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Trabalhadores das cantinas escolares de Guimarães fazem greve na terça-feira

“Paralisação total”
Trabalhadores das cantinas escolares de guimarães fazem greve na terça-feira
Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores das cantinas escolares do concelho de Guimarães vão estar em greve, “com paralisação total”, na terça-feira, por melhores condições contratuais e aumentos salariais, anunciou hoje o sindicato da hotelaria do Norte.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte explica que as condições de trabalho destes profissionais “são precárias”, sublinhando que “há quem trabalhe há mais de 20 anos consecutivos [com contratos] a termo certo”, e outras trabalhadoras que “são contratadas em setembro de um ano e despedidas em julho do ano seguinte”.

“Muitas [funcionárias] trabalham poucas horas diárias, cujo valor que recebem não chega para pagar os transportes, não estão devidamente classificadas, recebem salários baixos, a empresa e a associação patronal recusam negociar melhores salários e a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho, e a Câmara Municipal de Guimarães não fiscaliza o Caderno de Encargos”, lê-se no comunicado.

Nesse sentido, “as trabalhadoras da Uniself, S. A. que exercem a sua atividade profissional nas cantinas das escolas do concelho de Guimarães vão recorrer à greve, com paralisação total, durante todo o período de trabalho, no dia 14 de junho de 2022”.

A passagem ao quadro de todos os trabalhadores contratados a termo, a contratação direta de todos os trabalhadores pela Uniself sem qualquer recurso a empresas de trabalho temporário, ter um horário completo de 40 horas semanais para os trabalhadores das cantinas de confeção, e carga horária mínima de quatro horas diárias e 20 horas semanais para os trabalhadores das cantinas transportadas são algumas das reivindicações.

O sindicato exige ainda a reclassificação e a contratação de trabalhadores com a categoria de despenseiro e encarregado para todas as cantinas de confeção, assim como “o pagamento das horas em dívida trabalhadas em janeiro e fevereiro”.

Reclamam também um “aumento salarial de 100 euros para os trabalhadores com a categoria de cozinheira e de 50 euros” para as restantes funcionárias, e o “cumprimento do caderno de encargos e do Contrato Coletivo de Trabalho” em vigor, defendendo a sua “imediata negociação”.

Melhores condições de segurança e saúde no trabalho e o fornecimento de calçado e fardamento adequado, são outras das reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, afeto à CGTP-IN.

Contactada pela agência Lusa, a Uniself respondeu que, “neste momento, não tem comentários a fazer”.

O sindicato vai promover uma concentração de protesto à porta da Câmara Municipal de Guimarães a partir das 09:00 de terça-feira, dando uma conferência de imprensa pelas 10:00, para fazer um balanço da greve.

 
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