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Caminha

The Cult e Manic Street Preachers marcam primeiro dia do festival Vilar de Mouros

Therapy?, The Wedding Present e o português Tape Junk no palco secundário

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Foto: DR/Arquivo

O festival Vilar de Mouros arranca hoje com The Cult, Manic Street Preachers e Anna Calvi como cabeças de cartaz, enquanto Therapy?, The Wedding Present e o português Tape Junk, no palco secundário, compõem o primeiro dia.


Depois de um interregno entre 2006 e 2014, o festival recuperou a periocidade graças a uma aposta em bandas históricas e num ambiente familiar, pronto para receber as mesmas gerações que participaram no evento na última metade dos anos 1990.

Para esta edição, a abertura vai ficar a cargo dos Tape Junk, projeto liderado por João Correia, que regressa após a criação dos They’re Heading West. Depois do disco homónimo de 2015, a banda voltou aos álbuns com “Couch Pop”, em março, uma mistura de sonoridades entre Paul McCartney, Sly and The Family Stone, Shuggie Otis e Harry Nilsson, a ser apresentado a partir das 19:30.

Uma hora depois, seguem-se os britânicos The Wedding Present, do guitarrista e vocalista David Gedge, o único elemento fundador do grupo que tem mais de 30 anos de existência e nove trabalhos editados, o último deles em 2016, intitulado “Going, Going…”.

A inauguração do palco principal cabe a Anna Calvi, a artista inglesa que se estreou em disco com o homónimo de 2011 e lançou o longa-duração “Hunter”, em 2018, nomeado para álbum britânico do ano. Calvi chega a Vilar de Mouros depois de compor a banda sonora da quinta temporada da série “Peaky Blinders”, recentemente estreada no Reino Unido.

Os Therapy? regressam a Portugal para fechar o palco secundário, às 22:40, no ano em que o grupo norte-irlandês comemora 30 anos de carreira, espalhada por 15 discos, dos quais o último, “Cleave”, foi lançado em 2018. O grupo atua em substituição de Killing Joke, que cancelaram o concerto no final de junho.

A seguir sobem a palco os galeses Manic Street Preachers, um dos nomes mais aguardados desta edição, à boleia de “Resistance is Futile”, de 2018, o último trabalho do trio inglês, aclamado por crítica e público.

Às 01:30, os igualmente britânicos The Cult regressam ao país para fechar o primeiro dia do evento, num concerto que se prevê ser uma celebração do ‘post-punk’ e ‘hard-rock’ da banda de Ian Astbury e Billy Duffy, ao som de temas como “She Sells Sanctuary”, “Love Removal Machine” ou “Fire Woman”.

O festival Vilar de Mouros prossegue até sábado e vai receber nomes como The Offspring, Skunk Anansie, Prophets of Rage, Gogol Bordello, Gang of Four, Sisters of Mercy ou ainda os portugueses Linda Martini e Jarojupe.

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Alto Minho

Caminha reinventa programação cultural de verão em tempo de pandemia

Cartaz cultural

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Foto: Divulgação / CM Caminha

“Drive In Vilar de Mouros”, com cinema ao ar livre, “Lar Sustenido”, com música nos lares de idosos, e os concertos “Vilas People” são destaques da programação cultural do ‘Verão 2020’ em “tempos de cólera”, em Caminha.

“A cultura aqui em Caminha não está em confinamento. A cultura vai estar na rua e preparamos um programa forte para este verão de 2020 que passa por manter alguns eventos habituais, mas de uma forma completamente diferente”, com uma “programação cultural nova, forte, que quer simbolizar a ideia de resgatarmos o quotidiano”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

Este ano, para cumprir as regras de segurança emanadas pelo Direção-Geral da Saúde (DGS), no combate à covid-19, eventos como Feira Medieval, Festival de Espadarte ou Festival de Vilar de Mouros não se vão realizar. Todavia, a “cultura não está em confinamento”, e o município reinventou uma programação cultural para os “tempos de cólera” a rondar os 250 mil euros, um valor idêntico ao que investia na Feira Medieval, explicou o autarca.

Caminha anuncia que festival Vilar de Mouros será transformado em ‘drive-in’

“Em tempos de cólera temos de apresentar medidas excecionais, temos que encontrar soluções e foi isso que fizemos. Reinventar o nosso Dão, reinventar a nossa programação cultural, mantendo Caminha como um destino de confiança”, declarou hoje Miguel Alves, numa entrevista telefónica à Lusa, no âmbito do anúncio oficial da programação cultural ‘Verão 2020′, referindo que o concelho de Caminha tem 17 mil habitantes e, “felizmente”, “não apresenta, de momento, casos ativos de covid-19”,

O “Drive In Vilar de Mouros” é um dos destaques elencados pelo autarca. A iniciativa vai decorrer entre 23 a 29 de agosto, no mesmo espaço do festival, organizado pela Câmara de Caminha e pelos mesmos produtores do Festival Vilar de Mouros.

