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Barcelos

Têxtil de Barcelos fabrica roupa com alta tecnologia incorporada e exporta 98% do que produz

BMW é um dos clientes

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Foto: Divulgação

Painéis de aquecimento e uma bateria. Tudo ligados por cabos. Revestidos com um material ultra moderno e já está. Dobra-se, lava-se e a peça de roupa continua igual. E com um preço aceitável para vestuário de alta qualidade. É finalista dos High Tech Style cujos vencedores devem ser conhecidos em breve.


A marca de roupa chama-se Flex Warm, é inglesa e tem como um dos sócios, um ex-jogador do Tottenham. Está a venda em vários países da Europa e é produzida em Barcelos.

Na sala de exposição da PAFIL Confecções, em Viatodos, há três carrinhos cheios de peças de roupa “inovadoras”. O anfitrião é um dos três irmãos e sócios, João Rui Pereira, que deixa, precisamente para o fim, a peça que abre o portefólio ‘vivo’.

Foto: Divulgação

“Através de um agente, a AAC Têxtiles, conhecemos os responsáveis da Flex Warm que nos lançaram o desafio de criar uma peça de vestuário com painéis de aquecimento e uma bateria”.

O trabalho passou para os criativos da PAFIL Confecções que, “a partir do zero”, conseguiram incorporar dois painéis atrás e um à frente e ligá-los por cabo a uma bateria. A patente do sistema de aquecimento é da marca inglesa.

“Depois com uma aplicação de telemóvel, gratuita, pode-se ajustar a temperatura entre os 37º e os 50º. O material é do mais recente que se faz no mercado e permite dobrar a peça ou lavá-la na máquina”. A bateria dá para seis horas e depois pode-se carregar como uma bateria normal.

Há coletes e casacos tanto para homem como para senhora e João Rui Pereira revela que “já foram feitas milhares de peças porque estão a vender muito bem”. O preço anda à volta dos 200 euros, “a peça não tem costuras logo não é abrasiva e os pormenores são colados, o que lhe dá logo um aspeto completamente diferente”.

Peças para todos os gostos

Conforme que se vai percorrendo os carrinhos percebe que há peças para todos os gostos: a “Enobike” ajusta-se ao corpo e para além de ser impermeável pode transformar-se num casaco clássico; há ainda fardas para polícias (encomenda de Espanha), para montanhistas e para bombeiros com resistência ao fogo.

Há vestuário para a neve feito a lazer e colado, peças com três camadas e artigos exclusivos para golfe.

Foto: Divulgação

“Uma marca alemã encomendou uma capa de chuva que também foi um bom desafio”, reconhece o cicerone de O MINHO.

Os materiais “são de qualidade. Andamos sempre atrás das novidades do mercado porque queremos inovar e dar um look moderno sempre ao que fazemos”.

BMW

A PAFIL veio parar às bocas do mundo, por causa de um colete térmico desenhado para os motociclistas da BMW. Tem cinco placas de aquecimento, é regulado pelo condutor e alimentado por uma ligação à própria moto.

O Heat Up mais uma vez é fruto de uma parceria com um intermediário. “A DeDePro Textile Solutions LTD foi contactada pela BMW e lançou-nos o desafio”. Testes e mais testes originaram uma peça “bonita, funcional”.

A marca alemã fez um contrato de três anos, renovaram por mais dois e produziram quase 15 mil peças. “As vendas estão a correr bastante bem e prolongamos o contrato mais dois anos para a produção de quatro mil peças”.

“Os nossos clientes querem estar no mercado de forma diferenciada”. Daí que 98% do que produzem seja para exportação: “para Portugal só estamos a fazer casacos de bombeiros para uma marca”.

“Todas estas peças são o resultado de muito trabalho de pesquisa, de experimentar, de ver outras peças, de ir a fornecedores procurar soluções. Uma peça pode demorar meses até ficar pronta”, acrescenta João Rui Pereira garantindo que “a durabilidade é igual ou superior ao que existe no mercado”.

Até porque a empresa fica com uma peça final de teste: “vamos usando a peça e se houver alguma anomalia retiramos imediatamente do mercado. O que nunca aconteceu até agora”.

De Barcelos para Famalicão

Emília Araújo era modista quando decidiu criar uma empresa na garagem de sua casa. O marido Vicente Pereira foi-se juntando e aos poucos a PAFIL Confecções foi crescendo. Os três filhos sempre se emaranharam nas linhas, nos tecidos e nas máquinas e por isso, não se estranha que tenham tomado conta do negócio familiar.

