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Trabalhadores do Burger King, KFC e Pizza Hut em greve exigem melhores salários e condições laborais

E de outras marcas do Grupo Ibersol.

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Greve dos trabalhadores do Grupo Ibersol. Foto: Facebook de Sindicato Hotelaria Norte (21/09/2018)

Cerca de meia centena de trabalhadores da Ibersol, dona da Pizza Hut, KFC e Burger King, entre outras, manifestaram-se hoje frente à sede do grupo, no Porto, contra a precariedade dos vínculos laborais e exigindo melhores salários e condições de trabalho, progressão na carreira e fim da precariedade.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do Sindicato da Hotelaria do Norte disse que, apesar da “abertura negocial” manifestada, a Ibersol tem vindo sucessivamente a recusar “qualquer proposta para melhorar as condições de vida e de trabalho” dos funcionários do grupo, que cumprem hoje uma greve na região norte do país.

“Marcou uma reunião para esta segunda-feira, mas recusou avançar com qualquer proposta concreta”, afirmou Francisco Figueiredo.

Greve dos trabalhadores da Pizza Hut e do Grupo Ibersol. Foto: Facebook de Sindicato Hotelaria Norte (21/09/2018)

Em comunicado, o grupo Ibersol – que representa em Portugal as marcas Pizza Hut, Burger King, KFC, O Kilo, Pasta Caffé, Pans, Miit, entre outras cafetarias e quiosques – considerou que quer a greve, quer a ação de protesto desta manhã, “são ações de caráter extemporâneo”, já que as reivindicações feitas “são do âmbito da contratação coletiva”, devendo por isso ser discutidas “em sede própria, no seio da sua associação, a AHRESP [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal]”.

“O sindicato não foi sensível a este argumento, não obstante ter assinado em agosto último a revisão ao contrato coletivo de trabalho pelo qual a Ibersol se rege e cumpre escrupulosamente”, sustenta, assegurando que a empresa “mantém uma postura construtiva de auscultação dos interesses dos seus colaboradores e de melhoria contínua das condições de trabalho”.

Em causa estão os salários praticados na empresa, que o sindicato diz serem “muito baixos” e com “grandes diferenças entre categorias”, sendo que “há trabalhadores que trabalham há mais de 20 anos e não são promovidos na categoria profissional nem no nível salarial”, enquanto outros “repõem valores de falhas, mas não recebem abono de falhas” ou “estão classificados e remunerados como aprendizes e estagiários, mas exercem funções próprias de categorias superiores”.

Greve dos trabalhadores da Pizza Hut e do Grupo Ibersol. Foto: Facebook de Sindicato Hotelaria Norte (21/09/2018)

Também denunciado por Francisco Figueiredo é o valor das ajudas de custos aos distribuidores, que diz estar “desatualizado”, e a alegada “discriminação” entre os distribuidores com mota da empresa face aos que operam com mota própria, assim como o desrespeito pelos dias de descanso semanal e pelo horário de trabalho e os elevados níveis de precariedade laboral no grupo.

Na concentração que decorreu esta manhã, no Porto, os trabalhadores aprovaram uma moção com uma lista de 15 exigências, entre as quais a subida dos salários dos distribuidores e operadores, a progressão na carreira ao fim de três anos, o pagamento do abono de falhas e do trabalho suplementar, a classificação profissional e remuneração de acordo com as funções efetivamente exercidas e a igualdade de tratamento na atribuição de prémios.

Ainda reclamado é a atualização das ajudas de custo dos distribuidores, a garantia de dois dias de folga consecutivos por semana, a previsibilidade dos horários de trabalho, a alteração dos regulamentos internos para “não discriminarem trabalhadores” e a passagem a efetivos de todos os trabalhadores a termo que ocupam postos de trabalho com caráter permanente.

O grupo Ibersol registou no primeiro semestre deste ano um aumento homólogo de 12,2% do resultado líquido consolidado, para 10,9 milhões de euros, tendo o volume de negócios crescido 3,4%, para 211,3 milhões de euros, e o EBITDA consolidado progredido 3,3%, para 26,5 milhões de euros.

