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Futebol

Treinador do Moreirense sente a equipa mais perto da primeira vitória fora

Próximo jogo em Famalicão

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Foto: Divulgação

O treinador do Moreirense, Vítor Campelos, disse esta sexta-feira que a equipa sente estar mais perto de conquistar a primeira vitória fora de casa na I Liga de futebol, esperando consegui-la no sábado, perante o Famalicão, na 11.ª jornada.

A formação do concelho de Guimarães vive um ciclo de seis jogos sem triunfos para o campeonato, ocupando a 13.ª posição, com 10 pontos, mas o técnico considerou que o regresso aos êxitos, face à “qualidade” exibida em vários desses encontros, pode surgir já no terreno do Famalicão, que venceu os cinco jogos até agora disputados em casa e está no terceiro lugar, com 23 pontos.

“Vai ser um jogo difícil. Sentimos que a vitória já nos foge há algum tempo, mas também que estamos cada vez mais perto de a conseguir. Vai ser um bom espetáculo, entre duas equipas que gostam de jogar. Tudo faremos para conseguir a primeira vitória fora de casa”, disse Vítor Campelos, na antevisão ao desafio, marcado para as 20:30.

Apesar da “atitude” e “determinação” dos seus pupilos, o ‘timoneiro’ do Moreirense reconheceu que o adversário, treinado por João Pedro Sousa, está a “fazer um excelente campeonato”, com “boas individualidades”, que “podem resolver o jogo”, algumas das quais emprestadas por clubes como Atlético de Madrid, Valência (ambos de Espanha) e Wolverhampton (Inglaterra).

“Temos de ser muito organizados. É um jogo que vai exigir concentração máxima do início ao fim. Analisámos o Famalicão. Têm coisas muito boas e algumas debilidades. Vamos tentar explorar essas debilidades para sair de Famalicão com pontos”, adiantou.

Vítor Campelos rejeitou ainda que a formação de Moreira de Cónegos esteja a viver algum bloqueio psicológico, depois de nos últimos três jogos para a I Liga ter perdido duas vantagens, frente ao Boavista, em casa, e ao Rio Ave, fora (ambos os jogos terminaram 1-1).

O técnico mostrou-se ainda satisfeito por poder contar com todos os jogadores para a deslocação de 22 quilómetros a Famalicão, tendo dito que espera uma “boa resposta” em campo, independentemente de quem jogar.

O Moreirense, 13.º classificado, com 10 pontos, defronta o Famalicão, terceiro, com 23, em partida da 11.ª jornada da I Liga, agendada para as 20:30 de sábado, no Estádio Municipal de Famalicão.

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Futebol

“Se eu ouvisse [insultos racistas], eu diria. Há muita gente a mentir no futebol”

Declarações após o Vitória SC-FC Porto (1-2) para a 21.ª jornada da I Liga, temporada 2019/2020

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o Vitória SC – FC Porto (1-2), jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “O resultado obviamente não foi o melhor. A equipa trabalhou para ter outro tipo de resultado. Sofremos um golo e tivemos depois dificuldades em ter a bola. Não tomámos as melhores decisões. Retificámos o jogo que estávamos a fazer. Chegámos ao empate. Quando se estava a proporcionar outro jogo, contra um adversário extremamente difícil e competente, sofremos um golo. Não introduzimos a bola na baliza do Porto vezes suficientes para conseguirmos outro resultado.

Correndo um risco de me chamarem coisas que eu não sou e de falarem dos outros sem saberem o que são, eu apercebi-me de frenesim aquando da saída do Marega. É um caso sobre o qual não tenho certezas. Caso se verifique que aconteceu, é preciso respeito mútuo. Não me apercebi da gravidade antes da situação acontecer. Aquele lado [bancada Nascente] estava agitado. Apercebi-me no final da saída do Marega que as pessoas estavam a assobiar de forma nítida. Se houve, discordo por completo. Se eu ouvisse [insultos racistas], eu diria aqui. Estou a ser sincero perante aquilo que ouvi. Se eu tivesse ouvido. Há muita gente a mentir no futebol. Há treinadores que dizem que a equipa não joga e dizem que a equipa merecia ganhar. Há adeptos que dizem que a equipa joga bem e não joga. Essa não é a minha maneira de estar. Eu relato aquilo que vejo.