“Estivemos dez anos na confecção tradicional até percebermos que se queríamos estar aqui muito tempo tínhamos que ter coisas que nos distinguissem”, revela João Rui Pereira. Criaram uma equipa nova, investiram em equipamento e apostaram na formação.

Com Carla Pereira, na área técnico comercial, “não há igual” e Bruno Pereira na gestão de problemas, “é do melhor que há”, os três irmãos decidiram construir de raiz uma fábrica nova.

Vídeo: PAFIL (2015)

Fica na freguesia vizinha de Louro, já em Famalicão, e terá o triplo da área atual (4500 m2). O investimento ronda os dois milhões de euros e João Rui espera mudar-se ainda este ano.

“Precisamos de espaço para ter as máquinas todas organizadas para que a produção seja ainda mais eficaz”. No futuro, não está colocado de parte o aumento do número de funcionários, passando dos 70 atuais para os 100. “Há outro passo estratégico que queremos dar mas está no segredo dos Deuses”.

A ultrapassar este ano as três décadas de produção, a Pafil está a preparar a mudança da fábrica-sede de Barcelos para alguns metros ao lado, já em território da vizinha Vila Nova de Famalicão. “Não queríamos ir para longe por causa dos trabalhadores – são quase todos desta
área, e muitos deles estão aqui desde o início”, ressalva Pereira, mas o poder de atração do
concelho mais exportador do Norte tornou-se incontornável.

João Rui Pereira justifica a necessidade de novas instalações industriais com o facto de a empresa “ter tido sempre um crescimento ao contrário”. Como? “Fizemos um investimento
em equipamentos inovadores muito cedo, já temos a tecnologia toda dentro de portas, mas
andamos a mudar as máquinas de piso conforme a produção do momento”, explica.

Com a nova fábrica, que terá o triplo da dimensão da atual e cuja estrutura de ferro já se vê no
horizonte, a começar a funcionar até ao final do ano, a Pafil dará então “um passo muito significativo na organização da empresa” – a deslocalização do seu efetivo para a casa nova da
empresa.

Atualmente com mais de 70 empregados, o crescimento da Pafil Confeções “vai implicar mais
pessoas”, garante João Rui Pereira, que prevê chegar à centena “a curto/médio prazo”, o que não significa contratações até ao final do ano. Primeiro as paredes.

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Barcelos

Jovem de Barcelos diz que matou pai à machadada para acabar com inferno em casa

Justiça

em

Foto: Ivo Borges / Arquivo

Um jovem de 17 anos acusado de matar o pai à machadada em Pereira, Barcelos, confessou hoje o crime, explicando que o seu objetivo foi acabar com o “inferno” criado em casa pelo progenitor.

No início do julgamento, no Tribunal de Braga, num depoimento confuso e marcado por crises de choro, o arguido disse que o pai andava constantemente embriagado, discutia recorrentemente com a mãe sobretudo por questões de dinheiro e que a insultava “quase todos os dias”.

Além disso, admitiu também que ficava “intimidado” com os “toques” que o pai “de vez em quando” lhe dava nas costas, nos ombros e nas virilhas, atribuindo-lhes um cariz sexual.

O homicídio ocorreu em 26 de julho de 2019, um dia depois de a vítima ter regressado de França, onde estivera emigrado desde janeiro.

“Foram os melhores momentos das nossas vidas”, disse o arguido, referindo-se ao período em que o pai não esteve em casa.

Mal chegou, as discussões com a mãe voltaram, tendo a vítima ainda deixado claro que a partir dali “ainda ia ser pior”.

No dia dos factos, ao almoço, o pai voltou a insultar a mãe do arguido.

A mãe foi entretanto trabalhar e o pai foi “dormitar”, para o quarto.

O arguido foi buscar uma machada e desferiu-lhe um número não concretamente apurado de golpes, que o atingiram, além do mais, na cabeça, face, peito, membros e órgãos genitais, acabando por lhe provocar a morte.

A acusação, como hoje sublinhou a juiz presidente, tem cinco páginas com as lesões sofridas pela vítima.

O arguido deixou a machada espetada na cabeça do pai.

“Atuou com frieza de ânimo, aproveitando-se do facto de o seu pai estar deitado a descansar e alheio aos seus intentos, não lhe dando hipótese de qualquer defesa”, sublinha a acusação.

O arguido disse que nunca antes tinha pensado em fazer aquilo e alegou que não se lembra em que partes do corpo atingiu o pai.

“Só sei que fiz isto”, referiu, acrescentando ainda que quis “proteger” a mãe.

Hoje, o tribunal ouviu também a mãe do arguido, que disse ter vivido “muito aterrorizada” com o comportamento do marido e que o filho “tinha sempre muito medo do pai”.

