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Testes rápidos devem ser aplicados em surtos em escolas ou lares

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, hoje publicada, determina que em situações de surto em escolas, lares ou outras instituições devem ser utilizados preferencialmente testes rápidos no sentido de aplicar “rapidamente as medidas adequadas de saúde pública”.


“Em situação de surto (como, por exemplo, escolas, estabelecimentos de ensino, Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPIs) e instituições similares/fechadas) devem ser utilizados, preferencialmente, testes rápidos de antigénio (TRAg)”, refere a estratégia hoje divulgada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o documento, “os testes devem ser realizados pelas equipas de Saúde Pública indicadas para a intervenção rápida (incluindo a obtenção de resultados dos testes laboratoriais utilizados em menos de 12 horas), em articulação intersectorial com os parceiros municipais, ou outras, de forma a implementar rapidamente as medidas adequadas de saúde pública”.

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BCE confirma João Oliveira e Costa como presidente executivo do BPI

Economia

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Foto: BPI

O Banco Central Europeu (BCE) autorizou o presidente executivo indigitado do BPI, João Oliveira e Costa, a exercer funções e o novo Conselho de Administração foi aprovado pelo acionista único, o CaixaBank, comunicou hoje o banco à CMVM.

Na nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BPI dá conta de que, na sequência da autorização do BCE, dada em 27 de novembro, o CaixaBank, “na sua qualidade de acionista único” do BPI, “aprovou por deliberação unânime por escrito”, na segunda-feira, designar “Fernando Ulrich para as funções de presidente e António Lobo Xavier para vice-presidente, bem como 13 vogais”.

O Conselho de Administração, hoje reunido, designou João Oliveira e Costa para presidente da Comissão Executiva, que terá como vogais António Farinha Morais, Francisco Manuel Barbeira, Ignacio Alvarez-Rendueles e Pedro Barreto.

O processo para a aprovação de João Oliveira e Costa como novo presidente executivo deu entrada no Banco de Portugal em maio, mas aguardava luz verde do BCE, que tem de dar a última palavra, enquanto supervisor bancário.

Em 04 de maio, o Conselho de Administração do BPI escolheu João Pedro Oliveira e Costa, 54 anos para novo presidente executivo, sucedendo ao espanhol Pablo Forero, que se vai reformar.

O BPI acrescentou, na altura, que a eleição de João Pedro Oliveira e Costa apenas se iria concretizar “depois da necessária aprovação das autoridades de supervisão”.

Pablo Forero era presidente executivo do BPI desde inícios de 2017, tendo então substituído Fernando Ulrich após o sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI, o grupo espanhol que hoje controla todo o banco.

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País

Greve na Lactogal com 60% a 70% de adesão na unidade de Vila do Conde

Em Modivas

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Foto: Site da Lactogal

A greve de trabalhadores da Lactogal, na segunda-feira, teve uma adesão de 60% a 70% na fábrica de Modivas, Vila do Conde, disse hoje à agência Lusa o sindicato, que acusou a empresa de substituir grevistas.

“A adesão à greve em Modivas esteve entre os 60% e os 70%, na parte da produção”, disse à Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte (STIANOR), José Correia, que é também trabalhador na unidade de Modivas da Lactogal.

“Em Modivas [a greve] correu bastante bem, nas outras duas fábricas [Oliveira de Azeméis e Tocha] a adesão não foi tão boa”, admitiu o responsável, justificando a diferença com o facto de, em Modivas, haver mais trabalhadores jovens com baixos salários de 650 euros.

“[Em Modivas] a produção não parou totalmente, porque houve sempre um ou outro elemento que foi trabalhar e, na parte da recolha, a empresa instituiu até alguma substituição de elementos que estavam em greve”, acusou José Correia.

O STIANOR disse também que agora dará “um espaço de tempo” à empresa para reagir à greve, mas, caso não haja uma resposta favorável aos trabalhadores, “a luta continuará”.

“É nesta altura que a luta deve ser desenvolvida, porque as empresas estão a fazer os orçamentos para o próximo ano”, apontou o coordenador do sindicato, que lamentou, ainda, que a pandemia de covid-19 esteja a ser usada para se retroceder relativamente ao processo de contratação coletiva.

Os trabalhadores da Lactogal estiveram em greve entre as 20:00 de segunda-feira e as 00:00 de hoje, em defesa de aumentos salariais, diuturnidades e subsídio de refeição e concentraram-se junto à fábrica de Modivas, em Vila do Conde.

A greve decorreu em todas as unidades fabris, plataformas logísticas e delegações comerciais.

Os trabalhadores reivindicam “aumentos salariais dignos”, a reposição das diuturnidades e o pagamento de subsídio de refeição a todos os trabalhadores.