Faltou-nos o golo [para conseguir um melhor resultado]. Tivemos um adversário muito forte, muito competente. Mesmo assim lutámos pelo jogo, tentámos fazer o nosso melhor, mas não conseguimos. Lembro-me mesmo que, nessas quatro derrotas, o Vitória não fez jogos catastróficos. Temos de ser mais competentes na fase de finalização.

O João [Carlos Teixeira] [não jogou] porque estava com uma microrrotura”.

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Futebol

Presidente do Vitória diz que vai sancionar atos de racismo, caso se confirmem

Caso Marega

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Miguel Pinto Lisboa. Foto: DR

O presidente do Vitória SC, Miguel Pinto Lisboa, afirmou hoje que os alegados atos de racismo dos adeptos do clube vão ser sancionados, caso se confirmem, após o jogo com o FC Porto, da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O dirigente vimaranense disse, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, que os atos vão ser investigados no final do desafio em que os vitorianos perderam com os ‘dragões’ por 2-1 e que ficou marcado pelos alegados atos de racismo de que Marega foi alvo, tendo levado o jogador portista a forçar a sua saída de campo, aos 71 minutos.

“O estádio tem câmaras de videovigilância e, se identificarmos atos de racismo, vamos sancioná-los”, disse.

Miguel Pinto Lisboa criticou, porém, os “comportamentos provocatórios” que o atleta teve para com alguns adeptos vitorianos na bancada Nascente, quando festejou o segundo golo do FC Porto, aos 60 minutos, tendo dito que essa ocasião acabou por “incendiar o espetáculo”.

O dirigente referiu ainda que Marega já teve “comportamentos desadequados” no passado, nomeadamente na época 2016/17, quando representava o Vitória SC, em que, num jogo com o Nacional, da 10.ª jornada, o maliano agrediu Sequeira, atualmente no SC Braga, foi expulso e abandonou o Estádio D. Afonso Henriques no decurso do jogo, sem autorização do clube.

Miguel Pinto Lisboa recordou ainda que o Vitória SC enverga as “cores preta e branca” por ter a “igualdade de raça” na sua génese, numa alusão ao fundamento escolhido por Mário Cardoso, jogador do clube em 1932, para desenhar o atual símbolo dos minhotos. O dirigente referiu ainda que o relações públicas do clube, Neno, nasceu em Cabo Verde.

Questionado ainda sobre a violência nos estádios, que aconteceu de novo após o primeiro golo do Porto, aos 10 minutos, com troca de tochas e cadeiras entre adeptos vitorianos e portistas, Miguel Pinto Lisboa realçou que “os agentes desportivos, juntamente com as forças de segurança, têm de atuar em conjunto” para terminar com situações como a que hoje aconteceu nos estádios de futebol em Portugal.

Marega critica árbitros por cartão amarelo após cânticos racistas

O avançado maliano do FC Porto Marega criticou hoje a equipa de arbitragem que o penalizou após ter sido alvo de cânticos racistas, na visita ao Vitória SC, da 21.ª jornada da I Liga de futebol.

Numa publicação na sua conta oficial na rede social Instagram, Marega dirigiu-se aos adeptos como “idiotas”, contestando ainda o comportamento da equipa de arbitragem, liderada por Luís Godinho.

“E também agradeço aos árbitros por não me defenderem e por terem me dado um cartão amarelo porque defendo minha cor da pele. Espero nunca mais encontrá-lo em um campo de futebol! Você é uma vergonha!”, escreveu o maliano.

O avançado do FC Porto pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

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Futebol

Marega reage: “Idiotas que vêm ao estádio fazer gritos racistas vão se f****”

Polémica em Guimarães

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Foto: Instagram de Marega

Moussa Marega já reagiu aos alegados insultos racistas que o forçaram a abandonar o encontro entre o Vitória SC e o FC Porto, disputado esta noite em Guimarães.

Recorde-se que o FC Porto chegou à vitória num golo de Marega, aos 60, que despoletou o caso do jogo.

Na hora do festejo, o avançado maliano, que representou o clube vimaranense na época 2016/17, dirigiu-se para a bancada nascente com gestos dirigidos aos adeptos vitorianos e, na resposta, os espetadores ali situados lançaram cadeiras para o relvado.

A partir daí, Marega continuou a ser insultado sempre que tocava na bola e recusou-se a jogar a partir do minuto 65, alegando cânticos racistas, situação que forçou Sérgio Conceição a substituí-lo por Wilson Manafá, aos 71.

O FC Porto venceu o jogo por 1-2.

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