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País

Tráfego aéreo cai 36% em março, quebra em abril pode chegar a 95%

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A NAV Portugal anunciou hoje que geriu menos 24,3 mil voos em março, uma quebra de 36% face ao mesmo mês de 2019, tendo-se registado um total de 42,8 movimentos, devido ao impacto da pandemia da covid-19.


Segundo os dados preliminares da gestora aeroportuária, “os números evidenciam o impacto da pandemia de covid-19 e das diversas medidas assumidas por vários Estados para conter o ritmo de contágio, medidas que determinaram quedas abruptas no setor da aviação civil a nível global”.

A NAV espera quedas “mais pronunciadas” em abril, depois do tráfego em janeiro e fevereiro ter estado em linha com 2019.

Tendo em conta apenas a última semana do mês, a quebra do tráfego superou os 85%, sendo expectáveis em abril quebras a rondar os 85% e 95%.

“A queda acentuada do tráfego aéreo é bastante preocupante, por tudo o que tal representa em termos de impactos na economia”, diz presidente da NAV´, citado no comunicado.

O total de voos geridos pela NAV, ou “movimentos”, inclui não apenas os voos com origem/destino em aeroportos portugueses, mas também aqueles que sobrevoam o espaço aéreo sob responsabilidade portuguesa, que totaliza mais de 5,8 milhões quilómetros quadrados (Km2).

“Apesar da quebra do tráfego no mês de março, como um todo, se ter situado em 36%, sublinhe-se que foi a partir do dia 16 que se iniciou um ciclo de quebras cada vez mais acentuadas à medida que diversas ligações começaram a ser suspensas. Desta forma, e dividindo o mês de março em dois, nota-se que na primeira metade a NAV Portugal geriu perto de 31,8 mil voos, uma redução de apenas 2% face ao mesmo período de 2019. Já na segunda metade do mês, a NAV controlou perto de 12 mil voos”, refere.

A Região de Informação de Voo (RIV) de Lisboa, com 671.000 km2, abarca Portugal Continental e o Arquipélago da Madeira e a Região de Informação de Voo de Santa Maria, com 5,18 milhões de km2, inclui uma vasta área do Oceano Atlântico Norte e o Arquipélago dos Açores.

A NAV Portugal recorda que em 10 de março foram suspensos os voos para Itália.

Seguiu-se a suspensão de voos europeus para os Estados Unidos, no dia 13, e no dia 17 as ligações entre Portugal e Espanha. Por fim, em 19 de março, a União Europeia suspendeu os voos extracomunitários.

Perante a “bateria de suspensões”, continua, várias companhias aéreas decidiram cancelar grande parte ou a totalidade das suas operações, com destaque para a TAP, Ryanair e easyJet, no caso português.

As suspensões de ligações aéreas irão provavelmente manter-se, isto além do encerramento temporário dos aeroportos em Portugal, e várias companhias já anunciaram que manterão a maioria dos aviões em terra até maio.

“Em relação ao resto do primeiro trimestre de 2020, é de salientar que o tráfego aéreo gerido pela NAV Portugal mostrava sinais de estabilização em janeiro e fevereiro, com os perto de 119 mil movimentos geridos nesses dois meses a situarem-se praticamente ao mesmo nível do período homólogo de 2019”, refere.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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País

CDS-PP diz que PEES é “pouco ambicioso” e vago sobre retoma económica

Covid-19

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Cecília Meireles. Foto: DR / Arquivo

O CDS-PP considerou hoje que o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) apresentado pelo Governo é “pouco ambicioso”, fica “aquém do esperado” em matérias essenciais e “pouco ou nada diz” sobre retoma económica.


Em declarações aos jornalistas no parlamento, a deputada Cecília Meireles fez o que disse ser uma “primeira análise” do documento apresentado na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, remetendo para depois uma reação mais aprofundada do partido.

“Para já, depois de uma primeira leitura do grupo parlamentar, o fundamental dizer é que o plano é muito pouco ambicioso, fica aquém do que do que era esperado em algumas questões essenciais, noutras é demasiado vago e, em terceiro lugar, era preciso que fosse bastante mais concreto no que toca à retoma económica”, defendeu.

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País

Jerónimo aguarda “propostas concretas” mas quer “salário pago a 100%”

Covid-19

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Jerónimo de Sousa. Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PCP disse hoje que só tomará uma posição quanto ao Orçamento Suplementar quando souber as “propostas concretas” do Governo, mas defendeu que os trabalhadores em ‘lay-off’ devem ter “um salário pago a 100%”.


“Creio que não é excessivamente ambicioso afirmar que o trabalhador que está em ‘lay-off’ veja o seu salário ao fim do mês completo, um salário que seja pago a 100%, isto não é pedir ‘o céu e a terra’”, afirmou Jerónimo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

O líder comunista falava à margem de uma visita ao Parque Urbano da Várzea, em Setúbal, para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, mas as declarações acabaram por se focar no Plano de Estabilização Económica e Social (PEES), apresentado na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa.

“É evidente que só com o conhecimento concreto, para além dos anúncios do Governo, é que assumiremos a nossa posição”, referiu Jerónimo de Sousa, apesar de admitir que o partido continua “com preocupações sérias, particularmente na área social”.

“Por aquilo que o Governo anunciou, vê-se que há procura de passos adiante, mas a verdade é esta: hoje, com esta situação, de três em três meses os trabalhadores perdem salário e isto com todas as consequências económicas e sociais que existirão, particularmente para os mais vulneráveis”, considerou.

Por este motivo, na visão do secretário-geral comunista, o regime de ‘lay-off’ simplificado, que abrange cerca de 600 mil trabalhadores, “não pode ser eternizado e precisa de uma evolução em que seja respeitado o salário por completo”.

O PCP continua com a dúvida sobre se o Governo “fará um esforço para que manter a palavra dada de que não vamos andar para trás, de que não vamos regressar aos tempos da chamada austeridade”, assinalou.

“Todos os anúncios tiveram como pano de fundo a declaração de que iam correr tempos difíceis, tempos que vão doer e era importante perceber: vão doer a quem?”, questionou.

Perante estas dúvidas, Jerónimo de Sousa considerou que o PCP ainda não está em condições de definir uma posição sobre o Orçamento Suplementar, que será apresentado pelo Governo na próxima terça-feira.

“Como digo, não queria fazer juízos de valor antecipados. Perante o pano, nós talhamos a obra”, frisou.

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País

Centeno admite queda de 25% do PIB nos últimos dias de março e derrapagem de 13 mil milhões no ano

Economia

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Mário Centeno. Foto: DR / Arquivo

O ministro das Finanças admitiu hoje que o PIB tenha caído 25% nos últimos dias de março devido à crise provocada pela pandemia de covid-19, estimando uma derrapagem de 13 mil milhões de euros nas contas públicas nacionais.


“Nos últimos dias de março e nos primeiros de abril o PIB [Produto Interno Bruto], a nossa produção, terá caído face ao mesmo período do ano passado números próximos dos 25%. Isto não aconteceu na nossa memória recente nunca em Portugal”, disse Mário Centeno em entrevista à Antena 1.

O titular da pasta das Finanças, deverá apresentar o quadro orçamental no âmbito do orçamento suplementar na terça-feira.

“Devemos ter uma diferença, digamos assim, de necessidades de financiamento face àquilo que tínhamos projetado no início do ano para 2020, próxima dos 13 mil milhões de euros. Treze mil milhões de euros para financiar no mercado”, disse.

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