Vai haver um “palco em sistema de ‘drive in’”, como se conhece da América do Norte, onde se oferece a possibilidade de dentro dos carros as pessoas poderem assistir a concertos musicais, a ‘stand-up comedy’, a espetáculos para crianças, apresentação de DJ, num espaço absolutamente controlado do ponto de vista sanitário”, descreveu Miguel Alves.

Entre um bloco de 10 projetos incluídos no programa cultural ‘Verão 2020’, o “Lar Sustenido” é também uma iniciativa que o autarca destacou e que tem o objetivo de oferecer concertos da Banda Filarmónica de Lanhelas, por exemplo, aos idosos que vivem em lares e que foram as pessoas que “estiveram debaixo de fogo” durante a pandemia.

“É um prémio, um mimo que damos aos nossos velhinhos que têm estado a combater estoicamente (…) esta pandemia”, referiu.

“Vilas People” é um conjunto de oito concertos, a acontecer em Caminha e em Vila Praia de Âncora, que arranca a 18 de julho, com a atuação de Tiago Bettencourt a tocar Bob Dylan, no Convento de Santo António, em Caminha.

Inserido no “Vilas People” vai também atuar The Legendary Tigerman, no dia 25 de julho, no Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, Úxia, a 1 de agosto, no Largo Calouste Gulbenkian, em Caminha, e Toy a tocar músicas de Elton John, a 12 de setembro, na praça da República, em Vila Praia de Âncora, entre outros.

Estes concertos realizam-se às 22:00.

“Quatro Quartas de Jazz” é outra proposta cultural e decorre durante os meses de julho e agosto. Vai permitir que um quarteto de jazz de músicos do concelho de Caminha tome conta das praças de Caminha, Vila Praia de Âncora e de Moledo, “apresentando-se com este timbre do jazz”, acrescentou Miguel Alves.

Com o lema “Concelho de Caminha, Destino de Confiança / A mesma marca em tempos diferentes”, o verão de 2020 também vai oferecer “Cultura de Rua”, um conjunto de 20 eventos, sejam de música ou magia, que vão acontecer de surpresa aos habitantes, seja à saída da praia, da igreja ou junto a uma esplanada, descreveu o autarca.

Uma exposição do artista Pedro Cabrita Reis, com o apoio da Fundação de Serralves, será inaugurada no Museu Municipal de Caminha, a 7 de agosto, e poderá ser vista até meados de outono, em 28 de novembro.

Entre as iniciativas do ‘Verão 2020’, em Caminha, conta-se ainda a “Biblioteca 4L – Leitura sobre Rodas”, que leva livros a várias partes do concelho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 521 mil mortos e infetou mais de 10,88 milhões de pessoas, em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.587 pessoas das 42.782 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da DGS, hoje divulgado.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia, em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Alto Minho

Caminha anuncia que festival Vilar de Mouros será transformado em ‘drive-in’

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Caminha anunciou, esta quinta-feira, a programação cultural de verão, que inclui um evento drive-in especial nas mesmas datas em que se realizaria o festival de Vilar de Mouros.

O festival, que contava no seu cartaz com artistas como Placebo ou Iggy Pop, foi cancelado devido à pandemia da Covid-19, à semelhança de muitos outros festivais de verão.

Prometendo mais detalhes para breve, o presidente da Câmara, Miguel Alves, adiantou que esteve evento, que decorrerá de 24 a 29 de agosto, será composto por concertos ao vivo, sessões de DJ, cinema, espetáculos para crianças e stand-up comedy, com horários repartidos pelo “final de tarde, noite e extra noite”.

Segundo a autarquia, o programa de verão apresentado é “arrojado” e adaptado às imposições da DGS, que pretende “resgatar a cultura para o nosso concelho e mostrar que o Concelho de Caminha é um Destino de Confiança.

“É um programa de excelência em tempos de covid. Nós não devemos ficar fechados em casa. Essa não é a solução neste momento. Nós temos de abrir as portas das nossas casas, abrir as portas das nossas lojas, dos nossos hotéis e abrir as nossas ruas. É isso que vamos fazer com a programação cultural. Lançar atividades, promover o nosso território, dar conteúdos às pessoas que vem visitar o nosso território e atrair as pessoas para aqui estarem dentro das condições da DGS”, acrescentou apontou Miguel Alves.

