Seguir o O MINHO

Região

Transportes e rendas de casa mais caros e eletricidade desce para uns e sobe para outros

em

A chegada de 2018 vai trazer alterações nos preços de vários bens e serviços, sendo esperados aumentos nos transportes, nas rendas de casa, nas portagens e nos refrigerantes, entre outros, mas também descidas, designadamente na eletricidade em mercado regulado.


Eis a lista de algumas alterações de preços para 2018:

+++ Transportes +++

O preço dos bilhetes dos transportes públicos vai aumentar num máximo de 2,5%, embora os cartões Lisboa Viva, Viva Viagem/7 Colinas e Andante não sofram aumentos. Já na Rodoviária, na Carris e STCP, transportes fluviais e comboios urbanos e suburbanos em percursos inferiores a 50 quilómetros o aumento máximo será de 2%.

Este ano, o desconto de 25% do passe de transportes para os estudantes entre os 4 e os 18 anos será alargado a todos os alunos, mesmo aos que não têm apoio social.

Também o passe sub23, dirigido aos estudantes do ensino superior até aos 23 anos, foi alargado aos serviços de transporte coletivo de passageiros autorizados ou concessionados pelos organismos da administração central e regional, bem como aos serviços de transporte de iniciativa dos municípios, com um benefício igualmente de 23%.

+++ Pão +++

A Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte (AIPAN) diz que é expectável que o preço do pão sofra “correções” em 2018, devido ao aumento dos custos do setor, sem especificar o acréscimo em causa.

Segundo a associação, os combustíveis, entre 2011 e 2017, subiram mais de 50%, os salários tiveram um crescimento na casa dos 19%, os custos de manutenção subiram 60% e preço dos ovos subiu cerca de 50% desde a altura dos incêndios.

+++ Eletricidade +++

As tarifas de eletricidade no mercado regulado vão baixar 0,2% para os consumidores domésticos a partir deste primeiro mês do ano, abrangendo cerca de 1,2 milhões de clientes domésticos, o que representa uma diminuição de nove cêntimos numa fatura média mensal de 45,7 euros.

Os preços da eletricidade não desciam desde 2000, ano em que registaram uma redução de 0,6%, depois de no ano anterior terem recuado 4,7%.

A Goldenergy, operador no mercado livre de eletricidade, vai disponibilizar o regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas de luz, o que significa que, a partir de hoje, os preços que a empresa pratica podem descer para o universo dos seus clientes que optem pelo regresso à tarifa equiparada ao mercado regulado.

Já no mercado livre, a EDP Comercial, que tem cerca de quatro milhões de clientes, não vai ter o regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas, dando duas opções aos clientes: mudar para um fornecedor em mercado livre que adote o novo regime ou para a EDP – Serviço Universal (que está no mercado regulado).

É que na EDP Comercial o preço da eletricidade vai aumentar em média 2,5% este ano, devido à subida do preço da energia do mercado grossista no último ano na ordem dos 24%.

A Lusa contactou os restantes operadores para saber se vão disponibilizar o regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas de luz, mas até ao momento não obteve resposta.

+++ Gás +++

A atualização tarifária só acontece em 01 de julho para os consumidores que se mantêm no mercado regulado.

+++ Automóveis +++

Comprar um carro novo pode custar mais entre 2,67 e 900 euros em 2018, devido ao agravamento do Imposto sobre Veículos (ISV), segundo a simulação da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA), elaborada depois de conhecida a proposta de Orçamento do Estado.

A subida média é de 1,4%, ficando abaixo do agravamento de 3% do ano anterior.

Também o Imposto Único de Circulação (IUC), o antigo ‘selo do carro’, vai aumentar em média 1,4%.

O executivo decidiu manter as taxas adicionais de IUC e ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).

+++ Portagens +++

A fatura das portagens nas autoestradas deverá aumentar 1,42% este ano, à luz da taxa de inflação homóloga, sem habitação, em outubro, divulgada em 13 de novembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na rede Brisa, cujo valor médio de atualização tarifária é de 1,47%, destaque para o aumento de 45 cêntimos na autoestrada Lisboa-Porto (A1) para a classe 1, sendo este o maior aumento registado na atualização feita pela empresa, que afeta 26% dos troços.

