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Todas as bacias hidrográficas com menos água no final de julho

Segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente

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Foto: O MINHO / Arquivo

Todas as bacias hidrográficas monitorizadas registavam descidas na quantidade de água armazenada no último dia de julho, face ao mês anterior, de acordo com dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).


Das 60 albufeiras monitorizadas, 18 apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 14 disponibilidades inferiores a 40% do volume total.

As bacias do Ave, Ribeiras do Oeste, Sado, Guadiana, Mira e Barlavento apresentavam valores inferiores às médias de armazenamento para julho, do período de referência (1990/91 a 2018/19).

As bacias do Douro, com 81,5% do volume total, Tejo (81,1%) e Cávado (79,8%) eram as que tinham mais água armazenada, a 31 de julho.

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

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Ordem exige visão estratégica para que pandemia não trave formação dos futuros médicos

Saúde

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Foto: Ordem dos médicos

A Ordem dos Médicos exigiu hoje uma visão estratégica para que a pandemia não trave a formação dos futuros médicos, que deve ser implementada “com urgência”, resolvendo as situações de hospitais a impedir a entrada de alunos de medicina.

“A formação dos estudantes de medicina é crucial e decisiva para a qualidade do sistema de saúde no médio e longo prazo, pelo que condicionar, para lá do razoável, o contacto prático com os doentes pode ter efeitos muito nefastos para os futuros médicos e, sobretudo, para os doentes”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Corroborando a informação avançada pelo Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), a Ordem dos Médicos disse que tem conhecimento de situações em que os centros hospitalares e hospitais estão a impedir a entrada de alunos de medicina nas suas instalações, apelando a que “as entidades competentes revejam esta decisão e adotem com urgência uma visão estratégica, para que a pandemia não trave a formação dos futuros médicos”.

“Mais, a atual situação pandémica tem levado a que a covid-19 crie uma pressão e disrupção muito grandes no Serviço Nacional de Saúde, pelo que, com o devido enquadramento, a presença de estudantes de medicina pode trazer vantagens aos hospitais”, defendeu o bastonário Miguel Guimarães.

Na perspetiva da Ordem dos Médicos, esta é também “uma oportunidade única de aprendizagem para futuras pandemias que assolem o mundo, que será irresponsável desperdiçar”.

A decisão de alguns centros hospitalares de proibir a entrada de estudantes de Medicina e o acesso a aulas práticas merece a “veemente reprovação” do CEMP, que entende que está comprometida a formação.

“É fundamental, sobretudo neste momento, garantir a formação adequada dos futuros médicos, o que implica, naturalmente, a existência de aulas práticas presenciais, com contacto com doente, elemento indispensável à formação médica. A sua interdição pode implicar estarmos a comprometer a formação dos futuros médicos, com consequências imprevisíveis na saúde dos portugueses”, reforçou o CEMP, num comunicado divulgado na segunda-feira.

No mesmo documento, as escolas médicas apelam às administrações hospitalares para que revertam a decisão e colaborem com as escolas médicas na formação dos futuros clínicos “de forma adequada e ajustada àquilo que são as exigências da formação rigorosa dum médico, a fim de não comprometer a mesma”, algo que deve ser “considerado como um objetivo do máximo interesse nacional”.

Portugal contabiliza pelo menos 3.305 mortos associados à covid-19 em 211.266 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Vacina contra a covid-19 só a partir de janeiro, diz Agência Europeia de Medicamentos

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) espera dar um parecer favorável sobre uma primeira vacina contra o novo coronavírus “até o final do ano” para ser distribuída “a partir de janeiro”, disse hoje o seu diretor.

“Se os dados forem sólidos, podemos dar luz verde para a primeira vacina até o final do ano e começar a distribuição a partir de janeiro”, disse o diretor da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Guido Rasi, numa entrevista hoje publicada no jornal italiano Il Sole 24 Ore.

Este organismo é responsável pela autorização e controlo dos medicamentos na União Europeia (UE), sendo que a luz verde final dada pela Comissão Europeia permite aos laboratórios comercializar os seus medicamentos em toda a UE.

