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Valença

Jovens com dificuldade intelectual sentem-se “úteis” a trabalhar em vinha em Valença

Projeto desenvolvido por jovem casal produtor de uvas, em Valença, é exemplo de integração social: “Criamos um projeto onde nos podemos sentir integrados como fazendo parte de algo, um lugar onde pode emergir o sentimento de autorrealização”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Germinar. É o nome do projeto de integração social de jovens e adultos com dificuldade intelectual e de desenvolvimento. Promovido por um jovem casal produtor de uvas, na exploração vinícola L’Campo, em Valença, o projeto integra dois utentes da delegação valenciana da APPACDM.

Duas vezes por semana, dois jovens trabalham na vinha de forma a promover o seu desenvolvimento pessoal e profissional, adaptando as suas competências ao trabalho desenvolvido.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Samuel e Carla, das freguesias de Mentrestido (Vila Nova de Cerveira) e Segadães (Valença), são o oposto um do outro. Ele quer despachar o trabalho, ela é mais perfeccionista mas os dois demonstram uma paixão por aquilo que fazem na vinha. Samuel também é o mais falador.

“Já disse à minha mãe que quero trabalhar e ela também me incentiva a fazê-lo porque quero ganhar o meu dinheiro”. Esta ideia irá repeti-la várias vezes para mostrar que tem capacidades e que “pode ser útil”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Não me vejo sem fazer nada”, diz ainda o jovem que, com uma memória de elefante se lembra de tudo o que já fez: “começamos por limpar o armazém para por as máquinas e as ferramentas direitinhas. Depois plantamos, enxertamos, criamos o sistema de rega e agora estamos na fase de atar as videiras”.

Carla é mais calada, “é a delicadeza do projeto”, mas entusiasma-se quando o parceiro começa a falar: “gosto muito de estar aqui. Nos dias em que vimos para aqui, chego mais cedo ao centro e já vou fardada para não perder tempo”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Apesar de viver no centro de noite da APPACDM, Carla vai aos fins-de-semana até casa: “vou às compras, faço limpezas porque gosto muito”. No trabalho da vinha é tão perfeccionista que não deixa nada sem verificar.

Os dois estão na pausa para o lanche da manhã quando a reportagem de O MINHO chega a Ganfei.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao longe ouve-se um tractor. Um jovem ucraniano está a lavrar algumas terras. Foi acolhido pelos proprietários que já estão a tratar dos papéis para a sua legalização para que possa ser acompanhado na saúde e na segurança social. “Estava há ano e meio em Portugal, sem família e sem trabalho. Não falava português”.

“Trabalha o dia inteiro connosco com direito a um salário”, revela o casal. Já vai desenrascando o português mas prefere continuar a trabalhar do que contar a sua história.

António e Liliana

António Matos e Liliana Correia são o casal motor deste projeto. “Acreditamos que estes jovens ao trabalhar, dentro das suas capacidades, sentem-se ‘empoderados’, participam socialmente e estão em igualdade com outros jovens”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Técnico Superior de Serviço Social, António diz ter “o privilégio de aprender todos os dias, não só a lidar com eles mas também a conhecer melhor o mundo da vinha e do vinho para poder ter melhores respostas”. Até porque nenhum dos dois tinha qualquer base de agricultura.

“Quisemos mudar de vida e como havia familiares nossos com um terreno de três hectares de vinha aqui em Valença embarcamos nesta aventura”. Vindos da Póvoa de Varzim e de Fafe começaram a adquirir alguns terrenos até aos doze hectares atuais. “Pouco ainda mas suficiente para iniciarmos este projeto”.

Um “risco consciente” do qual não estão arrependidos: “tínhamos horários diferentes na nossa vida anterior que não nos permitia ter uma vida estruturada”. A vinda para o campo já permitiu o nascimento de um filho, ter “horários flexíveis” e “uma liberdade que me dá um gozo enorme”.

Produto próprio

O ‘Germinar’ surgiu com o sentimento de “querer fazer a diferença e porque somos da área social criamos um projeto onde nos podemos sentir integrados como fazendo parte de algo, um lugar onde pode emergir o sentimento de autorrealização”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No fundo, “este projeto, quer fazer germinar este sentimento nas pessoas”.

Samuel e Carla têm um salário e seguro pagos pelo casal mas a ambição é criar um produto que possa autossustentar economicamente o ‘Germinar’. Para isso, têm uma parceria com a ‘Quinta do Soalheiro’ que irá ficar responsável pelo desenvolvimento de um vinho loureiro cujo rótulo e a caixa final serão concebidos pelos utentes da APPACDM.

