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Desporto

Tóquio2020: Portugal com 29 atletas apurados a sete meses dos Jogos

Atletas portugueses preparam-se para “brilhar” no Japão

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Foto: DR

A menos de sete meses do arranque dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, em 22 de julho, Portugal tem 29 atletas apurados, menos do que em igual período dos ciclos anteriores, sobretudo devido a mudanças no processo de qualificação.


Comparando o número com o mesmo período dos últimos três ciclos, verifica-se uma diminuição, pois no final de 2015, Portugal contava com 46 participantes assegurados no Rio2016, em 2011 tinha 41 a caminho de Londres2012, e em 2007 eram 44 com passaporte “carimbado” para Pequim2008.

No atletismo, por exemplo, eram já 16 os atletas qualificados a pouco mais de meio ano do Rio2016, num “bolo” total de sete modalidades asseguradas no final de 2015, um número superado em 2019: está já garantida a presença portuguesa em 10 desportos.

A assimetria nos processos de qualificação e a ausência da qualificação de qualquer seleção coletiva tornam a comparação mais complicada, com a grande maioria dos desportos a passar por processos de apuramento, por “ranking” ou através de torneios, ao longo da primeira metade de 2020.

Para o diretor desportivo do Comité Olímpico de Portugal (COP), Pedro Roque, esta redução explica-se sobretudo por dois fatores, o mais significativo a ausência da participação no futebol, que no Rio2016 garantiu, desde logo, a participação de 18 futebolistas.

Por outro lado, no atletismo, “mudou o sistema de qualificação”, explica à Lusa, e a qualificação através de uma marca predefinida é agora “muito mais exigente do que no passado”.

“Tivemos 15 atletas no campeonato do mundo, mas só seis conseguiram a marca que até aqui é pedida para os Jogos Olímpicos. (…) Depois há a via do ranking, para quem não consegue as marcas estabelecidas”, nota o dirigente.

Nesta modalidade, já “lá estão” João Vieira, nos 50 quilómetros marcha, Evelise Veiga, Patrícia Mamona e Pedro Pablo Pichardo, no triplo salto, e Carla Salomé Rocha, na maratona.

Assim, e pelo ranking, pode dizer-se que há vários atletas “quase virtualmente qualificados”, mas a confirmação oficial só acontecerá em 2020, depois de terem sido apurados os resultados das várias provas pontuáveis.

Fora do atletismo, “há alguma assimetria” nos números de apurados, mas Roque está confiante de que os números vão eventualmente atingir a previsão de “entre 70 a 75, eventualmente 80” atletas em Tóquio2020, até porque as diferenças estão “nos timings” e não tanto no desempenho desportivo.

“Neste momento, temos 10 modalidades qualificadas. Se considerarmos que o judo, o skate, o triatlo e até, eventualmente, o ténis têm atletas em posição mais do que privilegiada para ir, perspetivamos um mínimo de 14 modalidades”, acrescenta.

Fora destas, há ainda possibilidades noutras modalidades, do taekwondo ao remo, karaté, golfe, badminton ou na esgrima, além da “ténue esperança” de uma modalidade coletiva, através do andebol masculino, que em janeiro disputa o Europeu de andebol, onde só uma equipa se qualifica diretamente mas que serve de apuramento para um torneio de qualificação.

Dos atletas destes desportos depende também a representação em termos de variedade, já que, em 2016, Portugal esteve em 16 modalidades diferentes.

Por outro lado, há neste momento “quase uma paridade entre masculino e feminino na participação olímpica”, e o COP tem “como objetivo essencial ter no mínimo 40% de representação feminina”, podendo chegar mesmo à paridade.

Os mundiais de Szeged, na Hungria, apuraram seis canoístas, cinco deles homens: além de Fernando Pimenta e Emanuel Silva, prata em Londres2012, há também João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela, a que se junta, no slalom, Antoine Launay, apurado nos mundiais de La Seu d’Urgell.

A canoagem tem a maior comitiva com o passaporte já “carimbado”, com uma quota de três atletas na equitação, duas no ciclismo e cinco nadadores: Alexis Santos, Gabriel Lopes, Ana Catarina Monteiro, Diana Durães e Tamila Holub.

