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Guimarães

Treinadores de Guimarães proibidos de sair de cidade na China devido ao ‘coronavírus’

Cidade fechada

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Foto: Reflexo Digital

As autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e de mais duas cidades vizinhas, por período indeterminado, com o objetivo de conter a propagação de um novo tipo de coronavírus. Uma situação que apanhou milhões de pessoas desprevenidas, na véspera do início das férias do Ano Novo Lunar.

Miguel Matos, natural de Caldas das Taipas, concelho de Guimarães, estava de malas feitas para as Filipinas quando foi impedido de partir, parte de um bloqueio que visa travar a propagação de uma nova epidemia.

“É preciso muito azar”, conta à Lusa o treinador de guarda-redes do Hubei Chufeng Heli, clube que compete na terceira divisão chinesa de futebol. “Vim na quarta-feira do estágio de pré-época em Kunming (sudoeste da China), só para pegar nas malas, e hoje de manhã fui notificado que não podia sair da cidade”, revela.

“Autoestradas, ligações ferroviárias e aéreas, está tudo fechado”, descreve. “Não podemos sair daqui”, acrescenta.

As autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e de mais duas cidades vizinhas, por período indeterminado, numa quarentena de facto que apanhou milhões de pessoas desprevenidas, na véspera do início das férias do Ano Novo Lunar.

A principal festa das famílias chinesas, equivalente ao Natal nos países ocidentais, é também a maior migração interna do planeta: segundo o ministério chinês dos Transportes dever-se-ão registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

António Rosa, professor de Design e Arte numa escola internacional de Wuhan, também foi apanhado de surpresa: “Já estava de férias há vários dias, mas fiquei a aguardar pelas férias da minha namorada, que começam na sexta-feira, para viajarmos juntos para o Vietname”.

“Se soubesse o que sei hoje já não estava aqui”, diz à Lusa.

O vírus foi inicialmente detetado no mês passado num mercado de mariscos nos subúrbios de Wuhan, a capital da província de Hubei, que é também um importante centro de transporte doméstico e internacional, mas alastrou-se, entretanto, a várias províncias chinesas.

A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Inicialmente as autoridades chinesas reportaram apenas 41 pacientes, todos em Wuhan, e descartaram que a doença fosse transmissível entre seres humanos, mas o número de infetados aumentou rapidamente esta semana e atingiu esta quinta-feira os 616, distribuídos por 25 províncias e regiões chinesas, e matou 18 pessoas.

Miguel Matos conta que em Wuhan, a sétima maior cidade da China, com 11 milhões de habitantes, o silêncio é “total”, com os “estabelecimentos encerrados e as ruas vazias”.

Após a notificação das autoridades, legumes e outros bens esgotaram rapidamente nos supermercados da cidade, à medida que as famílias vão acumulando mantimentos. Nas bombas de gasolina, formaram-se também longas filas ao longo do dia.

“O que me disseram é que não está a haver excesso de zelo, mas que a situação é mesmo grave”, relata um português em Wuhan

“Fomos às compras, porque não tínhamos nada aqui em casa, mas já só conseguimos comprar alguma carne”, relata o treinador.

António Rosa revela que as máscaras, cujo uso é recomendado pelas autoridades para prevenir o contágio, esgotaram rapidamente nas lojas de Wuhan, e há quem se esteja a aproveitar para as vender agora por quatro vezes o preço original.

O professor diz que, por enquanto, a situação de quarentena se aguenta, mas que caso se prolongue durante semanas será “incomportável”.

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Guimarães

Vimaranenses em quarentena devido ao Covid-19 já deixaram o hospital

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Imagem ilustrativa / DR

Os 20 cidadãos portugueses e brasileiros, entre os quais três treinadores de Guimarães, em isolamento voluntário no hospital Pulido Valente, em Lisboa, depois de repatriados da cidade chinesa onde foi detetado o novo coronavírus, já saíram das instalações hospitalares, constatou a Lusa esta tarde no local.

“A ministra da Saúde agradeceu-nos por termos ficado esse tempo todo aqui, fizemos tudo o que nos pediram, e não é fácil estar preso sem estar doente, é complicado, mas tivemos calma, e só temos de agradecer a parte deles também”, disse a brasileira Milene, em declarações aos jornalistas à saída do hospital.