Na A2, liga Lisboa e Algarve, e na A6, entre Marateca e Caia, o aumento é de 25 cêntimos, e na A3, que liga Porto e Valença, a subida é de 20 cêntimos.

Já a empresa Infraestruturas de Portugal vai aumentar, a partir de hoje, os preços praticados nas portagens em 161 troços de autoestrada, abrangendo o equivalente a 32% da rede, com acréscimos entre cinco a 10 cêntimos.

De fora ficam 340 troços de autoestrada, ou seja, 68% do total, cujos preços nas portagens não têm aumentos este ano.

+++ Leite +++

Os produtores de leite esperam uma estabilização do setor em 2018, que não se deverá traduzir em grandes alterações a nível dos preços, disse recentemente à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (Fenalac).

+++ Tabaco +++

O aumento do Imposto sobre o Tabaco previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2018 pode significar uma subida de até 10 cêntimos no maço de cigarros, segundo simulações feitas pela consultora Deloitte.

+++ Refrigerantes +++

O imposto a pagar pelas bebidas açucaradas vai aumentar cerca de 1,5% este ano.

+++ Telecomunicações +++

As operadoras de telecomunicações Vodafone, Nowo, NOS vão manter este ano os preços cobrados, assim como a Meo, que não altera os valores para os serviços fixos, mas atualiza alguns tarifários móveis pós-pagos

+++ Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) +++

As taxas de IMI vão manter-se entre 0,3% e 0,45% para os prédios urbanos, já que o parlamento rejeitou a descida da taxa máxima para 0,4%, reivindicada tanto pelo PCP como pelo BE. No caso dos prédios rústicos, a taxa aplicável é de 0,8%.

No âmbito dos incêndios de 2017, o PSD propôs a isenção do pagamento de IMI em 2017 e 2018 para as habitações, edifícios comerciais, industriais e de serviços, bem como prédios rústicos afetos à atividade agrícola económica que foram afetados, mas a proposta foi chumbada em sede de Orçamento do Estado. Ainda assim, alguns municípios decidiram avançar com a isenção de IMI aos imóveis danificados, como Penacova e Góis.

+++ Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) +++

O IMT, imposto que incide sobre o valor inscrito nos contratos de transmissões onerosas do direito de propriedade ou sobre o valor patrimonial tributário (VPT) dos imóveis, consoante o que for maior, vai continuar a aplicar as mesmas taxas em 2018.

Os prédios rústicos são taxados a 5%,os prédios urbanos destinados exclusivamente a habitação própria e permanente têm uma taxa entre 0% e 6%, os prédios urbanos destinados exclusivamente à habitação têm uma taxa entre 1% e 6%, e os prédios urbanos não destinados exclusivamente à habitação e outras aquisições onerosas têm uma taxa de 6,5%. Já os prédios (urbanos ou rústicos) ou outras aquisições cujo adquirente seja residente em país, território ou região sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável têm uma taxa de 10%.

+++ Rendas de casa +++

Este ano, prevê-se também um aumento de 1,12% do valor dos arrendamentos, mais do dobro da subida verificada em 2017. É o maior aumento desde 2013, correspondendo a mais 1,12 euros por cada 100 euros de renda, segundo um aviso relativo à atualização das rendas em 2018, publicado em Diário da República.

Aplicável tanto ao meio urbano como ao meio rural, este aumento segue-se às subidas de 0,54%, registada em 2017 e de 0,16%, em 2016. Em 2015 as rendas tinham ficado congeladas na sequência de variação negativa do índice de preços excluindo a habitação registada nesse ano.

Os quatro anos anteriores, de 2011 a 2014, tinham sido de aumentos consecutivos das rendas: uma atualização residual de 0,3% em 2011 (mais 30 cêntimos por cada 100 euros de renda), de 3,19% em 2012, de 3,36% em 2013 e de 0,99% em 2014.

+++ Combustíveis +++

O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aumenta a partir de hoje, segundo uma portaria publicada pelo Governo em Diário da República.

De acordo com o documento, a taxa do ISP aplicável à gasolina (com teor de chumbo igual ou inferior a 0,013 gramas por litro) é de 556,64 euros por 1.000 litros (0,556 euros por litro).

No caso do gasóleo, a taxa de imposto é de 343, 15 euros por 1.000 litros (0,343 euros por litro).