“Até hoje ainda não acredito que o meu filho tenha feito aquilo. Ele morria de medo de objetos que cortassem. Teve de acontecer alguma coisa de muito grave, mas ele nunca me contou, porque é muito fechado, muito reservado”, referiu.

Em relação ao período em que o marido esteve emigrado, disse que “foram quatro meses como nunca tinha tido na vida”.

Disse ainda que o filho “sempre foi muito apegado” a ela, tanto que ainda hoje dormem na mesma cama.

O arguido, que à data dos factos tinha 16 anos, está acusado de homicídio qualificado, um crime punível com até 25 anos de prisão.

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Barcelos

JOM abre nova loja em Barcelos no fim do verão e aceita candidaturas

Economia

em

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A JOM, cadeia portuguesa de artigos para o lar, está a construir uma nova loja em Barcelos.

Tendo já uma loja naquele concelho, na freguesia de Adães, a cerca de seis quilómetros da cidade, a nova unidade trará, no entanto, uma maior centralidade à marca.

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A nova loja está a ser construída em Arcozelo, junto à circular urbana, num terreno localizado entre a Rua Pedro Álvares Cabral e a Rua das Calçadas, uma localização próxima do centro de Barcelos.

A JOM adiantou a O MINHO que “a abertura da nova loja em Barcelos está prevista para o final de setembro/início de outubro, sendo a data oficial comunicada em breve”.

A abertura de nova loja pode representar também oportunidades de emprego.

“A JOM está em crescimento e estamos sempre abertos à captação de novos colaboradores que se identifiquem com os valores da nossa organização”, refere a empresa na resposta enviada a O MINHO, acrescentando que “os interessados poderão enviar a sua candidatura para [email protected]”.

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A JOM é uma empresa 100% portuguesa com mais de 20 anos no mercado que tem como base “um conceito diferente e inovador de reunir no mesmo espaço” vários artigos para o lar.

“Nas nossas lojas dispomos de um variado leque de móveis, sofás, eletrodomésticos, decoração, iluminação, utilidades e têxteis-lar. O nosso objetivo é oferecer uma variedade de soluções para diferentes gostos, estilos e tendências, desde as linhas mais modernas e de vanguarda, até aos clássicos e rústicos sempre intemporais”, descreve a empresa.

A JOM está representada em 23 cidades do país, entre as quais Viana do Castelo, Guimarães e Braga.

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Barcelos

Reabertura gradual das unidades de saúde de Barcelos e Esposende quase concluída

ACES Cávado III

em

Foto: CM Esposende

Já quase todas as unidades de saúde de Barcelos e Esposende reabriram, num processo gradual que, como O MINHO noticiou, iniciou-se no passado dia 29 de junho com a USF Calécia, em Macieira de Rates, e as consultas de dentista na USF S. Brás, em Barcelos, ambas no concelho de Barcelos.

Entretanto, nos últimos dias, já foram reabertas as de Fragoso, Carapeços, Vila Cova e Lijó, no concelho de Barcelos, e a de Fão, em Esposende.

Por reabrir, permanecem as unidades de Sequeade e Lama, no concelho de Barcelos, as quais estão dependentes de obras nos respetivos edifícios, prevendo-se que estejam concluídas dentro de duas semanas.

Unidades de saúde em Barcelos e Esposende já começaram a abrir

Os polos de Belinho (USF Farol), de Forjães (USF Esposende Norte) e de Apúlia (UCSP Apúlia / Fão) encontram-se “em análise”, podendo a sua reabertura ser determinada a qualquer momento.

Em declarações a O MINHO, o diretor do ACES Cávado III Barcelos / Esposende faz um balanço muito positivo da reabertura dos serviços.

“Está tudo a funcionar e toda a gente está a cumprir as regras sanitárias e as indicações para marcarem consulta antes de comparecerem nas unidades de saúde”, vinca Fernando Ferreira.

Recorde-se que o ACES Cávado III tem sensibilizado os utentes para não aparecerem nos centros de saúde sem agendamento prévio de consulta.

Mensagem enviada a utentes do ACES Cávado III

Através da ARS – Norte chegou mesmo a ser enviada SMS a todos os utentes, divulgando os contatos – telefone e e-mail – através dos quais o utente pode agendar a sua consulta.

O objetivo desta medida, salienta Fernando Ferreira, é que as pessoas estejam o mínimo de tempo possível em espera nas unidades de saúde e, assim, reduzir o risco de contágio.

Depois de um período em que os serviços tiveram que ser reorganizados por causa da pandemia, as unidades de saúde do ACES Cávado III voltaram a reabrir, de forma gradual, conforme foram criadas condições de segurança para os profissionais e utentes.

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