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Alto Minho

Terceiro investimento em Viana do Castelo no setor automóvel cria mais 70 empregos

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Uma multinacional espanhola de componentes para automóveis vai construir uma nova fábrica em Viana do Castelo e criar mais 70 empregos, o terceiro investimento no setor em três meses, revelou hoje a Câmara local.

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Em comunicado, a autarquia adiantou que o investimento do grupo Aludec ronda os dois milhões de euros, acrescentando que a nova unidade industrial será “tecnologicamente avançada e dedicada à fabricação de componentes para a indústria automóvel”.

“Com este novo investimento, Viana do Castelo concretizou, nos últimos três meses, a instalação de três novas unidades industriais ligadas ao sector automóvel que, no próximo ano, criarão cerca de 300 novos postos de trabalho no concelho“, especificou o município.

A nova fábrica vai ter uma área de implantação superior a 4.200 metros quadrados e vai ficar instalada no Parque Empresarial de Lanheses onde a multinacional espanhola “tem outra unidade, com cerca de três mil metros quadrados e onde emprega 150 trabalhadores”.

Em julho passado, uma multinacional francesa que produz componentes para automóveis formalizou um investimento 18 milhões de euros em duas novas fábricas a instalar na zona industrial de Lanheses, que em 2019 deverão atingir os cem postos de trabalho diretos.

O novo investimento da Eurostyle Systems, indústria de plásticos e borrachas, prevê que a primeira fábrica, orçada em 10 milhões de euros, inicie a laboração em março de 2017 num terreno com mais de 17 mil metros quadrados.

A construção da segunda unidade fabril, estimada em oito milhões de euros, está prevista para 2018 um terreno de mais de 23 mil metros quadrados.

As fábricas a instalar no parque empresarial de Lanheses vão dedicar-se à produção de peças injetadas de plástico para componentes da indústria automóvel.

Criado em 1986, o grupo “está hoje espalhado por vários países, desde França à Rússia e emprega cerca de 1.500 pessoas, trabalhando para as principais marcas automóveis”.

Em abril passado e face “à relevância do investimento e da criação de emprego” a Câmara de Viana aprovou, por unanimidade, a atribuição de benefícios fiscais à Eurostyle Systems, no valor de 10.900 euros.

Também em julho o grupo Howa Tramico Automotive apresentou o novo projeto industrial em Viana do Castelo, na zona industrial de Alvarães, que estará em funcionamento em 2017, criando 70 postos de trabalho e gerando um volume de negócios de cerca de 12 milhões de euros por ano.

Trata-se de um grupo internacional com presença em 13 países onde emprega cerca de três mil postos de trabalho na fileira dos componentes para automóveis, que vai agora construir uma unidade em Alvarães, num terreno com mais de 25 mil metros quadrados.

A nova fábrica vai produzir produtos têxteis e espumas para isolamento térmico e acústico dos tejadilhos e painéis laterais para portas de automóveis, produzindo para as principais marcas de automóveis.

 

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Viana do Castelo

Proprietário de bar agredido por três homens no centro histórico de Viana

Agressão

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Foto: DR / Arquivo

Um empresário do sector da restauração foi agredido hoje, em Viana de Castelo, com uma réplica de uma arma de fogo na cabeça, tendo recebido tratamento hospitalar e os agressores, pai e dois filhos, foram constituídos arguidos, disse fonte policial.

Em declarações à agência Lusa, o comandante da PSP de Viana do Castelo, Rui Conde, explicou que o caso ocorreu cerca das 18:00 na Praça da Erva, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, na sequência de um desentendimento que terá tido origem na falta de espaço que a esplanada do bar explorado pela vítima deixou naquela área da cidade.

“Tudo terá acontecido porque a viatura de um dos alegados agressores tocou numa mesa da esplanada”, segundo Rui Conde, referindo que, após uma primeira troca de palavras, o agressor acompanhado de dois filhos regressou ao bar tendo a vitima sido agredida de costas, com três coronhadas na cabeça, alegadamente causadas pelo punho da réplica de uma arma.

Na sequência de diligências feitas por agentes que se deslocaram ao local, a PSP identificou os alegados agressores que possuem um quiosque a poucos metros de distância onde aconteceu o incidente.

Nesse estabelecimento um dos agressores entregou a réplica da arma e “uma faca que não terá sido utilizada na agressão” ao homem de 44 anos, de acordo com a mesma fonte.

Rui Conde explicou que os três homens não foram detidos porque “nem a vítima, que ficou sem reação, nem as testemunhas no local, que foram apanhadas de surpresa pela situação, conseguiram identificar o autor das agressões que obrigaram a tratamento hospitalar”.