Ao lado de Filipa Martins e de Frederico Morais, que marca a estreia do surf no programa olímpico, está também Fu Yu, no ténis de mesa, uma quota na vela, em 49er, para dois atletas, e João Paulo Azevedo, no tiro com armas de caça.

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Futebol

Natxo González quer Tondela com mais “pontaria” frente ao Gil Vicente

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O treinador do Tondela, Natxo González, disse hoje que a equipa precisa de “melhorar a pontaria” para poder marcar golos e somar pontos frente ao Gil Vicente, em jogo da 32.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

“Temos de fazer o mesmo como temos feito nos últimos três jogos, temos de transformar isso em pontos. Temos de seguir ao nível coletivo como estamos e melhorar a pontaria, que é o que está no nosso controlo e, no incontrolável, ter um pouco mais de sorte”, considerou Natxo González.

Em videoconferência de antevisão ao jogo da 32.ª jornada, que se disputa às 21:30 de terça-feira, no Estádio Cidade de Barcelos, o técnico espanhol admitiu que “os golos são uma debilidade, uma deficiência” que o Tondela tem.

“Temos de marcar para poder somar [pontos]. A margem é cada vez menor, temos menos tempo e os pontos são os mesmos. Tinha sido recomendável conseguir antes, mas não o conseguimos, temos de o fazer agora se queremos assegurar a manutenção”, assumiu.

O treinador da equipa beirã adiantou ainda que o Tondela “não está bem em resultados, mas não está tão mal em muitas coisas” e uma delas é o nível emocional dos jogadores, que “está bem e, por isso, têm tido um bom rendimento”.

“Há que acompanhar isso com pontos e é no que queremos, transformar essas boas sensações em pontos, porque é o que na realidade importa e para conseguir pontos temos de fazer as coisas bem, como temos feito, exceto marcar golos que é o decisivo”, insistiu.

O facto de o Gil Vicente já ter assegurado a manutenção na I Liga, após a vitória na jornada anterior, frente ao Vitória de Guimarães (2-1), não descansa Natxo González, que sabe que não terá “qualquer facilidade” perante o adversário.

“Espero um Gil Vicente que temos visto a cada jornada, com os objetivos principais conseguidos e é de destacar a grande época que tem feito e espero um Gil Vicente do dia do [Vitória de] Guimarães, do dia do Rio Ave, do jogo anterior, e é para isso que nos estamos a preparar”, assegurou.

Nesse sentido, defendeu que o treinador adversário, Vítor Oliveira, “tem vontade de continuar a competir e vontade de ganhar” e, por isso, considerou que esta jornada coloca o Tondela “à prova em todos os sentidos: a nível emocional, futebolístico e na pontaria”.

Dos três jogadores atualmente lesionados no Tondela, Pité, Cláudio Ramos e Ricardo Valente, “só Valente está apto” para o jogo com o Gil Vicente, confirmou Natxo González.

O Tondela, 15.º classificado, com 30 pontos, visita o Estádio Cidade de Barcelos, na terça-feira, pelas 21:30, a casa do Gil Vicente, na nona posição, com 39 pontos, em encontro da 32.ª jornada da I Liga de futebol.

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Futebol

Vitória SC vai lutar pela Liga Europa enquanto for “matematicamente possível”

I Liga

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

O treinador Ivo Vieira afirmou hoje que o Vitória SC vai lutar pelo apuramento para a Liga Europa enquanto for “matematicamente possível”, antes do duelo com o Benfica, da 32.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

A derrota caseira na ronda anterior, frente ao Gil Vicente (2-1), deixou os vimaranenses na sétima posição, com 46 pontos, a quatro do último lugar de acesso à prova europeia, o quinto, ocupado pelo Rio Ave, mas o técnico prometeu que a equipa vai encarar de “forma muito séria” os três jogos que restam, a começar pela visita ao Estádio da Luz, para defrontar o campeão.