A EMA, que espera que “seis ou sete” diferentes vacinas estejam disponíveis em 2021, recebeu na sexta-feira “os primeiros dados clínicos da Pfizer sobre a sua vacina”, afirmou Guido Rasi.

O diretor da EMA descreveu ainda que receberam “os dados pré-clínicos da AstraZeneca, de ensaios em animais, que já estão a ser avaliados” e que, por último, tiveram “várias conversas com a Moderna”.

Com a colocação da vacina no mercado em janeiro, os seus primeiros efeitos ao nível de conter a disseminação do vírus “serão visíveis em cinco a seis meses, principalmente no próximo verão”, explicou, lembrando que, obviamente, “não será possível imunizar todas as pessoas”.

“Começaremos pelas categorias mais vulneráveis, como os idosos e os profissionais de saúde, que passarão a bloquear as pontes de transmissão”, frisou o responsável.

Guido Rasi entende que é necessário vacinar “mais de metade” da população europeia para se “poder assistir a um declínio da pandemia”, o que exigirá “pelo menos 500 milhões de doses na Europa”.

Para vacinar todos, “vai demorar pelo menos um ano” e “se tudo correr bem no final de 2021, teremos imunização suficiente”, salientou Rasi.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 1.305.039 mortos resultantes de mais de 53,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.250 pessoas dos 204.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (51.304 mortos, mais de 1,3 milhões de casos), seguindo-se Itália (44.139 mortos, mais de 1,1 milhões de casos), França (43.892 mortos, cerca de 1,9 milhões de casos) e Espanha (40.769 mortos, mais de 1,4 milhões de casos).

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Empresas ainda proibidas de abrir portas podem trocar ‘lay-off’ simplificado pelo apoio à retoma

Economia

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Foto: Ilustrativa / DR

As empresas cuja atividade ainda se encontra encerrada por imposição das medidas de combate à pandemia, como as de animação noturna, podem trocar o mecanismo do ‘lay-off’ simplificado e aderir ao novo regime do apoio à retoma progressiva.

O regime do ‘lay-off’ simplificado terminou em julho para a generalidade das empresas, mantendo-se apenas para aquelas que estão obrigadas a permanecer encerradas, mas é-lhes permitido, como referiu hoje o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, passarem para o regime do apoio à retoma progressiva, onde o esforço financeiro com a manutenção do emprego é mais baixo.

O apoio à retoma progressiva foi reformulado em outubro, passando a prever que as empresas com quebras de faturação superiores a 75% podem reduzir até 100% o período normal de trabalho (PNT), sendo a remuneração do trabalhador (que não pode ser inferior a 88%) integralmente paga pela Segurança Social. O empregador terá, por seu lado, de pagar apenas 50% da Taxa Social Única.

Já no ‘lay-off’ simplificado as empresas podem suspender o contrato do trabalhador, mas suportam 30% dos dois terços da remuneração que tem de ser assegurada ao trabalhador, beneficiando de isenção de TSU.

Neste quadro, o custo para uma empresa com o novo regime da retoma progressiva corresponde a metade do custo que tem através do ‘lay-off’ simplificado.

Perante a situação de “desespero” que alguns destes empresários enfrentam e assinalando que o setor da animação noturna, onde se incluem os bares e discotecas, está a ser “particularmente atingido” tendo em conta as “restrições [à atividade] que persistem”, o ministro Pedro Siza Vieira lembrou que no âmbito do programa Apoiar.pt, estas empresas beneficiam de uma majoração dos valores que podem receber, a fundo perdido.

As regras gerais deste programa determinam que o apoio corresponde a 20% da quebra da faturação registada nos primeiros nove meses deste ano relativamente ao período homólogo de 2019, até ao limite de 7.500 euros para as microempresas e de 40 mil euros para as pequenas empresas.

No caso da animação noturna, os tetos máximos são majorados em 50% sendo de 11.250 euros para as microempresas e de 60 mil euros para as pequenas empresas.

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