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Braga

‘Terror’ das vespas asiáticas em Vila Verde foi picado na cabeça. Mas já voltou à luta

Apicultor recebeu assistência hospitalar após veneno percorrer vários pontos da cabeça

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Carlos Nunes segura armadilha. Foto: Fernando André Silva / O MINHO (Arquivo 2019)

José Carlos Nunes, agente do Destacamento do Corpo de Intervenção da PSP do Porto e que leva a apicultura como hobby, conhecido em Vila Verde, onde reside, por ser o “terror da vespa asiática” e já ter erradicado dezenas de milhares daqueles insetos , foi na quinta-feira hospitalizado na sequência de uma picada na nuca.

A O MINHO, o apicultor explica que estava a destruir um vespeiro quando foi atingido na cabeça por uma, cerca das 12:30 de quinta-feira. “Senti fortes dores, mas só por volta das 18:30 é que o veneno se manifestou, descendo por detrás da orelha até ao pescoço, no lado esquerdo. E aí resolvi ir ao hospital”, conta.

Foi assistido no Hospital da Misericórdia, em Vila Verde, onde lhe foi dito que o veneno também já estava a atuar no lado direito da cabeça. Recebeu alta cerca das 22:00 horas, com um antídoto, um antibiótico e um anti-histamínico para tomar ao longo dos próximos dias.

“Já me sinto melhor, e até já fui destruir mais dois vespeiros esta manhã”, confessou, um deles com apoio do carro-grua da Câmara de Vila Verde, por estar a vários metros de altura, e outro num carvalho caído, este último apelidado pelo próprio como um “golpe de sorte” de quem abateu a árvore.

PSP e apicultor, José Carlos é o terror das vespas asiáticas

“A senhora abateu o carvalho com a motosserra e viu algumas vespas, mas não foi atacada. Teve muita sorte. Fui lá, eliminei o ninho com um spray, e consegui removê-lo da árvore intacto. Até o trouxe para casa”, concluiu.

Moral da história segundo José Carlos: “Não me intimidaram, antes pelo contrário, ainda me deram mais vontade e alento para continuar a destruição”.

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