António Matos esclarece que “a ideia de criar este produto, para além de dar sustentabilidade ao projeto, é apelar a uma participação colaborante da sociedade, não numa lógica de caridade, mas numa lógica de reconhecimento da qualidade do produto produzido com a participação destas pessoas, que de outra forma não teriam essa possibilidade”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Samuel começa a impacientar-se. Quer voltar ao trabalho. “Ainda temos muito que fazer e o horário do lanche já passou”. Como faltavam as fotografias, sugeriu que fossem tiradas a trabalhar: “assim as pessoas acreditam que eu trabalho mesmo e não venho para aqui passar o tempo”.

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Caminha

Padre “motard” enche igrejas nas primeiras missas em Valença

Depois de 10 anos em Caminha

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Foto: Facebook de Padre Ricardo

Após 10 anos em Caminha, Ricardo Esteves, conhecido como o “padre motard”, estreou-se este fim de semana nas freguesias de Valença que será responsável, e encheu os locais.

O padre celebrou a primeira missa em Boivão, quando até chegou a cometer uma pequena gafe ao trocar o nome de Valença por Caminha, sem incomodar em nada a assistência.

O padre Ricardo Esteves foi pároco nas freguesias de S. Martinho de Lanhelas, Sta. Eulália de Vilar de Mouros e S. Pedro de Seixas durante quatro anos, e apesar de uma petição com cerca de 1900 assinaturas a pedir a permanência, o reverendo foi transferido para as freguesias de Divino Salvador de Gandra, Sta Marinha de Taião, S. Félix de Sanfins, S. Tiago de Boivão e S. Cristóvão de Gondomil, no arciprestado de Valença.

O pároco, famoso por gostar de andar de mota, ir ao ginásio e sair à noite, mostrou-se ansioso por iniciar os novos projetos e disse que traz as antigas paróquias no coração.

Durante a missa de Boivão, o pároco garantiu que “não estou aqui para alterar nada, estou aqui para dar um pouco melhor de mim e para vos ajudar no que for necessário”.

O padre Ricardo Esteves foi substituído pelo padre Manuel Joaquim Rodrigues Pinto em Caminha.

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Alto Minho

Feira dos Santos de Cerdal leva 400 feirantes a Valença: “Vendem de tudo”

A última grande feira romaria do calendário anual do Noroeste Peninsular

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Foto: DR / Arquivo

A Feira dos Santos de Cerdal, em Valença, considerada a última grande feira romaria do calendário anual do Noroeste Peninsular, vai voltar a realizar-se nos dias 01 e 02 de novembro, informou hoje a Câmara local.

A feira secular de Valença, “que aparece documentada em 1758 como ponto de confluência de portugueses e galegos, atrai todos os anos “milhares de visitantes das duas regiões vizinhas”.

Cerca de 400 expositores “vendem de tudo, desde vestuário, louças, calçado, gado, produtos do campo, maquinarias agrícolas, sendo que a feira dispõe ainda das tradicionais tasquinhas, parques de diversões entre outras iniciativas.

No dia 01 de novembro realiza-se a feira dos Santos e no dia 02 a feira das Trocas, que como o nome indica permite trocar os produtos adquiridos na véspera que por alguma razão não serviram.

Manda a tradição que nas noites de 31 de outubro e 01 de novembro, a feira dos Santos seja o destino para provar os vinhos novos e saborear os petiscos locais. Nas tasquinhas animam-se as noites, ao som das concertinas e as cantigas de desgarrada.

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Valença

Banda Sinfónica do Exército atua sexta-feira em Tui

No âmbito da eurocidade Tui e Valença

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Foto: DR/Arquivo

A Banda Sinfónica do Exército Português atua na sexta-feira, pelas 21:30, no teatro municipal de Tui, em Espanha, num concerto de homenagem ao maestro Sousa Morais.

O espetáculo, com entrada gratuita, “realiza-se pela primeira vez, no âmbito da eurocidade Tui e Valença num concerto com a principal banda do Exército português, evocativa de tantas memórias das bandas militares e músicos que, ao longo de séculos, fizeram o seu percurso, também, na Praça-Forte de Valença”.

A atuação da Banda Sinfónica do Exército “abre um ciclo de concertos, em Valença e Tui, de homenagem ao maestro Sousa Morais, um dos principais compositores portugueses de sempre, com mais de 300 obras”.

“O percurso do maestro Sousa Morais começou em 1872, no Batalhão de Caçadores N.º 7, aquartelado na Praça-Forte de Valença, tendo percorrido Portugal sempre ligado à música, como músico, maestro, professor e compositor”, especifica o município minhoto.

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