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Têxtil de Guimarães cresceu 19% em 2021 e vai comprar mais 30 teares industriais

Economia

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Joaquim Almeida, CEO da JF Almeida. Foto: LOOM / Reprodução

A empresa têxtil JF Almeida, sediada em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, vai investir na compra de diversos equipamentos para aumentar a produção, depois de ter sofrido uma queda em 2020, que foi recuperada em cerca de 19% no ano de 2021, com uma subida dos 40 para os 52 milhões em termos de faturação.

O grupo liderado por Joaquim Almeida prepara-se assim para adquirir 30 teares ITEMA com larguras de 3,40 e 3,60 metros com tecnologia de pinças, uma máquina de remeter Groz Beckert, urdideira seccional Karl Mayer, máquinas de atar Staubli e a aquisição de uma linha completa de ultimação têxtil para larguras de 3,40 que passa por uma gasadeira Osthoff-Senge com linha de pré tratamento, uma máquina de lavar e um Foulard de tingimento Benninger assim como 2 Jigger MCS.

O anúncio foi feito pela própria empresa, através da revista LOOM, autoproduzida e distribuída a clientes e ao público do têxtil em geral, dando conta, ainda, da aquisição de mais uma Ramola Brueckner, uma Calandra Guarneri Technology, um conjunto de dupla carda e lâmina da Lafer assim como um vasto leque de equipamento laboratorial que irá suportar, ao nível de controlo da qualidade, todo o sistema.

No total, a empresa prevê investir cerca de 20 milhões de euros a curto prazo, adquirindo ainda mesas de corte e duas unidades de confeção, dedicadas a roupões e a roupa de cama com uma elevada componente de automatização. Para além disso, irá investir no setor da energia, adquirindo mais 8.300 painéis fotovoltaicos, num investimento de 3,2 milhões de euros.

Citada na mesma publicação, Susana Abrantes, diretora financeira da JF Almeida, destacou a capacidade da empresa em se “manter de pé com uma sustentabilidade positiva”, apesar “das muitas dificuldades causadas pela situação pandémica mundial que afetou a economia global”.

A responsável sublinha “que isso se deve a todos os seus energéticos e competentes colaboradores que não se privaram de esforços no sentido de atingir resultados positivos”.

“Se o volume de negócios de 2020 ascendeu a 40 milhões de euros, o que representou uma descida face a 2019 de apenas 5%, em 2021, conseguimos recuperar e aumentar o negócio para os 52 milhões de euros”, destacou, considerando que “2021 foi um ano que assistiu à retoma da procura, que mais uma vez tentou escapar à dependência asiática”.

E prosseguiu: “O aumento do custo das matérias-primas, a escalada dos custos energéticos, e os problemas de transporte e logística mundiais somam-se à dificuldade de encontrar colaboradores para a fileira têxtil, o que se traduz no maior desafio que a indústria têxtil enfrentou nos últimos tempos”.

Explica Susana Abrantes que a JFAlmeida “continuou a investir de forma a manter-se competitiva”, com uma forte “aposta na sustentabilidade e na inovação”, tendo sido reconhecida com a “obtenção do Estatuto Inovadora 2021 da COTEC”.

“Crescemos em volume de negócios, em força humana, em qualidade e em serviço. Acreditamos que a indústria europeia possa sair reforçada com esta tempestade e 2022 será um ano fulcral para o posicionamento da JFA no sector”, concluiu a responsável financeira.

Fundada em Guimarães, no ano de 1979, a Têxteis J.F. Almeida, S.A. conta com 670 trabalhadores e com um parque industrial que se divide entre as freguesias de Moreira de Cónegos e Conde.

Exporta, atualmente, cerca de 80% da sua produção, apostando “na qualidade do produto final, na tecnologia, na capacidade de resposta, na flexibilidade produtiva e no design atrativo”.

A produção dedica-se à preparação das fibras e fiação, tecelagem, tinturaria e acabamentos, confeção e expedição.

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