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Trabalhadores dos CTT em greve geral no dia 05 de julho

Para exigir a contratação de mais pessoas

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Os trabalhadores dos CTT vão fazer uma greve geral no dia 05 de julho, para exigir a contratação de mais pessoas, avançou hoje o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT).

Em declarações à Agência Lusa, Victor Narciso considerou que a situação que vivem atualmente os trabalhadores dos CTT é “muito grave” e, por isso, o sindicato decidiu avançar com a realização de uma greve geral como medida de protesto.

Entre as reivindicações, Victor Narciso destacou a contratação de pessoal, uma vez que a escassez de mão-de-obra tem como consequência a sobrecarga dos trabalhadores.

“Os trabalhadores das distribuições estão a fazer dobras (o dobro do trabalho)” e, neste momento, “muitos trabalhadores estão de baixa”, nalguns casos baixas psiquiátricas, devido ao excesso de trabalho e às pressões sofridas quando não conseguem terminar o serviço que lhes é atribuído, acrescentou aquele dirigente sindical.

O encerramento de estações de correios é também alvo de protesto por parte do SNTCT. Segundo Victor Narciso, o próximo posto a fechar será o da freguesia da Venda Nova, no concelho da Amadora, e “ainda vão fechar mais”.

Hoje, o SNTCT entregou uma petição na Assembleia da República que reivindica a profissão de desgaste rápido para os carteiros.

O secretário-geral do SNTCT, esclareceu à Lusa que esta petição conta com 5.200 assinaturas e que a ideia inicial era entregá-la mais tarde, porém, dada a “urgência” da matéria, o sindicato decidiu entregá-la na Assembleia da República hoje.

“É de facto uma profissão com muita penosidade associada”, defendeu Victor Narciso, apontando o “grande grau de sinistralidade” a que os carteiros estão sujeitos, o tempo passado a andar a pé e as doenças que poderão ser consideradas profissionais como algumas das razões para esta exigência.

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Marcelo fala em “redescoberta do relacionamento político ao mais alto nível” com Israel

O Presidente da República terá convidado o seu homólogo Israelita “a visitar Portugal, se possível até ao fim do ano”

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Marcelo Rebelo de Sousa considerou, esta quinta-feira, que a sua deslocação a Jerusalém abriu “um caminho”, 25 anos depois da última visita de um Presidente português a Israel, e falou numa “redescoberta do relacionamento político ao mais alto nível”.

O Presidente da República falava aos jornalistas num hotel de Jerusalém, após ter participado no 5.º Fórum Mundial do Holocausto, a convite do seu homólogo israelita, Reuven Rivlin, com quem teve uma reunião bilateral na terça-feira, na qual disse sido acertada uma troca de visitas de Estado.

“Abriu-se um caminho. 25 anos depois, abriu-se um caminho, e houve uma redescoberta do relacionamento político ao mais alto nível entre Portugal e Israel, e redescoberta do peso da comunidade judaica ao longo da história em Portugal”, declarou.

“Agora, a parte executiva, a parte governativa, essa ficará provavelmente para quando houver um Governo definitivo em Israel”, acrescentou.

Mário Soares tinha sido o último Presidente da República a deslocar-se a Israel, em 1995, numa visita em que esteve também nos territórios palestinianos.

No final do seu encontro com Reuven Rivlin, na residência oficial do Presidente do Estado de Israel em Jerusalém, na terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou esse facto e disse que a reunião “correu muito bem” e que se verificou “uma aproximação” de posições sobre a situação regional.

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou aos jornalistas ter convidado o seu homólogo Israelita “a visitar Portugal, se possível até ao fim do ano”, e que, a concretizar-se essa visita, que depende do “calendário apertado” de Reuven Rivlin, ficou acertado que fará depois uma visita recíproca a Israel.

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Unidade de Apoio Técnico Orçamental diz que carga fiscal é “ainda maior” do que o previsto

Orçamento do Estado 2020

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O conceito de carga fiscal usado pelo Ministério das Finanças na proposta orçamental não corresponde ao utilizado pelo INE e pela Comissão Europeia, afirma a UTAO, adiantando que o valor é “ainda maior” do que o previsto pelo Governo.

Segundo a Unidade de Apoio Técnico Orçamental (UTAO), “o conceito de carga fiscal utilizado pelo Ministério das Finanças no Projeto de Plano Orçamental para 2020 de dezembro não corresponde ao utilizado habitualmente pelo INE [Instituto Nacional de Estatística] e pela CE [Comissão Europeia], por não incluir os impostos sobre a produção e a importação cobrados em Portugal a favor do orçamento da UE [União Europeia]”.

Na apreciação final à proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), os técnicos do parlamento contam que fizeram uma revisão do indicador de carga fiscal utilizado no plano orçamental, “de modo a torná-lo comparável com os resultados já apurados até 2018 e que incluem aquela parcela de impostos cobrada em território nacional”.

A revisão mostrou que a proposta orçamental “tem subjacente um aumento de carga fiscal em 2019, de 34,9% em 2018 (de acordo com os últimos resultados de contas nacionais publicados em dezembro último) para 35,0% em 2019”.

Já para 2020, continuam os peritos, “as projeções orçamentais têm implícito um novo aumento da carga fiscal, para 35,3% do PIB [Produto Interno Bruto]”.

Mas, defendem, “se adicionalmente se considerar a receita de impostos e contribuições sociais que não se encontrava especificada nas medidas de política orçamental, o aumento da carga fiscal em 2020 subjacente à proposta de OE2020 afigura-se ainda maior”, colocando-a em 35,4% do PIB, que é “o patamar mais elevado da história recente”, diz a UTAO.

Segundo os técnicos, na proposta de OE2020, “encontram-se omissas receitas de impostos e contribuições sociais de 223,7 milhões de euros em 2020, dos quais 213,7 milhões de euros associados a medidas de anos anteriores com efeitos de carry-over em 2020 e 10 milhões de euros decorrentes de novas medidas de política”.

A UTAO refere que questionou o Ministério das Finanças sobre estes montantes de receita em falta, mas “até ao fecho do relatório não foi possível obter um esclarecimento escrito”.

Apesar do valor histórico, a carga fiscal em Portugal é inferior à registada, em média, nos países da zona euro, dizem os técnicos do parlamento referindo que em 2018 foi de 34,9% do PIB em Portugal, contra 40,8% na área do euro.

A UTAO indica ainda que há diferenças na estrutura da carga fiscal, já que em Portugal ela é “mais concentrada na tributação indireta” representando 44% do total em 2018, enquanto nos países da área do euro a tributação indireta assume, em média, o peso de 33,1% do total.

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Três administradores da NOS renunciam aos cargos na operadora

Luanda Leaks

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Foto: confrasilvas.com / DR

Os três administradores não executivos da NOS ligados à empresária Isabel dos Santos, entre os quais o presidente do Conselho de Administração, Jorge de Brito Pereira, apresentaram, esta quinta-feira, renúncia aos cargos, divulgou a operadora de telecomunicações.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a NOS refere que “Jorge de Brito Pereira, Mário Filipe Moreira Leite da Silva e Paula Cristina Neves Oliveira apresentaram esta quinta-feira, ao Conselho Fiscal, as respetivas renúncias aos cargos de membros não executivos do Conselho de Administração” da operadora.

A renúncia aos cargos acontece quatro dias depois de um consórcio de jornalistas ter divulgado o processo denominado Luanda Leaks, que revela alegados esquemas financeiros da empresária angolana Isabel dos Santos, filha do antigo chefe de Estado de Angola.

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