O proprietário do bar, um dos mais frequentados no centro histórico de Viana de Castelo, teve de ser suturado devido à profundidade dos golpes na cabeça.

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Viana do Castelo

BE questiona sobre descargas poluentes em monumento natural em Viana do Castelo

Poluição

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre “sucessivas descargas poluentes” na Ribeira de Anha, na freguesia Vila Nova de Anha, classificada como monumento natural pela Câmara de Viana do Castelo.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, a deputada Maria Manuel Rola pretende saber “se o Governo tem conhecimento das recorrentes descargas para a ribeira”, denunciadas pela população que diz que “os peixes têm morrido e que a ribeira não tem vida”.

“A própria Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha admite ser um problema antigo e grave”, refere a deputada do BE que recorda que que aquela ribeira, “classificada como monumento natural pelo município de Viana do Castelo, conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos”.

“Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho”, sublinha a deputada.

Na pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Maria Manuel Rola, adianta que “este monumento natural também regista testemunhos das plataformas costeiras do último interglaciar, que estão neste local cerca de um metro abaixo das congéneres a norte do Rio Lima e em resultado de uma falha geológica com atividade recente (movimento vertical de 0,008 mm/ano) e sobre a qual o rio Lima se instalou”.

“Ocorrem também neste monumento natural geoformas costeiras como sapas e marmitas, do penúltimo interglaciar (idade absoluta aproximada de 245 mil anos) e salinas de idade pré-romana”, reforça.

Para o BE trata-se de “uma situação inadmissível que dura há demasiado tempo e parece estar sem fim à vista”.

“As populações estão, e com razão, cada vez mais indignadas com a frequência e magnitude destes atentados ambientais, sem que pareça haver uma ação eficaz das autoridades, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN) e das autarquias, principalmente da Câmara de Viana do Castelo, concelho do troço do rio onde se têm verificado estas descargas, sem atuação eficaz para que estes atentados ambientais não se repitam e consequentemente sem que os autores sejam devidamente responsabilizados”, lê-se no documento.

A deputada do BE quer saber os resultados das inspeções feitas na ribeira e que medidas vai o Governo adotar para solucionar o problema.

Contactado pela Lusa, o vereador do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, disse que o município “encetou e tem em curso todas as diligências ao seu alcance para identificação dos emissários, nomeadamente ações de fiscalização e ensaios físico-químicos, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Alto Minho(AdAM).

Ricardo Carvalhido admitiu que a autarquia “tem sido confrontada, nos últimos meses, com episódios de descargas de efluentes de origem desconhecida, mas com características poluentes, em duas das suas ribeiras mais importantes – a de Anha, em Vila Nova de Anha e a de São Vicente, na Meadela”.

“Estas ribeiras são elementos biofísicos fundamentais e são estruturantes da zona húmida das Caldeiras de D. Prior (onde se desenvolve o Parque Ecológico Urbano), e do Monumento Natural da Ribeira de Anha, áreas que compõem a Rede Municipal de Ciência nas dimensões da conservação da natureza e da promoção da educação e literacia”, enfatizou, referindo “a importância nevrálgica destas ribeiras para as várias agendas de desenvolvimento em curso”.

Questionada pela Lusa, a empresa Águas do Norte informou que “as descargas verificadas na ribeira de Anha, não foram provocadas por qualquer infraestrutura que esteja a ser gerida pela concessionária do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal”.

“Após a avaliação técnica efetuada no local, foi comprovado que as ocorrências em causa foram provocadas por descargas clandestinas, pelo que a Águas do Norte é completamente alheia à mesma”, reforça a empresa.

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Alto Minho

Embarcação de recreio espanhola sofre golpe de mar e vira junto a ilha em Caminha

Acidente

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Foto: Divulgação / Polícia Marítima

Um barco de recreio espanhol sofreu hoje um golpe de mar, virou e encalhou na areia junto à ilha da Ínsua, em Caminha, mas os dois tripulantes não sofreram ferimentos informou a capitania local.

Em comunicado enviado à imprensa, a capitania de Caminha explicou que o acidente ocorreu cerca das 07:05, sendo que o alerta foi dado ao comando local da Polícia Marítima de Caminha, pelo proprietário da embarcação.

Após o acidente, “os dois tripulantes de nacionalidade espanhola que se encontravam na embarcação a pescar, conseguiram chegar a terra sem sofrerem ferimentos e sem necessidade de assistência médica”.

A capitania de Caminha realizou “uma vistoria técnica constatando estarem reunidas condições para a embarcação acidentada poder ser retirada do local e ser rebocada para os estaleiros El Pasaxe, em Espanha”.

O reboque da embarcação “foi acompanhada por uma embarcação da Polícia Marítima, com dois agentes, no sentido de salvaguardar a segurança da operação”.

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