O grupo tem como principal acionista a ‘holding’ ATPS, de António Teixeira e António Pinto de Sousa, com 55% do capital.

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Ponte de Lima

Escola de Ponte de Lima recebe prémio em concurso nacional da Direção Geral da Educação

Agrupamento de Escolas de Freixo.

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Foto: Facebook de Agrupamento de Escolas de Freixo

A Direção-Geral da Educação (DGE) atribuiu um prémio de mil euros ao Clube de Robótica do Agrupamento de Escolas de Freixo, no concelho de Ponte de Lima.

Através das redes sociais, a prestigiada instituição de ensino agradeceu aos responsáveis.

“Parabéns à Ana Lagoa Pedro Correia Joao Cunha Mónica Carvalheira e aos muitos alunos que trabalham muito para conseguirmos cada vez mais e melhor!!!”, pode ler-se.

A seleção dos clubes apoiados foi feita através de concurso nacional, aberto a escolas públicas e privadas, e “visa distinguir os estabelecimentos de educação e ensino públicos e privados que, através dos seus projetos e das suas práticas, promovem os vários tipos de linguagem de programação e robótica, desenvolvendo nos seus participantes capacidades como o pensamento crítico, a resolução de problemas, o trabalho colaborativo e a criatividade”.

Segundo o regulamento, disponível em http://www.erte.dge.mec.pt, “a participação neste concurso implica, numa primeira fase, apresentar o seu projeto e plano anual de atividades. Numa fase posterior, os CPR terão de criar um vídeo que demonstre os objetivos, os produtos e alguns momentos do seu quotidiano que considerem mais relevantes e característicos do seu clube”.

O prémio foi recebido pelo Luís Fernandes, professor de Português e Francês, e diretor do agrupamento, durante a “Codeweek”, encontro de programação e robótica que decorreu em Rio Tinto, no distrito do Porto, nos dias 19 e 20 de outubro.

Em 2017/2018, este concurso nacional atribuiu prémios de 150 euros a várias escolas dos distritos de Braga e Viana, na região do Minho – a lista de 2018/2019 ainda não foi publicada no site da DGE.

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Barcelos

Bertrand abre livraria em Barcelos – e oferece até 50% de desconto durante o fim de semana

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A Bertrand Livreiros inaugurou este sábado uma nova livraria no Largo Doutor José Novais, na cidade de Barcelos, no espaço do antigo “Café Bilharista” (ver mapa no final do artigo), e está a oferecer descontos entre 20 e 50% em cartão, ao longo deste fim de semana, em todos os livros, excepto novidades.

Foto: Facebook de Bertrand Livreiros

Foto: Facebook de Bertrand Livreiros

Foto: Facebook de Bertrand Livreiros

Foto: Facebook de Bertrand Livreiros

De acordo com o site daquela que se apresenta como maior rede de livrarias do país, a loja de Barcelos é a 53.ª a abrir em Portugal,  a quinta na região do Minho, onde já existem duas em Braga e duas em Viana do Castelo.

O novo espaço irá estar aberto todos os dias, entre as 09:30 e as 20:00 horas, de segunda a sábado, e entre as 10:00 e as 19:00, aos domingos e feriados.

Vídeo: Bertrand Livreiros / Divulgação

A Bertrand foi fundada em Portugal em 1732.

Google Maps

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Braga

Manuel Monteiro diz “estar de bem com o CDS”, só não sabe se CDS está de bem consigo

Candidato da Nova Democracia em Braga nas eleições legislativas de 2009, Monteiro obteve apenas 0,7% dos votos e a sucessão de desaires ditou o fim do partido que disputava o espaço da direita ao CDS.

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Foto: abnoxio.com / Ademar Matos

O antigo líder do CDS-PP Manuel Monteiro, natural de Vieira do Minho, admitiu hoje ter dúvidas quanto a uma eventual refiliação no partido, dizendo estar “de bem com o CDS”, mas ainda não saber se o contrário se verifica.

