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“Todas as urgências terão de ser reanalisadas este ano”

Orçamento do Estado 2020

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Foto: headtopics.com

Todas as urgências terão de ser reanalisadas este ano em termos da sua organização para serem “mais eficientes” na prestação de serviço e “responder melhor à população”, afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido.


A questão da “situação de rutura” das urgências pediátricas dos hospitais Garcia de Orta, em Almada, de Torres Vedras e do Litoral Alentejano foi levantada pela deputada do PCP Paula Santos, no debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado para 2020 OE2020, defendendo um reforço dos serviços para evitar estas situações.

Em reposta, Marta Temido afirmou que “as urgências pediátricas e todas as urgências terão de ser reanalisadas em termos da sua organização no ano de 2020”, uma necessidade também defendida pelos profissionais de saúde.

“É a necessidade de revisão de uma rede que já não é revista há vários anos, é a necessidade de responder melhor à população, é a necessidade de ser mais eficiente na prestação de serviços, é a necessidade de ter mais qualidade de resposta”, sublinhou.

Segundo Marta Temido, tudo o que tem sido feito é “no sentido do efetivo aumento da resposta do Serviço Nacional de Saúde e não apenas do seu equilíbrio financeiro”.

“É por isso que não conseguimos ainda evitar gerar um défice no SNS e é por isso que continuaremos a contratar os profissionais que precisamos para continuar a garantir respostas integrais e completas onde são necessárias”, defendeu.

Por esta razão, sustentou, “muitas vezes temos recorrido às prestações de serviço, mais do que aquilo que desejávamos”, para garantir a abertura de serviços.

No debate, a ministra foi questionada pelo deputado do Chega, André Ventura, sobre os casos de violência contra os profissionais de saúde: “Vai haver ou não aulas de defesa pessoal para os médicos e enfermeiros? Essa á a melhor proposta que o Governo tem para os médicos e enfermeiros agredidos?”.

Dirigindo-se ao deputado, Marta Temido afirmou: “Relativamente à fake new das aulas de defesa pessoal não me parece que vamos desvalorizar aquilo que é a violência contra os profissionais de saúde ou de nenhum grupo profissional em concreto e, portanto, o Ministério da Saúde não poderá alinhar em qualquer comentário ou medida que não considere em devida conta estes episódios”.

O deputado do BE Moisés Ferreira elogiou, por seu turno, a ministra por não ter repetido, “e bem, o mantra do melhor orçamento do SNS dos últimos cinco anos, porque não é”.

“Um bom orçamento é aquele que utiliza os recursos disponíveis para resolver os problemas que afetam o dia-a-dia das pessoas e este não é esse orçamento”, defendeu Moisés Ferreira.

Contrariando as afirmações do deputado, a ministra sublinhou que o orçamento não só é o melhor “relativamente aos últimos cinco anos”, como é “provavelmente relativamente aos últimos 20” que são aqueles que se recorda como profissional no setor da saúde.

“Estamos em crer que temos aqui um instrumento de política económica que nos permitirá ter o quadro necessário para aquilo que precisamos de fazer e que é necessariamente muito mais do que aquilo que se resume no clausulado desta proposta de lei do Orçamento do Estado”, vincou.

Questionada pela deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa sobre a contribuição extraordinária à indústria dos dispositivos médicos, Marta Temido explicou que se destina “a alimentar um fundo de inovação para o Serviço Nacional de Saúde”.

Este fundo, defendeu, “é absolutamente necessário como foi comprovado pelos recentes medicamentos que o Serviço Nacional de Saúde atribuiu a meninos e que não estavam previstos no orçamento do ano passado”.

Relativamente à redução das listas de espera, afirmou que as garantias que dá “são os profissionais de saúde, que são o melhor garante daquilo que é o programa de ação” do Governo.

“Com o seu trabalho, dedicação e empenho garantem mais do que a palavra de qualquer ministro de que o SNS está forte e irá responder àquilo que os portugueses esperam dele”.

Respondendo à deputada do PAN Diana Cunha sobre a dívida, Marta Temido afirmou que em novembro era de 840 milhões de euros. Entretanto, foi amortizada no final de 2019 pela injeção extraordinária de 550 milhões de euros, uma injeção que irá ser reforçada em 200 milhões de euros nos primeiros meses do ano.

 

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Costa anuncia contratação imediata de 1500 assistentes operacionais nas escolas

Covid-19

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António Costa. Foto: Twitter / António Costa / Arquivo

O primeiro-ministro anunciou hoje a contratação imediata de 1500 assistentes operacionais para as escolas e disse que o Governo está a ultimar a portaria que estabelece o rácio destes profissionais nos estabelecimentos de ensino.

No final de uma visita à Escola Secundária de Alcochete, Setúbal, na qual esteve acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, António Costa adiantou que está a ser ultimada a portaria de rácio, que irá permitir aumentar o número de assistentes operacionais nas escolas.

