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Testes à covid-19 de Costa, Ferro, Sampaio e Cavaco deram negativo

Covid-19

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Foto: Presidência da República (Arquivo)

Os testes de diagnóstico de infeção com o novo coronavírus realizados no domingo pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e pelo primeiro-ministro, António Costa, deram negativo.


Esta informação foi hoje avançada à Lusa por fonte da Presidência da República, que adiantou que também deram resultado negativo os testes realizados por outros cinco conselheiros de Estado: os antigos presidentes da República Jorge Sampaio e Aníbal Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, Leonor Beleza e Francisco Louçã.

Estes testes foram realizados no domingo à noite após a Presidência da República ter sido informada de que o conselheiro de Estado António Lobo Xavier está infetado com o vírus que provoca a covid-19 e os resultados foram conhecidos já de madrugada, indicou a mesma fonte.

Os demais membros do Conselho de Estado deverão ser testados hoje, dia em se realizará na Praça do Município, em Lisboa, a partir das 10:30, a cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República, em que está prevista a presença das mais altas individualidades do Estado português.

O Conselho de Estado reuniu-se na terça-feira, no Palácio da Cidadela, em Cascais, entre as 14:00 e as 18:00, tendo como convidada a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Esta foi a primeira reunião presencial do órgão político de consulta do Presidente da República em período de pandemia de covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e trinta mil mortos e mais de 34,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.005 pessoas dos 79.151 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Marcelo quer renovar estado de emergência

Covid-19

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Foto: DR

O presidente da Iniciativa Liberal afirmou hoje que o Presidente da República quer renovar o estado de emergência, um quadro legal ao qual este partido se tem oposto, por considerar que tem permitido “cheques em branco”.

Em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, o presidente e deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, manifestou-se contra “medidas como recolher obrigatório a partir das 13:00 ao fim de semana”, que no seu entender “não fazem qualquer espécie de sentido”, e rejeitou um eventual recolher total, “porque mata ainda mais a economia”.

Questionado sobre quais as medidas que o seu partido defende para conter neste momento os contágios e travar o aumento dos casos de doença covid-19, Cotrim Figueiredo escusou-se a avançar qualquer proposta: “Com os dados de que disponho, não vou arriscar uma solução. A Iniciativa Liberal não é o género de partido que acha que tem soluções mágicas”, respondeu.

“Não temos dados suficientes para saber qual é a eficácia real das medidas que estão a ser tomadas e qual é a consequência real dessas medidas sobre a economia”, alegou, referindo que anda a repetir esta queixa “há mais de três meses”.

O deputado e presidente da Iniciativa Liberal sustentou depois que “sem uma economia saudável não vai ser possível combater a pandemia” e que se não houver essa preocupação haverá a prazo “problemas superiores àqueles que a pandemia tem trazido “.

João Cotrim Figueiredo falava após ter sido recebido pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, que entre hoje e quarta-feira está a ouvir os nove partidos com assento parlamentar sobre a pandemia de covid-19, o estado de emergência e o Orçamento do Estado para 2021.

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Violência sexual contra crianças continua tabu mas perigos na net são cada vez maiores

Abuso sexual de menores

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Foto: Ilustrativa / DR

Uma em cada cinco crianças já tenha sido vítima de violência sexual, um tema tabu que quase sempre acontece no seio das famílias, mas que é cada vez mais visível nas redes sociais.

Quarta-feira assinala-se o Dia Europeu da Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual e a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) realiza um webinar sobre “Prevenir comportamentos de risco das crianças: imagens e/ou vídeos de cariz sexual de crianças produzidos pelos próprios”.

De acordo com a presidente da CNPDPCJ, o tema foi pensado pelo Conselho da Europa e pretende trazer para a discussão o desafio das novas tecnologias e dos novos perigos a que as crianças e os jovens se estão a expor, muitas das vezes sem saberem, ao partilharem fotografias ou vídeos seus, de cariz sexual, e disseminando-os através da internet.

“Os abusos sexuais continuam a ser uma realidade completamente invisível, continua a ser um assunto tabu, mas dados internacionais ou pelo menos de estudos realizados no âmbito do conselho da Europa dizem que uma em cada cinco crianças já foi vítima de abusos sexuais”, apontou Rosário Farmhouse.

Segundo a responsável, 80% destes casos de violência sexual acontecem no “círculo de confiança da criança, na família ou adultos de referência, com quem a criança convive e em quem confia e que acabam depois por desenvolver comportamentos abusivos”.

De acordo com Rosário Farmhouse, “há um tabu muito grande” em relação aos crimes sexuais contra as crianças, as quais são também manipuladas a não contar aquilo por que estão a passar.

“Como aquilo está a ser perpetrado por alguém da sua confiança, tantas vezes acabam por não dizer ou quando dizem nem sempre os outros adultos querem ouvir ou acreditar que seja verdade”, alertou.

Uma situação que levou a responsável a defender que é preciso uma atenção especial no momento de capacitar as crianças de que têm direito ao seu corpo, à sua privacidade e à sua intimidade e têm o direito de dizer não.

Pediu também que os adultos estejam atentos para perceber que “se uma criança tentar contar segredo como este, têm de apoiar e têm de fazer caminho”, lembrando que existem linhas telefónicas para denunciar, como por exemplo, uma da Polícia Judiciária que funciona 24 horas.

Relativamente às redes sociais, Rosário Farmhouse explicou que a opção do Conselho da Europa por este tema teve a ver com o facto de as crianças passarem muitas horas em frente aos écrans e a proteção das crianças ser hoje muito diferente do que era há alguns anos.

