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Testes rápidos já se realizam em Barcelos e estendem-se para todo o Minho na próxima semana

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A ARS-Norte está a apostar na realização de testes rápidos de antigénio quando os sintomas compatíveis com covid-19 aparentam ter tido início há cinco dias, e utilizará o mesmo circuito dos testes PCR protocolados com a academia.

“Se for positivo, está feito o diagnóstico. Se é negativo, uma vez que havia suspeita covid-19, manda a norma e a boa prática repetir [com teste molecular]. A colheita é feita na hora e o utente aguarda em casa o resultado. A vantagem dos testes rápidos é que apanhamos uma percentagem significativa de positivos na hora e encurtamos em 24 horas o diagnóstico”, disse Álvaro Pereira, da ARS Norte.

Na terça-feira, a ARS-Norte revelou que recebeu 13.600 testes rápidos provenientes da Reserva Estratégica Nacional e utilizou 132 “na primeira semana” em lares e ADR, tendo registado 55 resultados positivos à covid-19, o que corresponde a uma percentagem de positivos de 41,67%.

No mesmo dia, em resposta escrita enviada à agência Lusa, a ARS-N disse “prever nesta semana aumentar de forma significativa os testes [rápidos] realizados”.

“Neste momento efetuamos em três ADR – Porto Ocidental, Vale do Sousa Norte e Barcelos/Esposende – e na próxima semana vamos alargar à totalidade dos ACeS”, adiantou hoje Álvaro Pereira.

A dificuldade em alargar de imediato a todas as ADR está na necessidade de garantir que os espaços têm condições logísticas e circuitos.

“Um teste rápido implica um período de 15/30 minutos de espera [pelo resultado]. Logo é necessária uma sala de espera secundária. Estamos a falar de situações altamente contagiosas”, salientou o médico.

A Administração Regional de Saúde do Norte realizou mais de 100 mil testes à covid-19 em protocolo com universidades. Os testes rápidos vão estender-se a toda a região na próxima semana.

Em declarações à agência Lusa, o responsável pelo programa de testes da ARS-Norte, Álvaro Pereira, contou que, na quarta-feira, “foi ultrapassada a barreira dos 100 mil testes PCR e que a aposta na testagem e despistagem será cada vez mais incrementada” na região, referindo-se à testagem quer nas Áreas dedicadas a Doença Respiratória dos centros de saúde, quer para fazer face a surtos em lares ou suspeitas em escolas.

Dos 100.180 testes realizados desde abril, 16.668 revelaram resultado positivo ao novo coronavírus. Na prática, em causa estão os testes que os utentes de centros de saúde fazem por indicação do médico de família, nas Áreas dedicadas a Doença Respiratória, quando apresentam sintomas compatíveis com os da covid-19. Feitos “na hora” por profissionais dos centros de saúde e enviados para os laboratórios da academia – faculdades, universidades, institutos e politécnicos que aderiram ao protocolo -, estes testes são gratuitos e o resultado é disponibilizado à ARS-Norte “no máximo em 24 horas”.

“O projeto começou com um laboratório e um centro de saúde e foi crescendo. À data de hoje é possível realizar teste [PCR] nas ADR de 19 dos 21 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) da região. As exceções acontecem por questões logísticas e não por discriminação negativa”, descreveu Álvaro Pereira, que é também assessor do presidente do conselho diretivo da ARS-Norte.

Além das vantagens de uma recolha de amostra “na hora e sem marcação prévia” e do “controlo que este programa permite à ARS-Norte”, o médico de família também destacou o “espírito de missão dos laboratórios da academia, tradicionalmente ligados à área da investigação, que se converteram para dar ajudar”.

Paralelamente,

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Alto Minho

Cerveira pede ajuda na Galiza para combater surto em lar

Recrutamento de voluntários

Foto: DR

A Câmara e a Misericórdia de Vila Nova de Cerveira lançaram hoje um apelo transfronteiriço de recrutamento de voluntários para ajudar a combater um surto de covid-19 que infetou os 66 idosos do lar Maria Luísa.

Em comunicado conjunto, as duas instituições referem que o apelo ao voluntariado transfronteiriço foi acionado através da Eurocidade Cerveira-Tomiño(Galiza), na sequência de uma reunião de “emergência da comissão municipal de proteção civil, perante a situação de calamidade de saúde pública que se vive no lar Maria Luísa”.

A autarquia e a Misericórdia adiantam ter ainda ter contactado “o Centro de Emprego da Junta da Galiza para recrutar pessoas dentro da área para desempenhar funções, estando a aguardar resposta”.

Recorreram também “à Bolsa de Voluntários de Vila Nova de Cerveira e contactado o Instituto de Emprego Formação Profissional do Alto Minho”.