O presidente da Câmara sublinhou que “há eventos típicos do concelho de Caminha que acontecem no verão que são impossíveis de manter, como são os casos do Festival do Espadarte, Festival de Vilar de Mouros e festas e romarias”, acrescentando que “há outros que vão acontecer de forma diferente, o que permitirá manter acesa uma chama que nos levará para as próximas edições, são os casos do Artbeerfest e da Feira Medieval”.

Enfatizou ainda que as festas religiosas como a Romaria de São João d’Arga, Festa de Nossa Senhora da Bonança, Santa Rita de Cássia, São Bento, Nossa Senhora ao Pé da Cruz não se vão realizar com a dinâmica habitual, mas serão apoiadas as celebrações religiosas.

Miguel Alves destacou o dia 8 de julho, dia em que se assinala o 96º aniversário de elevação de Vila Praia de Âncora. O Município vai marcar a data com o espetáculo “Centenário de Amália Rodrigues”, com Pedro Miguel Nunes, Artur Caldeira e Daniel Paredes, que terá lugar no Cineteatro de Vila Praia de Âncora, pelas 21:30.

Outro dos eventos que vai decorrer de forma diferente é a Arte na Leira. Esta edição terá lugar de 20 de julho a 23 de agosto, na Casa do Marco, em Arga de Baixo, num formato mais reduzido.

A Feira Medieval vai ser lembrada no dia 24 de julho, Dia do Foral de Caminha, com a iniciativa Caminha Medieval “A organização do exército do rei em finais da Idade Média – algumas notas sobre o contributo de Caminha”, a cargo de Leandro Ribeiro Ferreira, investigador doutorado na Universidade do Porto e na Fundação para a Ciência e Tecnologia. No dia 25 de julho, Dia de Santiago, terá lugar uma caminhada com o historiador Joel Cleto.

Para além dos eventos acima referidos, o Programa Cultural Verão 2020 é composto por 10 projetos culturais com o mote de “resgatar o nosso quotidiano”.

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Alto Minho

Autarca de Caminha pede à GNR para acabar com ‘botellóns’

Estado de alerta

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, solicitou à GNR ajuda para acabar com os ajuntamentos de jovens no concelho, apelando a multas.

O Jornal de Notícias (JN), que avança a notícia (acesso exclusivo para assinantes), refere que a GNR dispersou nas últimas semanas vários ajuntamentos de jovens, à noite, em locais ermos do concelho de Caminha.

O autarca está preocupado com o impacto que estes ajuntamentos possam ter na evolução da situação sanitária do concelho, temendo que estas situações irão agudizar-se no pico do verão.

Segundo o JN, para prevenir abusos durante a época balnear, Miguel Alves enviou uma carta ao Comando Nacional da GNR, pedindo o reforço do efetivo em julho e agosto no concelho.

O presidente da Câmara pede um presença mais visível e dissuasora em alguns períodos, nas noites de agosto, em que “grupos numerosos e ruidosos de jovens” fazem ‘botellón’ – expressão espanhola para ajuntamentos em espaços públicos para beber bebidas alcoólicas compradas previamente – em zonas do centro histórico e nas praias de Moledo e Vila Praia de Âncora.

Fonte do Comando Territorial de Viana confirmou ao JN que foram sinalizados três locais em Caminha e Vila Praia de Âncora em que ajuntamentos dispersaram à chegada da GNR.

Botelhão, sexo e vandalismo: As loucas noites que escandalizam Caminha

O próprio presidente da Câmara afirma àquele jornal ter denunciado ‘botellóns’ à GNR, acrescentando ter “conhecimento de vários encontros combinados através das redes sociais, sobretudo entre os mais jovens, em alguns lugares ermos e afastados dos centros das vilas”.

As zonas de São Pedro de Varais, na encosta da Serra d’Arga, da Senhora das neves, em Dem, e do Calvário, em Vila Praia de Âncora, são as referidas.

“Pedi à GNR que, quando sentir que a sensibilização não cumpre o seu efeito, dê um passo no sentido de reprimir, com multas os comportamentos abusivos e ilegais que colocam em risco a saúde do próprios e dos outros”, afirmou o autarca em declarações ao JN.

O país passou para estado de alerta no dia 01 de julho, estando proibidos ajuntamentos com mais de 20 pessoas, bem como o consumo de álcool na via pública.

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