Anúncio

Ave

Hospital de Famalicão passa a ter Clínica da Mulher e da Criança

Investimento de 300 mil euros

em

Foto: Divulgação / CM Famalicão

A Clínica da Mulher e da Criança do hospital de Famalicão entrou hoje em funcionamento, após um investimento de 300 mil euros assumido “a meias” pela Câmara e pela sociedade civil, anunciou o município.

Em comunicado, o município esclarece que a clínica concentra os cuidados de saúde prestados à mulher, à criança e ao adolescente “numa unidade totalmente inovadora, oferecendo um serviço mais moderno e adequado às necessidades, permitindo que os utentes recebam tratamento sem entrarem na área hospitalar”.

A privacidade é apontada como outra das mais-valias desta nova infraestrutura de saúde que, segundo a autarquia, resulta de uma “inovadora parceria” entre a administração do hospital, a autarquia e a sociedade civil famalicense.

“A Câmara Municipal garantiu 50% do financiamento e ajudou a mobilizar a sociedade civil para o projeto que, ao abrigo do mecenato, garantiu a outra metade do investimento realizado”, acrescenta o município.

O espaço ocupa a área das antigas urgências do hospital, na zona lateral do edifício, o que potenciou também a modernização daquela área.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Paulo Cunha, elogiou o envolvimento da sociedade civil no projeto, em conjunto com a autarquia.

“Permitiu a concretização de uma obra de superior interesse público, que significa um contributo líquido local para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados em Famalicão pelo Serviço Nacional de Saúde”, sublinhou.

Continuar a ler

Alto Minho

Arcos de Valdevez inaugura oficina da ciência abre em dezembro

Oficina de Criatividade Himalaya

em

Projeto da Oficina de Criatividade Himalaya

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez apontou esta terça-feira a abertura ao público da Oficina de Criatividade Himalaya para dezembro, num investimento de 1,8 milhões de euros destinado a promover a ciência naquele concelho do Alto Minho.

Segundo João Manuel Esteves, “o objetivo do município será inaugurar o novo espaço no dia 09 de dezembro, data de nascimento do padre Manuel Himalaya”.

Nascido e sepultado em Arcos de Valdevez, o padre Manuel Himalaya é considerado “um dos maiores cientistas e visionários portugueses da viragem do século XIX, tendo percorrido mundo, como França, Estados Unidos da América ou Argentina, em busca de novas abordagens científicas e de conhecimento”.

O autarca social-democrata explicou estar concluída a intervenção de adaptação da antiga escola secundária a oficina de criatividade, iniciada em 2019, estando em curso a fase de instalação dos equipamentos e conteúdos.

João Manuel Esteves destacou “a cúpula de projeção de alta definição em 360º (Fulldome), que funcionará como um planetário”.

O percurso do padre Himalaya “é a base de desenvolvimento do projeto, e terá nas famílias e nos jovens o seu principal público-alvo”.

Além de um espaço documental e biográfico, que recorre a discursos tecnológicos e informativos de última geração, a oficina será dotada de salas e espaços dedicados à exploração e descoberta das ciências, com destaque para o uso do sol, com recriação de uma máquina solar, o pirelióforo, e das múltiplas áreas do conhecimento abrangidas pelo investigador, como a ecologia e a eco sustentabilidade”.

A nova oficina “visa promover a atratividade económica, o desenvolvimento sustentável do território, através da melhoria da estrutura ecológica urbana com a redução de consumos de energia e emissões de CO2”.

O espaço integra duas áreas, uma dedicada à vida e obra do cientista e aos seus contributos para a atualidade, denominado núcleo interpretativo Himalaya, e outra ligada à ciência e à pedagogia, o centro da eco cidadania, e ainda um labirinto dedicado igualmente à figura universal de Himalaya.

Neste labirinto, os corredores serão inspirados nas viagens pelo mundo do padre Himalaya e terão desafios e enigmas sobre a sua vida cultural e científica.

As crianças terão ao seu dispor uma pequena mochila de explorador contendo um conjunto de pequenas ferramentas (chaves, lanternas, lupas) necessárias para interagir e resolver as questões e os desafios que vão encontrando nos respetivos corredores.