“A família já pode comemorar que saímos do hospital”, acrescentou, antes de agradecer às autoridades portuguesas: “O coração hoje é totalmente português, Portugal vai ficar eternamente nos nossos corações, temos uma enorme gratidão pela humanidade e por tudo o que fizeram por nós”, disse a futebolista que joga no clube de futebol de Wuhan, a cidade da China onde foi detetado o novo coronavírus (Covid-19).

Os 18 portugueses e as duas brasileiras que estavam voluntariamente em quarentena no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, começaram a sair pelas 15:30, de carro, e na maioria não falaram aos jornalistas, já depois de a ministra da Saúde, Marta Temido, ter saído do local, alguns minutos antes.

Desde o dia 02 de fevereiro que estas 20 pessoas estavam instaladas no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), numa quarentena voluntária que teve essencialmente caráter preventivo.

Na sexta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) já tinha informado que estas pessoas terminariam hoje os 14 dias de isolamento, uma vez que as segundas análises laboratoriais que lhe foram feitas foram “todas negativas”.

O surto do novo coronavírus que surgiu na China teve como epicentro a cidade de Wuhan.

O coronavírus Covid-19 provocou 1.527 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final do ano.

Além de 1.523 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

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Guimarães

Aluno atingido por telemóvel em escola de Guimarães acaba no hospital

Diretor da escola afirma que tudo não passou de uma “brincadeira”

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Foto: DR

Um jovem de 17 anos sofreu ferimentos ligeiros após ser atingido por outro estudante com um telemóvel na cara, esta sexta-feira, na Escola Secundária das Taipas, concelho de Guimarães, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

Os ferimentos levaram a que fosse solicitada a intervenção dos Bombeiros das Taipas, que procederam à estabilização do jovem e efetuaram transporte para o Hospital de Guimarães.

Em declarações ao Guimarães Digital, do Grupo Santiago o diretor  da escola comentou o incidente afirmando que se tratou de uma “brincadeira” e que “não aconteceu nada de especial”.

“Im deles projetou um dispositivo que tinha e atingiu o outro aluno que sofreu um pequeno ferimento. A situação não teve contornos de agressão, os alunos entenderam-se de imediato”, assegurou.

Não tinha sido, até final da tarde, apresentada qualquer queixa nas autoridades.

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Guimarães

“Casa torcida” em Guimarães é finalista em prémio mundial de arquitetura

Combinação de madeira e betão

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Foto: Ivo Tavares

A Casa A, do atelier de arquitetura REM’A, com sede em Guimarães, está nomeada para a categoria de “Melhor Produto Aplicado” nos prémios “Building Of The Year 2020”, organizado pelo prestigiado portal de arquitetura ArchDaily.

O projeto, também conhecido como “casa torcida”, foi desenvolvido pelos arquitetos Romeu Ribeiro e José Pedro Marques, do atelier REM’A, e localiza-se num loteamento dentro da cidade de Guimarães (que não iremos revelar por questões de privacidade).

“O betão e a madeira fundem-se numa escala de cinzas, numa constante mutação cromática”, escreveu, a propósito da obra, o Diário Imobiliário.

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

A engenharia ficou a cargo da Fortunato & Paulo e a construção é obra das Construções Bairro do Sol, ambas de Fafe. A obra foi concluída em 2019 ocupando uma área total de 450 metros quadrados.

A Casa A foi escolhida entre mais de quatro mil projetos a concurso, integrando os cinco finalistas da categoria de produto aplicado.

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

Está a ser levada a cabo uma votação no site da ArchDaily que termina a 17 de fevereiro.

Para além da obra vimaranense, existem outros três trabalhos portugueses por entre os nomeados.

O Centro de Interpretação do Românico, do atelier Spaceworkers, concorre na categoria “Arquitetura Cultural”. Já o atelier Aires Mateus tem dois projetos finalistas, a Casa Monsaraz na categoria “Casas” e o projeto Atelier Cecílio de Sousa, na categoria “Arquitetura de Interiores”.

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