“À data de hoje, há quatro mortes a lamentar, sendo que a totalidade dos 66 utentes da instituição estão infetados”, descrevem.

No que diz respeito aos colaboradores, “de um total de 52, 10 estão de baixa média prolongada sem previsão de regresso, 32 estão infetados e, consequentemente, em isolamento profilático, estando apenas 10 neste momento ao ativo para garantir o funcionamento da instituição 24horas por dia”, destaca a nota.

A falta de recursos humanos foi um dos temas hoje discutidos na reunião da comissão municipal de proteção civil, a segunda realizada em quatro dias, devido à necessidade de uma “intervenção musculada de emergência”.

“Mediante a disponibilidade manifestada por alguns trabalhadores para regressar ao trabalho, mesmo estando positivos, mas assintomáticos, foi colocada à consideração da Saúde Pública e da ULSAM a autorização para estes puderem prestar o apoio aos utentes, tendo em conta que a taxa de infeção no lar é de 100%”, refere a nota.

O “primeiro caso de infeção foi detetado no dia 12, tendo sido ativado imediatamente o plano de contingência da instituição”.

Segundo a Câmara e a Santa Casa da Misericórdia, na sexta-feira “foram desencadeados todos os meios legais e logísticos ao dispor, nomeadamente a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), a Delegação Distrital de Saúde, a Segurança Social distrital e a Direção-Geral da Saúde, solicitando um reforço de pessoal médico e auxiliar para dar resposta às necessidades prementes”.

“A resposta tem sido escassa, devido à falta de recursos humanos no concelho e no distrito, tendo a Segurança Social distrital ativado, até ao momento, as Brigadas de Apoio aos Lares criadas pelo Governo, através das quais foram destacados dois enfermeiros e cinco auxiliares de ação direta”, refere a nota.

A Câmara adiantou “estar a colaborar, logística e financeiramente, nomeadamente com a aquisição de todas as refeições no exterior, bem como a aquisição de material de desinfeção e equipamento de proteção individual”.

“Quer a Câmara, quer a Santa Casa têm procurado encontrar pessoas voluntárias para prestar o necessário e devido serviço de apoio aos utentes, numa primeira fase recorrendo a meios e contactos próprios e, nesta fase, lançando um apelo público aos familiares dos utentes e a pessoas da comunidade em geral para prestar serviço de voluntariado”, reforçam.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.041.289 mortos resultantes de mais de 95,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.246 pessoas dos 566.958 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Viana do Castelo

Unidade Móvel percorreu 14 freguesias e atendeu 113 pessoas em Viana

Saúde

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje que a unidade móvel que integra o projeto “Saúde mais Próxima”, percorreu, em um mês, dois dias por semana, 14 das 27 freguesias do concelho e atendeu 113 munícipes.

Em comunicado enviado às redações, o município explicou que aquela iniciativa, realizada em parceria com o Centro Humanitário do Alto Minho da Cruz Vermelha Portuguesa, “pretende promover a equidade na saúde e reforçar a rede de cuidados de saúde de proximidade no concelho, beneficiando a população e as freguesias com maiores limitações físicas e geográficas no acesso aos serviços de saúde”.

Além de prestar diversos cuidados de saúde, a Unidade Móvel de Saúde (UMS) “pode, quando necessário, promover a realização de testes rápidos no âmbito da pandemia de covid-19”.

A aquisição daquela unidade representou, por parte da autarquia, um investimento de 15 mil euros, sendo que o apoio para a constituição de uma equipa multidisciplinar implica um investimento de 3.000 euros por mês.

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Ave

Cabeceiras de Basto destina 15 mil euros ao orçamento participativo

Tem como tema a covid-19

Foto: DR / Arquivo

O Orçamento Participativo de Cabeceiras de Basto tem em 2021 uma verba de 15 mil euros e como tema a covid-19, “designadamente programas, projetos, ações ou iniciativas que visem o combate e mitigação” da pandemia, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, aquela câmara do distrito de Braga explica que a iniciativa é “aberta a todos os cidadãos com mais de 16 anos, que sejam naturais, residentes, trabalhadores ou estudantes no município de Cabeceiras de Basto e ainda a todas as instituições e associações do concelho”.

As candidaturas podem ser apresentadas a partir de 01 de fevereiro e até 15 de março, sendo que a votação decorrerá entre 19 de abril e 31 de maio de 2021 através do sistema de votação que inclui o voto pela plataforma eletrónica na internet.

“O Orçamento Participativo tem como objetivo continuar a reforçar a participação dos munícipes e, através dos seus contributos, apoiar os processos de tomada de decisão, contribuir para a educação de uma cidadania ativa, participativa, responsável e inclusiva, e ainda incentivar o diálogo entre eleitos, técnicos municipais, cidadãos e sociedade civil”, descreve a autarquia.

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