Seguir o O MINHO

Barcelos

Trabalhadores das cantinas escolares de Barcelos manifestam-se em frente à Câmara

Contra precariedade dos contratos

em

Foto: Imagem Porto Canal

Os trabalhadores das cantinas das escolas EB 2,3 e Secundárias de Barcelos fizeram hoje greve e manifestaram-se frente à Câmara local, num protesto relacionado sobretudo com os contratos a termo incerto impostos pela empresa concessionária do serviço de refeições.


“Trabalho nisto há 16 ou 17 anos, sempre numa incerteza muito grande, mas ao menos até aqui tínhamos contratos a termo certo, fossem de três meses ou nove meses. Este ano é para esquecer, a qualquer momento podemos ir para a rua”, criticou Maria Martins, que trabalha na cantina da Escola Secundária de Barcelos.

Sandra Santos, trabalhadora na cantina da Secundária Alcaides Faria, também não escondia a sua revolta pela “situação de incerteza” e de precariedade decorrente dos contratos a termo incerto.

“Fazem-se valer da covid-19 [para impor aqueles contratos], mas eu acho que é precisamente por estarmos na situação em que estamos, de verdadeira calamidade, que nos deviam dar mais estabilidade”, apontou.

Segundo Nuno Coelho, do Sindicato da Hotelaria do Norte, em causa estão 38 trabalhadores das nove escolas EB 2,3 e Secundárias do concelho de Barcelos, tendo a adesão à greve sido “praticamente de 100%”, pelo que “as cantinas estão fechadas”.

“Com estes contratos, a empresa [Uniself] pode despedir a qualquer momento. O que nós exigimos é que os contratos sejam, no mínimo, para o ano letivo inteiro”, referiu.

Disse ainda que o sindicato reivindica igualmente o aumento da carga horária para “pelo menos” 25 horas semanais, a contratação de todos os trabalhadores que trabalharam no ano letivo anterior, reposição de todos os direitos que vigoraram no ano letivo anterior e aumentos salariais “dignos e justos”.

O pagamento dos direitos dos trabalhadores decorrentes da cessação do contrato de trabalho do ano letivo anterior, que em alguns casos pode ascender a 500 euros, é outra das reivindicações.

O sindicato diz que a Câmara de Barcelos fez o concurso público para o pessoal das cantinas, mas “não teve em conta os direitos dos trabalhadores”, designadamente categorias, carga horária e rácios de pessoal.

Por isso, quer que a Câmara “não dê cobertura às ilegalidades da empresa e interceda na defesa” dos direitos dos trabalhadores.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Barcelos já enjeitou responsabilidades, referindo que no caderno de encargos relativo ao concurso público de fornecimento de refeições escolares estão especificadas as obrigações contratuais por parte do adjudicatário, nomeadamente quanto à integral execução dos serviços e quanto aos recursos humanos necessários.

“Assim, compete à empresa Uniself S.A., vencedora do concurso público para fornecimento de refeições escolares, no cumprimento das obrigações a que está sujeita pelo caderno de encargos, responder a todas as questões relacionadas com os recursos humanos no âmbito do contrato em vigor”, acrescenta.

A Lusa contactou a Uniself, que remeteu para mais tarde eventuais declarações.

Anúncio

Barcelos

Homem de Barcelos apanhado em casa com seis bicicletas roubadas

Crime

em

Foto: DR

A PSP recuperou, na casa de um homem de 32 anos, seis bicicletas e um compressor furtados em residências e garagens nos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, distrito do Porto.

Em comunicado, a Polícia divulgou que a recuperação ocorreu na quarta-feira e que o homem, residente em Barqueiros, em Barcelos, foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

O autor dos ilícitos, segundo a PSP, “é um indivíduo intercetado e detido por esta Polícia, na terça-feira, e que no âmbito de investigação aguarda julgamento em prisão domiciliária”.

Continuar a ler

Barcelos

Almerinda Rodrigues, de Barcelos, faz hoje 100 anos (e mantém o gosto pela leitura)

Centenário

em

Foto cedida a O MINHO

Portugal tem a partir de hoje uma nova centenária. Almerinda Martins Rodrigues nasceu em 12 de novembro de 1920 em Bustelo, lugar da freguesia de Palme, e quando casou foi viver para a freguesia vizinha de Feitos, também no concelho de Barcelos, onde permanece.

Quarta mais velha de nove irmãos, é a única viva. Frequentou a escola na freguesia de Feitos, onde fez o exame da quarta classe e para onde ia, desde Palme, à pé pelo monte.

Toda a vida trabalhou no campo, tecia e urdia teias para outras freguesias.

Namorou 18 anos com o homem com quem iria casar aos 36 anos. Foi então viver para Feitos. Teve três filhas e um filho, que perdeu a vida em 1983 num acidente. Cinco anos depois, também de acidente, perderia o marido.

Tem nove netos e 12 bisnetos.

Desde há doze anos é cuidada pelas filhas. Até ao início da pandemia, frequentava o Centro Social Paroquial Imaculado Coração de Maria em Vila Cova. “E adorava ir para lá”, conta a O MINHO a neta Nádia Neiva.

“Já não frequenta a missa mas é muito religiosa, reza o terço várias vezes ao dia. Gosta de ler e ainda dá uns passinhos com ajuda da bengala e de mais alguém”, acrescenta.

A família gostava muito de “fazer uma festa grande” para assinalar o centenário de Almerinda Rodrigues, mas tal não é possível devido à atual situação pandémica.

Continuar a ler

Barcelos

Incêndio em fábrica de Barcelos não foi motivado por ação criminosa

Incêndio

em

Foto cedida a O MINHO por Paulo Pereira

O incêndio industrial que destruiu na terça-feira por completo um pavilhão situado em Balugães, no concelho de Barcelos, não teve origem em mão humana, tratando-se, ao que tudo indica, de um acidente.

Essa foi a conclusão inicial da investigação da Polícia Judiciária e de peritos das seguradoras que estiveram durante esta manhã de quarta-feira nas instalações da Nevacril, empresa que começou a arder cerca das 18:30 de ontem.

Fonte de O MINHO revelou que o interior da empresa ficou todo destruído, “não sobrando nem sequer uma máquina”, impossibilitando o regresso ao trabalho daquela firma que produz expositores em madeira e acrílico.

Ao que apurou o nosso jornal, a empresa só deverá reativar laboração a partir de janeiro de 2021, deslocando-se para outro local.

Dos 44 trabalhadores, nenhum estará em risco e devem continuar a receber os salários ao longo dos próximos dois meses.

O MINHO sabe que a administração vai fazer um esforço para que isso se cumpra.

O incêndio deflagrou na empresa situada no lugar de S. Bento, já perto do concelho de Ponte de Lima, cerca das 18:30 de terça-feira.

No local estiveram cerca de 40 bombeiros das corporações de Barcelos, Barcelinhos, Viatodos e Vila Verde.

O CDOS de Braga disse a O MINHO que não houve registo de feridos.

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto cedida a O MINHO por Paulo Pereira

O incêndio foi dado por dominado cerca das 20:30 mas os trabalhos de rescaldo duraram até ao início da manhã desta quarta-feira.

Continuar a ler

Populares