“As famílias podem confiar de que iremos continuar a fazer todo o nosso maior esforço para dotar as escolas de recursos humanos que precisam de ser reforçados para que tudo corra bem. Este ano temos mais três mil professores, mais 900 técnicos especializados e vamos imediatamente contratar mais 1500 assistentes operacionais para além de estarmos a concluir a revisão da famosa portaria dos rácios dos assistentes operacionais para podermos fixar um número superior”, referiu.

Na visita, o chefe de Governo disse que a o processo de reabertura das escolas representa um dos maiores desafios no período que se vive devido à pandemia da covid-19.

“Concluímos ontem um dos exercícios mais difíceis desta retoma da atividade com a conclusão do processo de reabertura do ano letivo com aulas presenciais em todos os estabelecimentos de ensino e em todos os níveis de ensino. Desde 13 de março que não vivíamos esta realidade”, lembrou.

Antes de deixar a Escola Secundária de Alcochete para se dirigir para a reunião do gabinete de crise, em São Bento, para definir estratégias que possam travar o aumento do número de casos de infeção, António Costa frisou a importância do ensino presencial.

“Sabemos que estamos a viver um momento exigente em que há mais pessoas a ser infetadas. Sabemos que se aproxima um período mais exigente, do outono e inverno, e sabemos que apesar do ensino à distância através da televisão, do enorme avanço que a escola digital conseguiu e da grande adaptação que as famílias, alunos e professores tiveram para trabalhar com as novas ferramentas digitais, não há nada que possa substituir o ensino presencial. Por isso, não podemos perder o que esta semana conquistámos: a capacidade de termos escolas em todo o país a poderem funcionar normalmente”, disse.

Covid-19: Mais 6 mortos, 780 infetados e 259 recuperados no país

O primeiro-ministro apelou para que as cautelas que existem dentro da escola sejam aplicadas fora dela e vincou a importância de mais pessoas aderirem à aplicação ‘Stayaway covid’.

“É muito importante cumprir as regras na escola, mas é fundamental que também o sejam fora da escola. Dentro da escola é fundamental andarmos com máscara, mantermos a distância física e fazermos a higiene das mãos, mas se fora dela quebrarmos essas regras, a caminho de casa, nas festas no jardim e convívios de outros espaços comprometemos o esforço que está a ser feito em cada escola. Peço encarecidamente a todos que respeitem fora da escola as regras que aqui são aplicadas para que a escola não volte a parar”, referiu.

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Mau Tempo: Proteção Civil registou 162 ocorrências até às 13:00 em Portugal continental

Maior número de ocorrências registadas foram pequenas inundações

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Foto: DR / Arquivo

As autoridades registaram entre as 00:00 e as 13:00 de hoje, em Portugal continental, 162 ocorrências originadas pelo mau tempo, tendo sido o distrito de Lisboa o que teve mais casos, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o maior número de ocorrências registadas foram pequenas inundações (103), quedas de arvores (31) e queda de estruturas (9).

No distrito de Lisboa, entre as 00:00 e as 13:00, registaram-se 71 ocorrências, sendo aquele com maior número de casos.

Como ocorrências mais significativas, a fonte da ANPC destaca as inundações na cidade de Setúbal e de Beja e “fenómenos estranhos relacionados com o vento” em Palmela (distrito de Setúbal).

Uma tempestade intensa atingiu hoje de manhã várias zonas da cidade de Beja e provocou a queda de mais de 100 árvores e danos em veículos e infraestruturas, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Já no concelho de Palmela, um fenómeno de ventos fortes ocorrido na Estrada do Lau, provocou a queda de árvores de grande porte, de postes da EDP e fez danos em duas habitações.

Nas próximas horas, a ANPC vai estar com especial atenção aos distritos de Leiria, Coimbra e Aveiro, onde “poderão surgir algumas ocorrências relacionadas com ventos fortes e precipitação”.

“Estamos a acompanhar essa situação. Irão manter-se as condições meteorológicas adversas com vento forte nas terras altas e precipitação e, provavelmente, provocar alguns danos nas zonas mais urbanas”, perspetivou a fonte da ANPC.

Treze distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo por causa do vento e da chuva que pode ser por vezes forte e acompanhada de trovoada, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, os distritos de Aveiro e Viseu estão sob aviso amarelo desde as 06:00 e até às 18:00 de hoje devido à previsão de aguaceiros por vezes fortes.

Os distritos da Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Beja e Faro estão sob aviso amarelo devido à chuva (até às 18:00 de hoje) e vento por vezes forte com rajadas até 75 quilómetros por hora, sendo até 85 quilómetros por hora (km/h)nas terras altas (até às 21:00 de hoje).

Os distritos de Portalegre e Évora estão sob aviso amarelo desde as 06:00 e até às 21:00 de hoje por causa do vento forte.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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Covid-19: Mais 6 mortos, 780 infetados e 259 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

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