos:

Seniores:

André Pereira, Benfica

Miguel Marques, Sporting

Hugo Almeida, Sporting Braga

Rui Teixeira, Sporting

Paulo Barbosa, Maia

Luís Saraiva, Sporting Braga

Sub-23:

Isaac Nader, Benfica

Alexandre Figueiredo, Benfica

Ricardo Ferreira, Sporting

Cristiano Borges, Sporting

Jorge Moreira Sporting Braga

Filipe Vitorino, CN Rio Maior

Juniores:

Etson Barros, Benfica

Ruben Amararal, Sporting

Miguel Ribeiro, Benfica

Miguel Moreira, Sporting

Duarte Gomes, Benfica

Nuno Pereira, Sporting

– Femininos:

Seniores:

Dulce Félix, Benfica

Salomé Rocha, Sporting

Susana Francisco, Sporting Braga

Sub-23:

Joana Ferreira, Juventude Vidigalense

Beatriz Rodrigues, Sporting

Manuela Martins, Maratona

Sara Duarte, Jardim da Serra

Lília Martins, Juventude Vidigalense

Sara Monteiro, NucleoOeiras

Juniores:

Mariana Machado, SC Braga

Lia Lemos, Maia

Bárbara Neiva, Sporting

Mónica Silva, Vitória SC

Cátia Pereira, Sporting

Camila Gomes, Benfica

– Estafeta mista:

Salomé Afonso, Sporting

Patrícia Silva, Benfica

Paulo Rosário, Sporting

Luís Monteiro, Sporting

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Futebol

Sá Pinto: Braga está a viver melhor fase da época

Treinador feliz com os resultados

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Foto: Facebook de SC Braga

Declarações após o jogo da 12.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Rio Ave (2-0), hoje disputado em Braga.

Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “Houve uma boa reação do Rio Ave na segunda parte, porque tem uma boa equipa e uma ideia de jogo muito positiva, à imagem do seu treinador, Carlos Carvalhal, de quem gosto pessoal e profissionalmente.

Previa-se um jogo difícil e foi. Na primeira parte, fomos superiores, controlámos o jogo, houve alguma igualdade no início, mas depois fomos dominadores, criámos, fizemos um golo e podíamos ter feito mais dois, a equipa fez uma excelente primeira parte.

Na segunda, houve uma reação do Rio Ave, com alma e algum jogo direto também. Podiam ter feito um golo, mas penso que, no cômputo geral, é de louvar a vitória, neste relvado muito difícil e pesado. Tivemos três dias para preparar este jogo, eles tiveram oito, há uma sobrecarga enorme de jogos, mas fomos guerreiros uma vez mais, superámo-nos. Tínhamos o aliciante de ganhar pontos às equipas que lutam pelos lugares da frente e pelas competições europeias, foi uma jornada completa e uma semana extraordinária para a nossa equipa.

(Melhor fase da época?) Em termos de resultados, aceito que seja. Estamos em quinto, com os mesmos pontos que o Boavista, estamos melhores, subimos na tabela classificativa, mas também já houve fases em que gostei mais da equipa nos 90 minutos, é o futebol. A equipa soube viver com a pressão de ser fundamental ganhar hoje”.

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Carlos Carvalhal (treinador do Rio Ave): “Sim, numa análise muito resumida, podemos dizer que o jogo foi a eficácia do Braga e a ineficácia do Rio Ave.

Começámos bem o jogo, fizemos o que treinámos nos primeiros 10/15 minutos, mas a partir daí perdemos referências, talvez pelo relvado, o Braga teve maior domínio, marcou numa altura em que não tinha criado grandes situações, o Kieszek foi chamado a intervir por uma vez, mas esse domínio e posse de bola justificava o resultado ao intervalo.

A segunda parte foi completamente diferente do Rio Ave, mais desinibida e afoita, circulámos mais a bola, era importante ter a bola, e tivemos duas perdidas flagrantes. Na primeira e única oportunidade na segunda parte, o Braga fez o 2-0.

SC Braga ganha e recupera na classificação

Não quero falar da arbitragem, porque não quero justificar a derrota com o árbitro, mas com a falta de eficácia do Rio Ave, tivemos três grandes oportunidades para marcar.

Quero falar sobre o Mehdi, porque jugo que há uma ideia preconcebida [dos árbitros] sobre ele. Já estive para dizer isto num jogo anterior, mas a verdade é que o perdi por dois meses por entradas duras.

Ele não se faz aos penáltis, é um jogador perigoso que tem levado uns valentes ‘cacetes’ desde que chegou a Portugal. No jogo com o Sporting [3-2 para o Rio Ave], sofreu três penáltis que o VAR reviu, não foram inventados. Num desses lances, sofreu uma lesão que o afastou cerca de um mês. É importante rever todas as situações e não ir para o jogo com ideias preconcebidas.