“Antes os pais não deixavam as crianças irem para a rua com medo de que encontrassem um estranho e hoje podem estar em perigo no próprio quarto a falar com pessoas que não conhecem e tantas vezes deixam-se fotografar e ser filmadas. Ou às vezes até conhecem e são amigos e pensam que estão a mandar só para uma pessoa e torna-se viral”, alertou.

Segundo a responsável, “os perigos dos abusos sexuais através da internet são cada vez maiores” e, apesar de esta ser uma preocupação por parte do Conselho da Europa, a verdade é que também em Portugal há casos.

“Soube de uma situação real de uma criança com nove anos que a mãe foi encontrar já a despir-se para a câmara, para alguém que não conhecia e com quem tinha feito amizade virtual”, contou.

Por isso, afirmou, estes casos de violência sexual contra crianças e jovens também acontecem em Portugal, “em casa das famílias em Portugal, nos quartos das famílias em Portugal”.

“Temos de ter todos cuidado e estar atentos e acima de tudo comunicação com as crianças, conversar com elas, as escolas já têm muito estas temáticas, mas as famílias falarem sobre estes perigos e criar uma relação de confiança com a criança para que ela também se sinta segura a falar de algumas coisas que possam ter acontecido e de que ela não gostou”, defendeu Rosário Farmhouse.

Acrescentou que como estes casos se passam muitas vezes nestes círculos de confiança, a própria criança tem dificuldade em reconhecer que está exposta ao perigo.

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Violência sexual contra crianças continua tabu mas perigos na net são cada vez maiores

Dia Europeu da Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual

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Uma em cada cinco crianças já tenha sido vítima de violência sexual, um tema tabu que quase sempre acontece no seio das famílias, mas que é cada vez mais visível nas redes sociais.

Quarta-feira assinala-se o Dia Europeu da Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual e a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) realiza um webinar sobre “Prevenir comportamentos de risco das crianças: imagens e/ou vídeos de cariz sexual de crianças produzidos pelos próprios”.

De acordo com a presidente da CNPDPCJ, o tema foi pensado pelo Conselho da Europa e pretende trazer para a discussão o desafio das novas tecnologias e dos novos perigos a que as crianças e os jovens se estão a expor, muitas das vezes sem saberem, ao partilharem fotografias ou vídeos seus, de cariz sexual, e disseminando-os através da internet.

“Os abusos sexuais continuam a ser uma realidade completamente invisível, continua a ser um assunto tabu, mas dados internacionais ou pelo menos de estudos realizados no âmbito do conselho da Europa dizem que uma em cada cinco crianças já foi vítima de abusos sexuais”, apontou Rosário Farmhouse.

Segundo a responsável, 80% destes casos de violência sexual acontecem no “círculo de confiança da criança, na família ou adultos de referência, com quem a criança convive e em quem confia e que acabam depois por desenvolver comportamentos abusivos”.

De acordo com Rosário Farmhouse, “há um tabu muito grande” em relação aos crimes sexuais contra as crianças, as quais são também manipuladas a não contar aquilo por que estão a passar.

“Como aquilo está a ser perpetrado por alguém da sua confiança, tantas vezes acabam por não dizer ou quando dizem nem sempre os outros adultos querem ouvir ou acreditar que seja verdade”, alertou.

Uma situação que levou a responsável a defender que é preciso uma atenção especial no momento de capacitar as crianças de que têm direito ao seu corpo, à sua privacidade e à sua intimidade e têm o direito de dizer não.

Pediu também que os adultos estejam atentos para perceber que “se uma criança tentar contar segredo como este, têm de apoiar e têm de fazer caminho”, lembrando que existem linhas telefónicas para denunciar, como por exemplo, uma da Polícia Judiciária que funciona 24 horas.

Relativamente às redes sociais, Rosário Farmhouse explicou que a opção do Conselho da Europa por este tema teve a ver com o facto de as crianças passarem muitas horas em frente aos écrans e a proteção das crianças ser hoje muito diferente do que era há alguns anos.

“Antes os pais não deixavam as crianças irem para a rua com medo de que encontrassem um estranho e hoje podem estar em perigo no próprio quarto a falar com pessoas que não conhecem e tantas vezes deixam-se fotografar e ser filmadas. Ou às vezes até conhecem e são amigos e pensam que estão a mandar só para uma pessoa e torna-se viral”, alertou.

Segundo a responsável, “os perigos dos abusos sexuais através da internet são cada vez maiores” e, apesar de esta ser uma preocupação por parte do Conselho da Europa, a verdade é que também em Portugal há casos.

“Soube de uma situação real de uma criança com nove anos que a mãe foi encontrar já a despir-se para a câmara, para alguém que não conhecia e com quem tinha feito amizade virtual”, contou.

Por isso, afirmou, estes casos de violência sexual contra crianças e jovens também acontecem em Portugal, “em casa das famílias em Portugal, nos quartos das famílias em Portugal”.

“Temos de ter todos cuidado e estar atentos e acima de tudo comunicação com as crianças, conversar com elas, as escolas já têm muito estas temáticas, mas as famílias falarem sobre estes perigos e criar uma relação de confiança com a criança para que ela também se sinta segura a falar de algumas coisas que possam ter acontecido e de que ela não gostou”, defendeu Rosário Farmhouse.

Acrescentou que como estes casos se passam muitas vezes nestes círculos de confiança, a própria criança tem dificuldade em reconhecer que está exposta ao perigo.

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