No exterior, serão instalados alguns equipamentos de uso livre e também religados com a ciência, bem como uma réplica, em tamanho natural, do pirelióforo apresentado pelo padre Manuel Himalaya na Exposição Universal de St. Louis, nos EUA, em 1904.

O pirelióforo é uma estrutura composta por espelhos que tendem a refletir a luz para um único ponto com vista a fundir materiais. Era um forno solar capaz de atingir altas temperaturas.

A Oficina da Criatividade Himalaya é cofinanciada pelo programa Norte 2020, em cerca de 1,1 milhões de euros.

Continuar a ler

Braga

Farmacêutica da Póvoa de Lanhoso diz-se “arrependida” por burlar SNS

Justiça

em

Foto: DR

Uma farmacêutica da Póvoa de Lanhoso admitiu hoje em tribunal parte dos crimes que lhe foram imputados numa acusação por burla milionária ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), em conluio com cinco médicos, e declarou-se “muito arrependida”.

Depondo perante o tribunal criminal de São João Novo, no Porto, a farmacêutica confessou ter pedido a médicos que emitissem receitas (“transcrevessem receitas”, nas suas palavras) que não correspondiam a uma real prescrição e sem decorrerem de quaisquer consultas.

Fê-lo, argumentou, sobretudo porque o SNS lhe tinha devolvido “30.000 e 40.000 euros” de receitas, parte delas por ter trocado medicamentos prescritos por outros com o mesmo princípio ativo.

Em troca, contou, pagava aos médicos uma percentagem.

“Estou muito arrependida. Nunca foi minha intenção prejudicar o SNS. Se fosse hoje, fechava a porta e não fazia nada”, afirmou ainda, num testemunho que se prolongou por toda a manhã.

A farmacêutica admitiu ter cedido um espaço para consultas a um dos médicos coarguidos no processo, o primeiro a “transcrever” as receitas que o SNS devolvera.

A esta sessão faltaram três dos cinco médicos arguidos, dois invocando doença e um terceiro por alegado erro de comunicação com o seu advogado.

A investigação e a acusação do processo, relacionadas com uma megaburla nas comparticipações de medicamentos, incluíram factos associados a outra farmácia do distrito de Braga – esta em Prado, concelho de Vila Verde -, uma segunda farmacêutica e um sexto médico, num processo entretanto separado e que será julgado em 13 de janeiro de 2021 no tribunal de Matosinhos.

Nos dois casos, o SNS terá sido lesado em mais de 1,3 milhões de euros, segundo cálculos do Ministério Público (MP) divulgados através da Procuradoria regional em outubro de 2016.

Aos arguidos, incluindo às farmácias enquanto arguidas coletivas nos processos, foi imputada a prática dos crimes de burla qualificada, falsificação de documento e falsidade informática, avançou então a Procuradoria do Porto.

As farmácias e as farmacêuticas foram ainda acusadas de crimes de corrupção ativa e os médicos de crimes de corrupção passiva.

Os factos decorreram desde meados de 2011 e até 2015, centrados na atividade que as arguidas farmacêuticas desenvolviam em Póvoa de Lanhoso, uma, e em Prado, a outra.

O MP considerou indiciado que, no referido período, as farmacêuticas se “conluiaram” com os médicos para obter “ganhos indevidos à custa do Serviço Nacional de Saúde”.

Na tese da acusação, esses ganhos eram depois “repartidos entre todos”.

De acordo com a acusação, os arguidos médicos emitiram receitas fraudulentas, por não corresponderem a qualquer real prescrição médica, utilizando para isso dados dos seus próprios pacientes ou de clientes das farmácias – mais de uma centena – que lhes eram indicados pelas arguidas farmacêuticas.

“Nessas receitas médicas, prescreviam invariavelmente medicamentos com custo de aquisição dispendioso e com elevada taxa de comparticipação do SNS [até 90%]”, acrescentava a acusação.

As receitas eram depois entregues às farmacêuticas, que as apresentavam ao SNS para pagamento da comparticipação devida pelo Estado, “como se tivessem sido efetivamente aviadas a cliente da farmácia que daquele fosse beneficiário”.

O MP apurou um ganho indevido, à custa do Serviço Nacional de Saúde, de 1,3 milhões de euros, no caso da farmácia da Póvoa de Lanhoso, e de 120 mil euros, no caso da de Prado.

Continuar a ler

Populares