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Futebol

Treinador do Moreirense quer equipa “trabalhadora à imagem da vila que representa”

4.ª jornada da I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O treinador do Moreirense disse esta quinta-feira que quer uma equipa “trabalhadora à imagem da vila que representa”, prometendo “luta” na receção ao Portimonense, na sexta-feira, em jogo da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol.

“Temos de ganhar pontos. Vamos defrontar uma equipa fortíssima. O Portimonense tem jogadores de grande valor. Mas jogamos em casa e queremos fazer do nosso estádio uma fortaleza. Temos uma equipa que tem de ser representante da vila no campo. Temos de ser uma equipa com qualidade de muito trabalho e com ambição para conseguir o sucesso como é característica desta vila”, disse Vítor Campelos.

O treinador do Moreirense, equipa da vila de Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, frisou hoje, em conferência de imprensa de antevisão que o objetivo do clube é “ser uma extensão das gentes da terra”, bem como “dar continuidade à afirmação” dos minhotos na I Liga.

O Moreirense conquistou até aqui quatro pontos, fruto de uma vitória (3-0 em casa com o Gil Vicente) e um empate (0-0 na deslocação a Setúbal), só tendo perdido na jornada inaugural no terreno do Sporting de Braga por 3-1.

Vítor Campelos garantiu que sente o conjunto “confiante”, lembrando, no entanto, que “construir ou reconstruir uma equipa demora o seu tempo”.

“Estamos confiante e, respeitando o adversário, vamos fazer tudo para ganhar o jogo e conquistar pontos. Fico contente com apoio dos nossos adeptos. Faremos tudo para corresponder às expectativas que eles têm em relação à equipa”, resumiu.

Questionado, por fim, sobre se aguarda mais jogadores neste ‘mercado’ de verão, o técnico dos ‘cónegos’ admitiu que tem conversas sobre esta matéria com o presidente Vítor Magalhães, assegurando estar “satisfeito” com os jogadores atuais, disse que esse dossiê “está nas mãos da direção”.

“Como o presidente diz, o plantel do Moreirense está sempre em aberto. Até ao fecho do ‘mercado’ pode acontecer alguma coisa, mas estou muito satisfeito com o que temos e a direção está a tratar dessas questões”, concluiu.

Moreirense, sétimo classificado com quatro pontos, e Portimonense, nono com os mesmos pontos, jogam na sexta-feira, às 19:00, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

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Futebol

Treinador do Moreirense espera “jogo equilibrado” nos Açores

5.ª jornada da I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O treinador do Moreirense, Vítor Campelos, antecipou este sábado um “jogo equilibrado” nos Açores, frente ao Santa Clara, para a quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, mas frisou que a sua equipa está preparada para pontuar.

O técnico defendeu que a turma da vila de Moreira de Cónegos, com sete pontos em quatro jogos, fez um “excelente arranque”, mas lembrou que o campeonato é mais uma “maratona” do que “uma prova de velocidade”, tendo projetado um “jogo difícil” no domingo, frente a uma das equipas com “menos mexidas” face a 2018/19, “bem orientada” pelo treinador João Henriques.

“Temos mais um jogo extremamente difícil, mas tudo faremos para conquistar pontos. Creio que vai ser um jogo equilibrado, com duas boas equipas”, disse, na antevisão ao encontro do Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, às 15:00 locais (16:00 em Lisboa).

O embate de domingo vai colocar frente a frente duas das equipas menos batidas neste início de competição – os açorianos sofreram dois golos e são a melhor defesa, a par da do Benfica, enquanto os vimaranenses contabilizam três.

Vítor Campelos reconheceu o mérito do Santa Clara nesse capítulo, mas realçou que o Moreirense está preparado para ser “uma equipa organizada”, sempre com “os olhos postos na baliza adversária”, para contornar essa eficácia defensiva do adversário, atual 10.º classificado, com cinco pontos.

Nas duas últimas semanas, marcadas pela interrupção do campeonato, o treinador só pôde contar com seis jogadores chamados às seleções nacionais em dois treinos de preparação para o duelo nos Açores, mas mostrou-se simultaneamente “orgulhoso” desse facto.

“Temos de aproveitar a motivação que trazem, porque todos saíram vencedores dos seus jogos”, disse, em referência a Steven Vitória (Canadá), Halliche (Argélia), Sori Mané (Guiné-Bissau), Fábio Abreu (Angola), Luther Singh (sub-23 da África do Sul) e Filipe Soares (sub-21 de Portugal).

O Moreirense, sétimo classificado, com sete pontos, defronta o Santa Clara, 10.º, com cinco, em jogo agendado para domingo, no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, nos Açores, às 15:00 locais (16:00 em Lisboa).