A empresa aplicou aumentos salariais de 1%, mas os trabalhadores exigem a aplicação dos aumentos de 30 e 35 euros que foram acordados no âmbito do Contrato Coletivo de Trabalho do setor, que foi publicado há cerca de dois meses.

José Correia explicou à Lusa que os trabalhadores na Lactogal não recebem subsídio de refeição porque podem almoçar ou jantar no refeitório da empresa, mas muitos deles não usufruem dessa possibilidade porque, tendo em conta a hora de início e fim dos turnos, optam por fazer a refeição em casa.

“Sendo assim os trabalhadores preferem receber subsídio de refeição”, disse o sindicalista.

Os turnos rotativos na Lactogal variam entre entrar às 21:00 e sair às 5:00, entrar às 5:00 e sair às 13:00 e entrar às 13:00 e sair às 21:00.

A Lactogal, que embala leite e produz leite achocolatado, iogurtes, queijo e manteiga, emprega cerca de 1.400 trabalhadores.

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Sitava acusa TAP de manipulação e diz que não há “trabalhadores a mais”

Aviação civil

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Foto: Divulgação / TAP

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) acusou hoje a TAP de “manipulação, falta de ética e desonestidade” e defendeu que a empresa não tem “trabalhadores a mais” e deve procurar os “sorvedouros de recursos” para reduzir custos.

“Dizem que existem trabalhadores a mais, mas, por outro lado, andam frenéticos a negociar o ‘outsourcing’ de vários serviços, como por exemplo o projeto JUPITER, que está a retirar da TAP, e a entregar a outras empresas, (que empresas serão estas?) por exemplo, e para já, toda a assistência informática ao utilizador e também o ‘Help Desk’”, lê-se num comunicado.

A nota, com o título “Manipulação, Falta de Ética e Desonestidade”, foi enviado na sequência da reunião com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, na segunda-feira, a propósito do plano de reestruturação da TAP.

“É nesta altura já muito claro para todos nós que alguém anda a tentar manipular os trabalhadores! Aquilo que nós soubemos pela comunicação social e que estão a tentar ‘vender-nos’ não faz sentido”, acrescentam os representantes dos trabalhadores de terra da TAP.

O Sitava sublinha, também, que a companhia aérea tem dito que só em 2025 é que haverá uma recuperação do tráfego aéreo para níveis de 2019, contrariando as projeções da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla inglesa), que colocou, na sexta-feira, aquela meta no primeiro trimestre de 2020.

“Poderão todas estas coisas acontecer apenas por lapso? Inventam mil e uma coisas para dizerem que os trabalhadores da TAP são preguiçosos, que, por exemplo, a nossa empresa tem muitos mais trabalhadores por avião que as congéneres. Isso é também redondamente falso”, acusa o sindicato, que desafia “qualquer entidade” a apontar em que setor da companhia aérea existem trabalhadores a mais.

A estrutura sindical defende que, para reduzir custos, é preciso procurar “os sorvedouros de recursos” e não despedir trabalhadores.

“Pela nossa parte não nos cansaremos de assinalar a aventura brasileira [a TAP Manutenção e Engenharia Brasil (M&E Brasil)] – que já custou à TAP mais de mil milhões de euros – como o mais escandaloso negócio para onde empurraram a companhia”, reitera.

O Sitava alega que, ao mesmo tempo que se decide o despedimento de trabalhadores em Portugal, “deslocalizam milhares de horas de trabalho para o Brasil, para que, a pretexto do pagamento desses trabalhos continuarem a transferir dinheiro para lá”.

Sobre a reunião com a tutela, o sindicato tinha a expectativa de obter mais informações sobre o plano de reestruturação da transportadora, o “que acabou por não se concretizar”.

Numa comunicação aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, a administração da TAP referiu, depois das reuniões com os sindicatos, que vai propor aos trabalhadores um pacote de medidas voluntárias, que incluirá rescisões por mútuo acordo, licenças não remuneradas de longo prazo e trabalho a tempo parcial, e admite cortes salariais transversais e despedimentos.

Além de medidas voluntárias que serão apresentadas “nas próximas semanas”, o Conselho de Administração adianta que “estão colocados para discussão cenários como a suspensão do pagamento de alguns complementos remuneratórios, cortes salariais transversais, garantindo um valor mínimo que assegure a proteção aos salários mais baixos, e ainda a possibilidade de adequar o número de trabalhadores a uma operação que nos próximos anos será reduzida em 30% a 50%, retrocedendo assim a valores vividos há mais de uma década”.

O plano de reestruturação da TAP, elaborado pela consultora Boston Consulting Group (BCG), no âmbito do apoio estatal de até 1.200 milhões de euros, tem de ser entregue à Comissão Europeia até 10 de dezembro.

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