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Tóquio2020: Antoine Launay fica a um lugar da final de slalom

Jogos Olímpicos

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Foto: Twitter

O canoísta português Antoine Launay falhou por um lugar o apuramento para a final de K1 slalom dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao terminar na 11.ª posição as meias-finais, que apuravam os 10 melhores.

No centro de canoagem slalom de Kasai, Launay, de 28 anos, tinha apenas uma manga – num percurso novo, diferente do das eliminatórias – para mostrar valor, concluindo-a em 98,88 segundos, mais 43 centésimos do que o sueco Erik Holmer, 10.º.

Estreante em Jogos Olímpicos, Antoine Launay, do Darque Kayak Clube, de Viana do Castelo, apurou-se para Tóquio2020 com o sétimo lugar nos mundiais de 2019, contudo, posteriormente só por uma vez voltou a atingir as finais em provas internacionais, que não foram muitas, devido à pandemia da covid-19.

No Rio2016, Portugal esteve representado na canoagem slalom por José Carvalho, que terminou na nona posição, em C1.

A mais recente presença lusa feminina em K1 slalom remonta a Sydney2000, quando Florence Fernandes foi 20.ª e última, depois de ter estado em Atlanta1996, então 22.ª numa edição que contou também com a participação de Aníbal Fernandes (30.º).

O canoísta Antoine Launay assumiu ser “muito difícil” lidar emocionalmente com o facto de ter ficado a um lugar da final de K1 slalom, reservada aos 10 melhores.

Portugal apresentou um protesto por alegada violação do atleta da Austrália, Lucien Delfour, por entender que não cumpriu com as regras na passagem de uma porta, pelo que pedia a penalização do sexto classificado, algo que resultaria no êxito de Launay.

“No fim são os juízes que decidem. Não posso fazer nada. Acho que ele devia ter [(penalização de) 50 (segundos), mas agora já acabou tudo. É a decisão e aceito-a. Foi o fim”, lamentou, depois de concluir a sua descida em 98,88 segundos, mais 43 centésimos do que o sueco Erik Holmer, 10.º.

Launay, de 28 anos, 1,80 metros e 88 quilos de puro músculo, não conseguiu evitar “ruir” emocionalmente enquanto esperava pelo resultado na zona mista, para reagir aos jornalistas, ficou a saber que o recurso não tinha sido tido em conta.

Já o seu treinador, “Pere” Guerrero, que conduziu o recurso, aceita que as imagens são “dúbias” e que permitem uma “interpretação subjetiva” sobre a passagem total da cabeça do australiano numa das portas, pelo que assume com “desportivismo” a decisão dos juízes.

Launay, sempre com voz embargada, assumiu que esta “não foi” a sua melhor prova, admitindo “um pouco de pressão e stress” durante a manga única no centro de canoagem slalom de Kasai, que deixou de fora, inclusivamente, medalhados olímpicos no Rio2016.

“Cometi alguns pequenos erros e claro que podia melhorar. Queria estar na final, porém fui 11.º e agora já nada posso fazer…”, insistiu, como que ainda incrédulo pelo fim da sua ilusão.

O português nascido em Toulouse, França, país onde reside, em Pau, estava mergulhado na deceção e não abordou a possível tentativa de chegar aos próximos Jogos, em Paris2024.

Entretanto, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, felicitou o canoísta pela sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio e pelo “excelente resultado obtido”.

Para José Maria Costa, citado em comunicado da autarquia, “o atleta é um excelente exemplo de desportista e esta participação de Antoine Launay é também um estímulo para os mais jovens aderirem à prática desportiva em Viana do Castelo e no país”.

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