“Como sempre, vamos encarar o jogo para tentar fazer o nosso melhor. E o nosso melhor é tentar ganhar o jogo. Ainda não estamos arredados, mas o último resultado não nos ajudou a alimentar o objetivo [da Liga Europa]. Enquanto for matematicamente possível, vamos continuar a lutar por pontos”, frisou, em videoconferência de antevisão ao jogo, marcado para as 21:30, em Lisboa.

Ivo Vieira acrescentou que os seus jogadores têm de “ser profissionais” e de representar o emblema minhoto de “forma digna”, tendo realçado que o Benfica, apesar de só ter somado 20 pontos na segunda volta e de ocupar a segunda posição da tabela, com 68, é um adversário “sempre forte”, que oferece “grandes dificuldades”.

“Vai ser um Benfica difícil. Sabemos que os resultados não têm sido os melhores, mas a valia está lá, a organização está lá, a qualidade está lá. O Benfica vale muito mais do que o que tem feito. Nós, Vitória, também valemos muito mais do que o que temos feito. Não nos vamos deixar iludir pela ideia de que o Benfica não está assim tão forte. O Benfica é sempre forte”, salientou.

Caso o Vitória SC empate ou ganhe na Luz, o FC Porto, líder da competição, com 76 pontos, sagra-se automaticamente campeão, pela 29.ª vez, antes de receber o Sporting, na quarta-feira, mas o técnico vitoriano não se mostrou “interessado” na possível “festa” que possa advir da conquista de pontos por parte da sua equipa.

“Não me compete entrar em festas, nem comentar festas seja de quem for. Temos de lutar pelo resultado. Tudo que não envolva o que é o jogo não me diz nada”, reiterou.

Ivo Vieira considerou ainda que o Benfica, treinado por Nélson Veríssimo nos últimos dois jogos – vitória sobre o Boavista (3-1) e empate com Famalicão (1-1) – apresentou uma “ideia” semelhante à do anterior técnico, Bruno Lage, embora com “um cunho pessoal”, e realçou a necessidade de a formação de Guimarães estar atenta ao “jogo interior” dos ‘encarnados’.

O treinador disse ainda sentir-se apoiado pela SAD vimaranense, liderada por Miguel Pinto Lisboa, “desde o início da época”, depois de questionado sobre o acompanhamento que tem recebido por parte de quem dirige o clube.

O Vitória SC, sétimo classificado da I Liga, com 46 pontos, visita o Benfica, segundo, com 68, em jogo da 32.ª jornada, marcado para as 21:30 de terça-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa, com arbitragem de Hugo Miguel, da Associação de Futebol de Lisboa.

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Motores

Miguel Oliveira “entusiasmado” com o regresso às pistas

Mundial de MotoGP

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Miguel Oliveira. Foto: Facebook

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) mostrou-se hoje “entusiasmado” com o regresso às pistas no Mundial de MotoGP, cuja primeira prova da temporada 2020 se realiza no domingo, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera.

“Estou contente e, obviamente, entusiasmado por voltar a correr. Jerez sempre foi uma etapa muito especial para mim, pois é o que fica mais perto de casa”, disse o piloto de Almada, em declarações difundidas pela equipa Tech3.

Miguel Oliveira observou que a prova deste ano será “extra especial, pois marca o regresso à competição”, após a suspensão motivada pela pandemia de covid-19, que provocou mais de 566 mil mortos e infetou mais de 12,79 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

“Estou contente e muito, muito feliz por ver toda a gente outra vez reunida e voltar ao trabalho num fim de semana que será diferente, sem fãs nas bancadas, com muitas restrições”, sublinhou.

No entanto, apesar das limitações, o piloto luso promete “dar o máximo para deixar toda a gente orgulhosa”.

Também o patrão da equipa Tech3, o francês Hervé Poncharal, mostrou-se satisfeito com o regresso da competição: “Com tanta coisa que aconteceu, entretanto, é como um sonho, algo que parecia impossível há apenas três meses”.

O facto de haver menos corridas (17) e com pouco intervalo entre si obriga “a estratégias diferentes”.

O Grande Prémio de Espanha será a primeira de 17 corridas previstas para 2020.

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