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TexBoost do CITEVE culminou em 70 novos produtos e tecnologias

E vai gerar 100 milhões de euros em exportações

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A iniciativa de inovação tecnológica TexBoost acaba de apresentar no CITEVE- Centro de Investigação da Indústria Têxtil e do Vestuário, de Famalicão, os resultados finais de três anos e meio de investigação e desenvolvimento, que culminou com mais de 70 novos produtos, tecnologias ou conceitos.

O TexBoost conseguiu negócios de 100 milhões de euros só em exportação, em produtos inovadores como sejam, bancos automóveis com sensorização biométrica, colchões com regulação térmica, ou vestuário técnico para atividades tão distintas como a a prática de surf em condições limite ou apanha do figo-da-índia.

A ação, que visava o incremento do potencial tecnológico do sector têxtil, juntou 28 empresas e 15 centros de investigação. “Uma autêntica montra para o futuro”, diz o diretor-geral do CITEVE, António Braz Costa.

De acordo com o jornal T e com o CITEVE, consultados por O MINHO, os novos produtos do setor pautam-se pela “inovação, sustentabilidade, digitalização e desmaterialização”.

“Este foi o maior projeto de investigação alguma vez desenvolvido com a coordenação do CITVE”, confessou Braz Costa, um especialista no setor, formado na Universidade do Minho e já com uma longa carreira em matéria de inovação tecnológica.

400 mil horas de trabalho

Durante três anos e meio – e 400 mil horas de trabalho especializado, reunindo 237 técnicos – o TexBoost desenvolveu 30 novos materiais, 13 novos processos de produção, quatro novas ferramentas e tecnologias, três novas estruturas têxteis, quatro sistemas de junção e 17 produtos finais, para além de despoletar uma série de artigos científicos. Do projeto já foram efetuados 8 pedidos de patente, estando outros três a serem processados.

As inovações apresentadas abrangem toda a fileira têxtil, desde fios de alto rendimento, a novos modelos de vestuário técnico, para áreas como a saúde, o «workwear» ou o desporto de alto rendimento. Para além da ITV, o TexBoost leva ainda as inovações a outros sectores, como os moldes, a cortiça ou os couros, que participaram ativamente no consórcio. Ao todo estiveram envolvidas 43 entidades: 28 empresas e 15 centros de investigação e conhecimento.

Como resultado, o projeto já contabilizou 32 novas contratações em áreas de forte especialização e espera criar uma onda de impacto no volume de negócios das várias empresas envolvidas e em todo o sector. Com um investimento base de 9,2 milhões de euros (co-financiados em 70%), o TexBoost prevê induzir um crescimento de cerca de 25% nas vendas das empresas envolvidas, o que se poderá traduzir em cerca de 100 milhões de euros, apenas em exportações.

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