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Futebol

Vitória baixa passivo para 7,45 milhões de euros

Finanças

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Foto: DR / Arquivo

O passivo do Vitória SC, clube cuja SAD participa na I Liga portuguesa de futebol, caiu pela sétima época seguida e fixou-se em 7,45 milhões de euros no final de 2018/19, mostra o respetivo relatório e contas.

Depois de ter atingido os 24 milhões de euros em 2011/12, valor que obrigou o clube a restruturar-se financeiramente, com um Plano Extrajudicial de Conciliação, o passivo diminuiu sempre nos anos seguintes, tendo, entre 2017/18 e 2018/19, caído 16%, dos 8,86 milhões para os 7,45 milhões, revela o documento publicado na sexta-feira, no sítio oficial vitoriano.

No relatório e contas do clube, que vai ser votado na Assembleia Geral de 21 de setembro, vê-se que a quebra ocorreu, sobretudo, no passivo não corrente (longo prazo), com as dívidas à banca a caírem de 4,43 para 3,97 milhões e ao Estado a descerem de 1,99 para 1,53 milhões.

Já o ativo (descida de 34,9 para 34,1 milhões) e o capital próprio (subida de 26 para 26,6 milhões) pouco oscilaram.

A época 2018/19 valeu ainda uma subida do lucro nas atividades do clube, que não incluem futebol profissional e de formação acima dos 11 anos, de 303.000 para 747.000 euros, sendo que a diferença entre rendimentos e gastos, antes de encargos como juros e impostos, foi de 1,68 milhões de euros.

Os rendimentos totais cresceram 18%, dos 5,05 para os 5,96 milhões, graças aos aumentos de 5% nas receitas de quotização, que atingiram os 1,77 milhões, e ainda de 13% nas modalidades e de 5% na gestão das piscinas.

As modalidades vitorianas registaram, porém, gastos de 1,1 milhões de euros, após uma subida de 49% face a 2017/18, e contribuíram para o aumento de 13% nos gastos totais, dos 3,72 para os 4,28 milhões.

Na próxima reunião magna, os sócios do clube vão ainda votar o orçamento para a época 2019/20, decisão que costuma acontecer em junho, mas foi adiada por força do processo que começou com a demissão da anterior direção, liderada por Júlio Mendes, em 27 de maio, e terminou com a eleição de Miguel Pinto Lisboa como novo presidente, em 20 de julho.

O orçamento prevê rendimentos de 4,4 milhões de euros, gastos de 3,5 milhões e um resultado líquido negativo de 95.000 euros, com a previsão relativa às modalidades a dar conta de um prejuízo de 380.000 euros – valor, ainda assim, inferior ao défice de 436.000 euros no final de 2018/19.

O Conselho Fiscal emitiu pareceres favoráveis ao relatório e contas 2018/19 e ao orçamento 2019/20, tendo dito, em relação a este último documento, que é preciso refletir sobre a “alteração do sistema de quotização” do clube e também sobre “medidas de controlo financeiro para as modalidades”.

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Futebol

SC Braga perde em Setúbal e já não vence na Liga há quatro jogos

Crise de resultados no campeonato

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Foto: Twitter SC Braga

Um golo solitário do marroquino Hachadi garantiu esta sexta-feira o primeiro triunfo do Vitória de Setúbal, frente o Sporting Clube (SC) de Braga (1-0), em jogo da quinta jornada da I Liga de futebol, no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

De uma assentada, a equipa sadina não só conseguiu marcar o primeiro golo no campeonato, após 434 minutos, como também assegurou o primeiro triunfo, após três empates e uma derrota.

Por seu lado, os arsenalistas, que arrancaram a prova com um triunfo, já vão em quatro jogos sem ganhar, incluindo três derrotas, duas delas seguidas, pois, antes da paragem para as seleções, tinham perdido em casa com o Benfica por 4-0.

Começou melhor na partida o Braga, mais dominador, mas o melhor que conseguiu na etapa inicial foram dois remates de João Novais, aos 18 e 25 minutos, e um tiro cruzado de Ricardo Horta ao poste, aos 37.

Aos bracarenses faltou-lhes clarividência para chegar ao golo nas poucas vezes em que se acercaram com algum perigo da baliza sadina.

O Vitória de Setúbal mostrou grande dificuldade no jogo ofensivo, deixando perceber porque ficou em branco nas primeiras quatro jornadas, mas tentou responder aos bracarenses em jogadas de contra-ataque, embora sem criar perigo junto à baliza de Matheus.

Apesar de tudo, a equipa sadina ainda conseguiu um bom remate, por Nuno Valente, aos 33 minutos, mas que saiu à figura e sem dificuldades de maior para o guarda-redes bracarense.

