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Viana do Castelo

Terceiro navio ‘made in Viana’ já navega em testes de mar

“Mais um grande dia para a construção naval portuguesa”

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Foto: Mário Ferreira

O terceiro navio oceânico construído nos estaleiros navais de Viana do Castelo (West Sea) realiza, por estes dias, os primeiros testes de mar, depois de concluída a sua construção dentro dos prazos previstos pela empresa que encomendou sete destes barcos – Mystic River.

O dono, Mário Ferreira, também administrador da Média Capital (que detém a TVI), destacou o primeiro dia de testes do MS World Navigator como sendo “mais um grande dia para a construção naval portuguesa”, realçando ainda o cumprimento do “plano de construção acordado que não parou mesmo no meio da pandemia”.

Os testes decorreram ao longo dos últimos três dias, com resultados positivos. Realizaram-se sobretudo entre o porto de Viana e o porto de Leixões, passando ao largo de Esposende, Apúlia, Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

De acordo com Mário Ferreira, o próximo passo é já a ‘fatura’. “Só nos falta conseguir ter os tripulantes vacinados, para assim podermos embarcar todos os clientes americanos que já compraram bilhetes até ao final do ano e (que) estão já todos vacinados”, disse.

Além do Discover, outros três navios transatlânticos similares estão em construção naquele espaço, numa encomenda de seis no total (mas que poderá chegar aos sete).

Segundo dados disponibilizados em maio de 2020 pela consultora VesselsValue, a nível mundial, existiam 370 navios deste tipo. De acordo com a mesma consultora, e após a pandemia, é estimada a construção de 104 navios ao longo dos próximos oito anos. Naquela data, em todo o mundo, apenas os navios ‘made in Viana’ estavam já programados e com data de distribuição.

MS World Navigator em testes de mar. Foto: Mário Ferreira

Para além dos dois que navios que já se encontram em viagens e este terceiro que está pronto a iniciar a comercialização, entre 2022 e 2025, os estaleiros têm de construir mais três navios – World Traveler (2022), World Adventurer (2023) e o World Seeker (2024), conforme noticiou O MINHO, em exclusivo, a 27 de dezembro de 2019.

World Voyager. Foto: Facebook de Mário Ferreira

World Voyager. Foto: Facebook de Mário Ferreira

.O MS World Explorer, que começou a operar em 2019, e o MS World Voyager, que ficou concluído já em tempo de pandemia, estão aptos para navegar, com o segundo (Voyager) a encontrar-se atualmente em viagem pela zona do mediterrâneo..

Foto: Facebook de Mário Ferreira (Arquivo)

MS World Explorer já navega desde 2019. Foto: Reprodução / Facebook

MS World Explorer. Foto: Nicko-Cruises

Segundo um comunicado da Martifer, os navios são da gama Explorer e de classe de cruzeiro, construídos com base no Código Polar (classe de gelo), sistema de Propulsão Híbrida e com a capacidade de acomodar 200 passageiros e 112 tripulantes, de acordo com “os mais elevados padrões de qualidade e conforto”.

Fonte: Nicko Cruises

São considerados navios cruzeiros de pequeno porte. Nas redes sociais, o empresário Mário Ferreira prevê que os “navios pequenos com muita qualidade e menos de 200 passageiros vão ter uma enorme procura” na fase pós-pandémica.

Segundo o mesmo relatório da consultora VesselsValue, a frota mundial deste tipo de navios cresceu 65% em termos de capacidade para passageiros, atingindo os 700 mil. Em 2019, foram construídos 24 novos navios.

Ainda de acordo com o relatório, face à chegada da covid-19, a atividade destes navios teve um impacto negativo de cerca de 50%, com as empresas a adiar o regresso das operações.

Refere ainda que algumas dessas operadores realizaram mais viagens durante o ano de 2020.Apesar dos riscos, a consultora aposta que a tendência até 2025 será de crescimento no setor.

No ano de 2020, a Mystic Cruises pagou 110 milhões de euros à empresa que gere os estaleiros navais de Viana do Castelo.

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