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Barcelos

Têxtil de Barcelos dá prémio de 769 euros a cada funcionário pelo esforço na pandemia

Estrela do Campo

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Foto: DR

A empresa têxtil Estrela do Campo, em Carapeços, Barcelos, deu um prémio de 769 euros a cada um dos seus cerca de 70 funcionários como “gratificação” e “reconhecimento” pelo esforço com que estes contribuíram para o seu sucesso durante o ano de 2020 em plena pandemia.

“Foi um ano stressante. Um teste, sem precedentes, à nossa capacidade de resiliência e superação. Contudo e mais uma vez provámos que, juntos, como uma grande equipa, podemos e sabemos lidar com as adversidades”, refere a empresa, salientando que, nesse período, foram realizadas obras de ampliação das instalações (que duplicaram) e diversificou a oferta de produtos e serviços (3PL Logistic e Studio Digital).

“Lidamos com tudo em simultâneo”, acrescenta a Estrela do Campo, realçando que “a vitória é de todos” e, por isso, “é justo que partilhemos parte desses mesmos resultados com todos os colaboradores que em 2020 contribuíram para o sucesso” da empresa.

Assim, a têxtil sediada na freguesia de Carapeços vai partilhar com os seus trabalhadores o total de 51.627 euros, o que corresponde a 769 por funcionário.

“A gerência reconhece que muitos foram os que se desdobraram para tornar possível o cumprimento dos compromissos assumidos em 2020”, nota a empresa.

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Armindo Freitas, CEO da Estrela do Campo, explica a O MINHO que, “desta forma”, é a primeira vez que a empresa premeia os seus trabalhadores, mas que, “ao longo dos anos”, tem desenvolvido “várias iniciativas” nesse sentido.

“Ainda há cerca de um mês, além de proporcionar a subida do rio Douro a todos, comemorando os 30 anos de existência, a empresa permitiu que se alojassem no hotel e usufruíssem do Parque Aventura na Penha”, conta.

Outra altura, reservou em exclusivo o circo Vítor Hugo Cardinalli para todos os colaboradores e sua família, levando junto também cerca de 50 idosos e 100 crianças, e ainda numa outra ocasião, levou todos colaboradores a Milão com os custos à conta da empresa.

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Nenhum trabalhador recebe o salário mínimo

Armindo Freitas salienta que este tipo de iniciativas é importante para o sucesso da empresa, porque motiva os trabalhadores: “Logicamente, se a equipa se sente parte integrante da empresa, luta por ela”. Por isso, considera que “é justo” realizar estas iniciativas ao longo dos anos para “demonstrar o agradecimento ao seu desempenho”.

Nesse sentido, o prémio de 769 euros foi atribuído de igual forma a todos, mesmo aos que entraram durante o ano de 2020, sem fechar a porta aberta a outras gratificações. “Tentamos ser justos. Os mais novos contratados começam a perceber que a empresa também é deles e logo que demonstrem que estão aqui para ajudar serão justamente gratificados tal como todos os outros”, justifica Armindo Freitas, salientando que nenhum trabalhador da Estrela do Campo ganha o salário mínimo – que em Portugal, atualmente, é de 665 euros.

“O salário médio líquido já encontra acima dos 700 euros”, vinca o CEO da Estrela do Campo.

Crescimento de 11% em 2020

É com esta filosofia que a Estrela do Campo tem vindo a crescer de ano para ano, mesmo durante a pandemia. Em cinco anos, a têxtil barcelense triplicou as vendas, passando de um volume de negócios de 3,7 milhões para 10,2 milhões no ano passado.

“Em 2020 crescemos 11%, ultrapassando os 10 milhões de volume de negócios”, refere o CEO, acrescentando que este ano prevê novo crescimento a rondar os 35%.

A Estrela do Campo trabalha quase exclusivamente – 99,8% – para o mercado externo, encontrado os “principais mercados” na Holanda, Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.

Pandemia provocou “esforço desgastante”

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A pandemia de covid-19, conta Armindo Freitas, teve impacto “sobretudo ao nível psicológico da equipa”. “Vi alguns elementos com lágrimas nos olhos, com o stress, com medo do que lhe pudesse acontecer não só a eles mas também a seus familiares mais velhos”, relata.

“O esforço extra que parte da equipa teve de fazer dada a falta de outra parte foi desgastante. Sei que muitos ainda estão com antidepressivos e confesso que, embora líder da equipa, também tive as minhas quebras e por vários momentos alguma falta de capacidade de lidar com todas as situações. Mas juntos estamos a conseguir”, vinca Armindo Freitas.

E os resultados estão à vista. Mesmo durante a pandemia a Estrela do Campo cresceu e, agora, retribuiu o esforço a todos os funcionários que o permitiram.

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