Queria ainda deixar uma palavra aos jogadores do Sporting de Braga, que têm sido uns grandes heróis, e a um grande trabalho do Sá Pinto, porque imagino a dificuldade de jogar de quatro em quatro dias num relvado como este está, e recuperar os jogadores de jogo para jogo. É uma tarefa muito difícil e julgo que o relvado tem sido mesmo o grande adversário do Braga nos últimos jogos. Quero saudar o Braga pela excelente presença nas competições europeias”.

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Futebol

SC Braga ganha e recupera na classificação

‘Goleadores’ Paulinho e Ricardo Horta deram triunfo difícil sobre o Rio Ave

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Foto: Divulgação / SC Braga

O Sporting de Braga venceu hoje o Rio Ave, por 2-0, na 12.ª jornada da I Liga de futebol, com golos dos ‘habituais’ Paulinho e Ricardo Horta, os dois melhores marcadores da equipa minhota, ambos com 11 golos.

Paulinho marcou o primeiro, aos 41 minutos, e Ricardo Horta o segundo, aos 80, numa vitória difícil diante de um Rio Ave que só foi ameaça real na segunda parte.

Cada um dos avançados leva 11 golos marcados no conjunto da temporada – são responsáveis por quase metade dos tentos dos bracarenses em todas as competições esta época (22 num total de 46) -, e, hoje, os dois voltaram a fazer a diferença, em contraponto com os dianteiros do Rio Ave Bruno Moreira e Mehdi, que desperdiçaram algumas claras situações para marcar.

O Braga, que vinha de um empate caseiro (3-3) com sabor a vitória, na quinta-feira, diante do Wolverhampton, que lhe valeu o carimbo para a fase seguinte da Liga Europa, cola-se agora ao Boavista no quinto lugar, com 18 pontos, enquanto o Rio Ave caiu para a nona posição, com 15.

A primeira ocasião clara para marcar até pertenceu aos vila-condenses, mas Pablo substituiu Eduardo e evitou o golo de Bruno Moreira (07 minutos).

A partir daí, o jogo passou a ter só um sentido, o da área do Rio Ave, mas o Sporting de Braga, apesar de controlar a partida, jogava de forma lenta.

A melhor oportunidade antes do golo inaugural surgiu aos 35 minutos, por Ricardo Horta, após jogada de insistência do irmão André pela esquerda, mas Kieszek, com uma grande defesa, fechou a baliza vila-condense.

O Rio Ave não existia ofensivamente e, aos 41 minutos, o Braga chegou ao golo: centro largo de Sequeira, Fransérgio amorteceu de cabeça e Paulinho rematou de pronto.

O Rio Ave entrou transfigurado na segunda parte e, logo no primeiro minuto, Pedro Amaral pôs Eduardo à prova após uma boa jogada individual.

Aos 66 minutos, e aproveitando um péssimo posicionamento de Diogo Viana, Mehdi teve no pé direito uma grande chance para empatar, mas rematou muito mal já bem dentro da área.

Pouco depois, Carlos Mané deixou dois adversários para trás numa grande aceleração, isolou Mehdi, mas o iraniano, com Eduardo pela frente, preferiu assistir Bruno Moreira e gorou uma soberana ocasião do Rio Ave (73).

Sá Pinto já tinha lançado Rui Fonte e Galeno e seria o primeiro, com um grande passe, a permitir a Ricardo Horta fazer o segundo golo dos bracarenses, que ‘matou’ a partida (80).

SC Braga está a viver melhor fase da época

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Rio Ave, 2-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Paulinho, 41 minutos.

2-0, Ricardo Horta, 80.

Equipas:

– SC Braga: Eduardo, Diogo Viana, Bruno Viana, Pablo, Sequeira, Palhinha, André Horta (Galeno, 65), Fransérgio, Ricardo Horta, Wilson Eduardo (João Novais, 82) e Paulinho (Rui Fonte, 60).

(Suplentes: Matheus, Tormena, Agbo, João Novais, Xadas, Galeno e Rui Fonte).

Treinador: Ricardo Sá Pinto.

– Rio Ave: Kieszek, Júnio Rocha, Borevkovic, Aderlan Santos, Matheus Reis, Filipe Augusto, Vitó (Gabrielzinho, 75), Pedro Amaral (Joca, 60), Carlos Mané, Mehdi e Bruno Moreira (Schutte, 82).

(Suplentes: Paulo Vítor, Nélson Monte, Joca, Messias, Leandro, Gabrielzinho e Schutte).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Vitó (14), Sequeira (74), Júnio Rocha (85), Diogo Viana (88).

Assistência: 7.274 espetadores.

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