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Opinião

Tenham juízo

Opinião de José Miguel Silva

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ARTIGO DE JOSÉ MIGUEL SILVA

Jurista. Presidente da Juventude Popular de Vila Nova de Famalicão

Estas palavras poderiam ser dirigidas ao nosso Governo, que como se tem visto tem falhado redondamente neste combate à pandemia, ou até aos portugueses para os incentivar a tentar, da melhor forma possível, sem que o país se torne numa Venezuela no que concerne ao combate pandémico.

No entanto, hoje este incentivo é mesmo aos militantes e dirigentes do CDS-PP, conselheiros nacionais, que se vão reunir este sábado.

O CDS-PP, o meu partido, é um partido fundador e essencial à democracia portuguesa, tal como se tem visto ao longo de mais de 40 anos.

Em momento algum, e isto pode ser afirmado por qualquer militante ou simpatizante do CDS-PP, o partido falhou a Portugal, mesmo quando o país mais precisou.

O CDS-PP nasceu para combater o socialismo, que falhou sempre que foi experimentado, sendo que cá coincidiu sempre com a bancarrota.

O CDS-PP ofereceu ao país e levou sempre a votos um modelo de país não socialista, onde sempre defendemos (entre muitas outras medidas) o combate á pobreza em que o socialismo mergulha sempre o país. Fomos nós que, por exemplo, quando estivemos no Governo aumentamos as pensões mínimas e rurais. Haja memória.

Nas últimas semanas, face ao turbilhão interno que se vive no partido, onde em vez de se somar ideias e propostas divide-se e subtrai-se a militância, temos perdido todos, de um lado os militantes e simpatizantes do CDS-PP, do outro e mais importante o país.

Nunca como hoje, nos tempos de cólera em que vive a direita portuguesa, e até o país, foi tão importante termos um CDS-PP firme, forte e com sentido de Estado.

Num tempo dominado pelas redes sociais, sendo a sua utilização mais frequente em tempos de pandemia, tem-se visto nestas comentários e publicações que só envergonham o partido.

Em democracia, e num partido democrático como o CDS-PP nunca é tarde para se discordar.

Mas discordar só porque sim e a conjuntura não é favorável ao partido?

Ou então discordar porque o partido apoiou determinado candidato presidencial, que até ganhou e comunga em parte os nossos valores?

Para começar, qualquer candidatura presidencial depende em primeira instância da vontade do próprio candidato sendo que os partidos depois podem ou não apoiar determinado candidato.

O CDS apoiou o candidato da sua área política.

Até para mim que sempre discordei de Marcelo e aliás nunca votei, como é público a questão é fácil de explicar.

Eu, aliás era um dos que acompanhava o grupo Parlamentar do CDS e a então Presidente Assunção Cristas quando em 2019, em Guimarães a então Presidente anunciava o apoio a Marcelo Rebelo de Sousa. Haja memória e coerência.

O caminho do CDS-PP não é entrincheirar-se entre si mas sim combater o socialismo.

É denunciar os escândalos deste Governo que têm sido diários, como o caso do Procurador Geral, ou até o nepotismo socialista, sendo que desse há também quem o queira transportar para o partido.

Algum militante do CDS-PP tem gasto energias a falar no caso do agente da PSP que foi suspenso por uma publicação no Facebook? Ou só perdemos tempo nas redes sociais a combater os nossos?

Alguém falou no facto de Portugal ter sido retirado do índice de países totalmente democráticos, algo que tem impacto na credibilidade do país e acima de tudo e principalmente das gerações futuras?

O CDS-PP é um partido fundamental e insubstituível no país, desde que esteja unido como sempre esteve quando conseguimos levar as nossas ideias avante e fazer alguma coisa pelo país.

O único garante da democracia são as suas instituições. Sem elas não há democracia.

O CDS-PP tal como os outros partidos democráticos é um dos pilares da nossa democracia, e para a defendermos convém dentro de casa respeitar as regras do jogo democrático.

A começar por respeitar um líder eleito em congresso.

Por favor, neste conselho nacional tenham juízo, e acima de tudo honrem a militância num partido sério como o nosso.

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