“Eu quero estar de bem com o CDS, eu ainda não percebi se o CDS está de bem comigo”, afirmou Manuel Monteiro, numa conferência organizada pela Tendência Esperança e Movimento (TEM) do CDS-PP.

Desafiado por um militante democrata-cristão da Batalha a dizer quando voltará a filiar-se no partido que liderou entre 1992 e 1998, Manuel Monteiro admitiu ainda ter “imensas dúvidas” a esse respeito.

“Mas também não tenho nenhum comboio à espera nem horários a cumprir (…) Eu estou de bem com o CDS-PP e, portanto, se isso tiver de acontecer acontecerá com naturalidade. Se não tiver de acontecer, não será por isso que, se me convidarem, deixarei de fazer campanha pelo CDS”, assegurou.

Dizendo concordar com a maioria das ideias do partido, Monteiro salientou ter “o maior respeito pela presidente do CDS-PP”, Assunção Cristas, – cuja presença foi anunciada no encerramento da iniciativa pela TEM, mas acabou por não constar da sua agenda oficial – com quem esteve na quinta-feira, depois de a ter convidado para dar uma aula na cadeira que leciona na Universidade Lusíada, no Porto.

Monteiro, que saiu do CDS-PP para fundar um partido, a Nova Democracia, revelou que, na rua, as pessoas continuaram sempre a associá-lo aos democratas-cristãos.

“Eu não preciso de ser militante do CDS para, sempre que o CDS queira, eu esteja disponível para ajudar no que eu puder e desde que isso não cause nem ciúmes, nem engulhos, nem perturbações que não fazem sentido”, disse.

Na sua intervenção, subordinada ao tema “Portugal e o Mundo: Como nos reafirmamos?”, o antigo presidente centrista defendeu que se vive “um momento ímpar na vida política portuguesa”.

“Pode permitir que o CDS se catapulte em termos eleitorais, mas desde que seja para fazer diferença e não apenas para eleger mais umas quantas pessoas”, alertou.

Manuel Monteiro apontou um enviesamento ao sistema político português, salientando que “um regime que começa à esquerda e termina ao centro é um regime que lhe falta algo”.

“Houve uma época em que o CDS se afirmou claramente precisamente na ideia de que nenhum regime pode ser um regime estável se é coxo”, disse.

Afirmando-se como “uma pessoa de direita”, o antigo deputado referiu que hoje “há jovens que têm vergonha, receio, medo” de se assumirem como tal, o que considerou “profundamente grave e preocupante”.

Apontando a “crise de valores” como o principal problema do país, Monteiro considerou que esta deriva de um problema mais vasto no mundo ocidental e manifestou-se contra o que chamou uma “Europa de portas escancaradas”.

“Não tenho nada contra a emigração, mas atenção à ideia de que quem entra tem liberdade de ser exatamente como é. Amanhã serão a maioria na Europa e nós não teremos liberdade de sermos como somos”, alertou, lembrando que, no passado, os cristãos sempre tiveram como objetivo converter os que não partilhavam da sua religião.

Para o antigo líder do CDS-PP, atualmente os partidos, mesmo quando acreditam nestes princípios, “têm medo de os afirmar, convencidos que perdem voto”.

“Não perdem”, defendeu.

No encontro organizado pela TEM, liderada por Abel Matos Santos, que defende abertamente o regresso de Monteiro ao CDS, participaram várias personalidades, entre elas os economistas João Ferreira do Amaral, os professores universitários Nuno Garoupa e Paulo Otero, além de Francisco Rodrigues dos Santos, presidente da Juventude Popular.

Líder dos centristas entre 1992 e 1998, Manuel Monteiro saiu do CDS em rutura com Paulo Portas, para fundar o Partido da Nova Democracia, em 2003, extinto em 2010 pelo Tribunal Constitucional.

Candidato da Nova Democracia em Braga nas eleições legislativas de 2009, Monteiro obteve apenas 0,7% dos votos e a sucessão de desaires ditou o fim do partido que disputava o espaço da direita ao CDS.

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