O nulo que se verificava ao intervalo no Estádio do Bonfim não escandalizava, apesar do sinal mais do Braga.

Na etapa complementar, acentuou-se do domínio dos guerreiros, remetendo a equipa sadina para o seu meio-campo e foi criando sucessivas oportunidades para se adiantar no marcador, mas a defensiva do Vitória, com maior ou menor dificuldade, ia retardando o golo bracarense, que parecia iminente.

Mas, sem merecer, foi o Vitória de Setúbal que acabou por surpreender a equipa bracarense, aos 75 minutos, com Hachadi a marcar um golo inesperado, após uma grande confusão na pequena área do Braga.

O lance do golo começou com um cruzamento de Zequinha, que tinha entrado pouco antes para o lugar de Carlinhos, a que Mansilla correspondeu com o remate de cabeça para defesa incompleta de Matheus.

O marroquino Hachadi, que também tinha entrado para o lugar de Guedes, aproveitou a confusão que se gerou para fazer o primeiro golo sadino desta época e colocar o Vitória de Setúbal a vencer.

O Braga ainda tentou responder, mas a equipa de Sá Pinto nunca conseguiu afinar a pontaria e foi esbanjando algumas oportunidades para chegar à igualdade.

O triunfo do Vitória de Setúbal premeia o acerto defensivo da equipa sadina e a boa prestação do guarda-redes Makaridze e penaliza a falta de eficácia dos bracarenses, de quem se esperava mais, frente a um Vitória de Setúbal com grandes limitações, compensadas com uma grande determinação.

Declarações dos Treinadores

Sandro Mendes (treinador do Vitória de Setúbal): Fizemos um golo, não sofremos nenhum, qual é a injustiça.

Sabíamos que era um jogo difícil, demos mais posse de bola ao Braga, soubemos sofrer. Felizmente, hoje conseguimos fazer o que não fizemos noutros jogos. Marcámos um golo e ganhámos.

O Vitória de Setúbal tem um grupo fantástico. Parabéns aos meus jogadores pelo que fizeram. O Vitória que eu quero é um Vitória a ganhar.

Não trago o jogo feito de casa. As substituições foram feitas em função do que o jogo ditou. Quando os jogadores entram e resulta, o treinador é muito bem. Quando não resulta é muito mau.

Criou-se uma nuvem negra à volta deste grupo não sei porquê. Mas, este grupo trabalha. Depois do que têm ouvido, fazer um golo foi fantástico. Os jogadores e a equipa técnica que cá estão são os mesmos da semana passada”.

– Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “Foi um jogo marcado pela superioridade do Braga.

Fomos melhores no jogo ofensiva, na posse de bola, na chegada, na criação de diversas situações, que, com alguma assertividade, poderiam ter sido transformadas em golos.

Previa-se que a nossa equipa ia sair daqui com os três pontos, pelo que já tínhamos feito na primeira parte, e pelo que fizemos depois na segunda parte, mas o futebol é isto. Estamos tristes porque, pelo que fizemos, merecíamos mais.

Tivemos um bom desempenho, a atitude foi boa, faltou-nos definir no último terço. Foi uma grande injustiça. Se tivéssemos empatado já ficávamos tristes.

E ainda fomos penalizados pelo árbitro. Há uma falta sobre o Esgaio. E eu já vi o lance, é penálti. Tenho pena que o vídeoárbitro não tenha visto esse lance e depois tivesse visto o lance da expulsão [de Fransérgio, aos 90+2 minutos]”.

Ficha Técnica

Jogo no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Vitória de Setúbal – SC Braga, 1-0.

Marcador:

1-0, Hachadi, 74 minutos.

Equipas:

– Vitória de Setúbal: Makaridze, Sílvio, Artur Jorge, Bruno Pirri, André Sousa, José Semedo, Carlinhos (Zequinha, 71), Nuno Valente, Mansilla, Guedes (Hachadi, 56) e Berto (Eber Bessa, 66).

(Suplentes: Milton Raphael, Jubal, Mano, Hachadi, Eber Bessa, Leandrinho e Zequinha).

Treinador: Sandro Mendes.

– SC Braga: Matheus, Esgaio, Bruno Viana, Wallace (Pablo, 46), Sequeira, João Novais, Palhinha (Rui Fonte, 78), Fransérgio, Galeno (Murillo, 63), Paulinho e Ricardo Horta.

(Suplentes: Eduardo, Claudemir, Diogo Viana, Pablo, André Horta, Rui Fonte e Murilo).

Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto).

Ação disciplinar: Xartão amarelo para Artur Jorge (11), Bruno Viana (15), Esgaio (63) e Fransérgio (78). Cartão vermelho direto para Fransérgio (90+2).

Assistência: Cerca de 3.500 espetadores.

Notícia atualizada às 23h33

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